Ao longo de sua histria, o Brasil tem enfrentado o problema da excluso social que gerou
grande impacto nos sistemas educacionais. Hoje, milhes de brasileiros ainda no se beneficiam
do ingresso e da permanncia na escola, ou seja, no tm acesso a um sistema de educao
que os acolha.
Educao de qualidade  um direito de todos os cidados e dever do Estado; garantir o exerccio
desse direito  um desafio que impe decises inovadoras.
Para enfrentar esse desafio, o Ministrio da Educao criou a Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad, cuja tarefa  criar as estruturas necessrias para formular,
implementar, fomentar e avaliar as polticas pblicas voltadas para os grupos tradicionalmente
excludos de seus direitos, como as pessoas com 15 anos ou mais que no completaram o Ensino
Fundamental.
Efetivar o direito  educao dos jovens e dos adultos ultrapassa a ampliao da oferta de vagas
nos sistemas pblicos de ensino.  necessrio que o ensino seja adequado aos que ingressam na
escola ou retornam a ela fora do tempo regular: que ele prime pela qualidade, valorizando e respeitando
as experincias e os conhecimentos dos alunos.
Com esse intuito, a Secad apresenta os Cadernos de EJA: materiais pedaggicos para o 1. e o
2. segmentos do ensino fundamental de jovens e adultos. Trabalho ser o tema da abordagem
dos cadernos, pela importncia que tem no cotidiano dos alunos.
A coleo  composta de 27 cadernos: 13 para o aluno, 13 para o professor e um com a concepo
metodolgica e pedaggica do material. O caderno do aluno  uma coletnea de textos
de diferentes gneros e diversas fontes; o do professor  um catlogo de atividades, com sugestes
para o trabalho com esses textos.
A Secad no espera que este material seja o nico utilizado nas salas de aula. Ao contrrio,
com ele busca ampliar o rol do que pode ser selecionado pelo educador, incentivando a articulao
e a integrao das diversas reas do conhecimento.
Bom trabalho!
Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad/MEC
Apresentao
CP_iniciais.qxd 21.01.07 14:33 Page 1
Caro professor
Este caderno foi desenvolvido para voc, pensando no seu trabalho cotidiano de educar jovens
e adultos. Esperamos que ele seja uma ferramenta til para aprimorar esse trabalho. O caderno
que voc tem em mos faz parte da coleo Cadernos de EJA, e  um dos frutos de uma
parceria entre as universidades brasileiras ligadas  Rede Unitrabalho e o Ministrio da Educao.
As atividades deste caderno contemplam assuntos e contedos destinados a todas as sries
do ensino fundamental e seguem a seguinte lgica:
 Cada texto do caderno do aluno serve de base para uma ou mais atividades de diferentes reas
do conhecimento; cada atividade est formulada como um plano de aula, com objetivos, descrio,
resultados esperados, etc.
 As atividades admitem grande flexibilidade: podem ser aplicadas na ordem que voc considerar
mais adequada aos seus alunos. Cabe a voc escolher quais atividades ir usar e de que forma.
Os segmentos para os quais as atividades se destinam esto indicados pelas cores das tarjas
laterais: as atividades do nvel I (1- a 4- sries) possuem a lateral amarela; as do nvel II (5- a 8 -
sries) tm a lateral vermelha. Se a atividade puder ser aplicada em ambos os nveis, a lateral
ser laranja. Essa classificao  apenas indicativa. Cabe a voc avaliar quais atividades so as
mais adequadas para a turma com a qual est trabalhando.
 Graas  proposta de um trabalho multidisciplinar, uma atividade indicada para a rea de
Matemtica, por exemplo, poder ser usada em uma aula de Geografia, e assim por diante.
As atividades de Educao e Trabalho e Economia Solidria tambm podero ser aplicadas aos
mais diversos componentes curriculares.
Ao produzir este material pedaggico a equipe teve a inteno de estimular a liberdade
e a criatividade. Se a partir das sugestes aqui apresentadas, voc decidir escolher outros textos
e elaborar suas prprias atividades aproveitando algumas das idias que estamos partilhando,
estaremos plenamente satisfeitos. Acreditamos profundamente na sua capacidade de discernir
o que  melhor para as pessoas com as quais est dividindo a desafiadora tarefa de se apropriar
da cultura letrada e se formar cidado.
Bom trabalho!
Equipe da Unitrabalho
CP_iniciais.qxd 21.01.07 14:33 Page 2
Como utilizar a pgina de atividade
Numerao: indica o
texto correspondente
ao caderno do aluno.
rea: indica a rea
do conhecimento.
Nvel: sugere o segmento
do ensino fundamental
para aplicao da atividade.
Materiais e tempo:
materiais indicados para
a realizao da atividade,
especialmente aqueles que no
esto disponveis em sala
de aula (opcional), e o tempo
sugerido para o desenvolvimento
da atividade.
Contexto:
insere o tema
no cotidiano do aluno.
Dicas:
bibliografia de suporte,
sites, msicas, filmes, etc.
que ajudam o professor
a ampliar o tema
(opcional).
Cor lateral:
indica o nvel sugerido.
Descrio:
passos que o professor
deve seguir para discutir
com os alunos os
conceitos e questes
apresentados na
atividade proposta.
Introduo:
pontos principais do
texto transformados
em problematizaes
e questes para o
professor.
Objetivos:
aes que tanto aluno
como professor
realizaro.
CP_iniciais.qxd 21.01.07 14:33 Page 3
1 A cidade ideal Artes I e II 8
Conservando a madeira Cincias I e II 9
Remdios e o nosso organismo Cincias I 10
La vida y el trabajo en las ciudades,
un reto para el siglo XXI Espanhol II 11
O que  uma cidade? Viver e trabalhar
no meio rural e urbano Geografia I e II 12
Onde voc quer viver? Histria I e II 13
City facilities and directions Ingls II 14
 ou no  uma cidade? Matemtica I 15
O observador Portugus I e II 16
2 O jornal Artes II 17
Precarizao do trabalho no campo Geografia I e II 18
O setor agrcola em grfico Matemtica II 19
3 O rito Artes I e II 20
Rotao e translao Cincias I 21
O contador de causos Portugus I e II 22
4 Carimbo Portinari Artes II 23
Mais trabalho, menos salrio Matemtica I e II 24
Visualizando o salrio Matemtica II 25
O trabalho extenuante do cortador de cana Matemtica I e II 26
La precariedad de las condiciones de los
trabajadores en la caa de azcar Espanhol II 27
5 A terra e sua relao com
o modo de vida Xavante Histria I e II 28
Qual  a minha relao com a terra? Histria II 29
Terra, trabalho e vida Histria II 30
Quantas castanhas! Cincias I e II 31
Parfrase criativa Portugus II 32
4  Caderno do professor / Trabalho no Campo
Sumrio das atividades
Texto Atividade rea Nvel Pgina
CP11_indice.qxd 19.01.07 14:42 Page 4
Caderno do professor / Trabalho no Campo  5
Texto Atividade rea Nvel Pgina
6 Simblico Artes I e II 33
Sabores e cheiros do associativismo Ed. e Trabalho I e II 34
Do caju brasileiro se aproveita at o cheiro Geografia I e II 35
O caju e o trabalhador rural brasileiro Histria I e II 36
Voc s come a Castanha? Portugus I e II 37
7 Carta s crianas do MST Ed. e Trabalho I 38
Sem-terrinha Ed. e Trabalho I 39
A infncia e a luta pela terra: mltiplos olhares Histria I e II 40
Reportagem Portugus I e II 41
8 Mdulo Fiscal. O que ? Matemtica I e II 42
Quantas vezes maior? Matemtica I e II 43
La agricultura familiar reconocida Espanhol II 44
9 H-bio, que combustvel  esse? Cincias II 45
Chuva cida Cincias I e II 46
Biodiesel: impactos sociais e ambientais Geografia II 47
Mais trabalho, menos poluio Matemtica II 48
A importncia do biodiesel Matemtica II 49
10 O paradoxo no mundo do trabalho Ed. e Trabalho I 50
Salrio inversamente proporcional
 produo? Que absurdo  esse? Matemtica II 51
Jogo das simulaes: a agncia de empregos Portugus II 52
11 O que fazer quando a mquina chega Artes I e II 53
Processo de trabalho e processo educativo Ed. e Trabalho I e II 54
El desempleo alcanza el 70%
en el rea rural de Pernambuco Espanhol II 55
Desemprego na entressafra Geografia I e II 56
Desemprego e explorao humana:
uma relao degradante Matemtica II 57
Encontre seu par! Portugus II 58
CP11_indice.qxd 19.01.07 14:42 Page 5
6  Caderno do professor / Trabalho no Campo
12 Violao dos direitos humanos Ed. e Trabalho II 59
Conflito e violncia no campo Histria II 60
Os nmeros dos crimes do latifndio Matemtica I 61
Criao de um painel Portugus II 62
13 Vida! Vida! Por que tens
que ser to dividida? Ed. e Trabalho I 63
O valor vital da terra Geografia I 64
Terra cho, terra po! Histria I e II 65
Haicai Portugus I e II 66
14 Os povos indgenas e a expropriao
de suas terras Ed. e Trabalho I e II 67
O mapa do Brasil Geografia I e II 68
Ouvi dizer que... Portugus II 69
15 Segredos Ingls II 70
16 Economia solidria e o trabalho
do seringueiro Econ. Solidria I e II 71
Bens naturais Artes I e II 72
O que a borracha pode apagar? Histria I e II 73
O poema do aluno Portugus I e II 74
17 Tic tac toe Ingls II 75
Pesquisa Ingls II 76
Falando srio: reforma agrria Ed e Trabalho II 77
 terra grande demais Matemtica I e II 78
Dialogando Portugus I e II 79
18 Coro de gritos Artes I e II 80
As lutas camponesas como objeto de pesquisa Ed. e Trabalho II 81
A organizao camponesa e a luta
dos trabalhadores rurais Geografia I e II 82
Texto Atividade rea Nvel Pgina
CP11_indice.qxd 19.01.07 14:42 Page 6
Caderno do professor / Trabalho no Campo  7
18 Reforma agrria e direitos dos trabalhadores
rurais: histrias e lutas Histria I e II 83
Desenhando mapa, estimando rea Matemtica II 84
19 Economia solidria e agroecologia Econ. Solidria I e II 85
Educao Fsica no campo Ed. Fsica I e II 86
O que fazer com o dinheiro? Portugus II 87
20 Economia solidria e o trabalho de artesanato Econ. Solidria I e II 88
Novas tecnologias e emprego no meio rural Histria II 89
21 Condies precrias de existncia, o que fazer? Econ. Solidria I e II 90
Voc j se percebeu respirando? Ed. Fsica I e II 91
O teatro na escola: Morte e vida severina Portugus I e II 92
22 A unio faz a fora Econ. Solidria I e II 93
Texto Atividade rea Nvel Pgina
CP11_indice.qxd 19.01.07 14:42 Page 7
8  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Artes Nvel I e II
1. A classe dever reler o texto selecionado e discutir
os critrios dos portugueses para definio
do que  uma cidade.
2. Baseado em critrios individuais, cada aluno
desenhar desenhar uma planta baixa de sua
cidade ideal.
3. Depois de desenhar, cada um far uma pequena
exposio sobre sua cidade ideal e
discutir sua proposta com os demais.
4. Os alunos devero comparar suas cidades
ideais com o local onde vivem.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P Papel, caneta ou lpis
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P A cidade ideal
Resultados esperados:
a) Que o aluno possa criar critrios de definio
para uma cidade ideal.
b) Que o aluno possa comparar com os demais o
que foi esquecido na elaborao e o que pode
ser acrescentado ou retirado.
c) Que o aluno possa comparar as cidades e formar
opinies sobre como deveria ser uma cidade.
1
Te x t o
Objetivos
 Desenhar a planta baixa de uma cidade ideal.
 Discutir os critrios que caracterizam as regras
para a constituio de uma cidade.
 Comparar a cidade em que vive com os cri-trios
apontados pelos portugueses para definio
do que  uma cidade.
Introduo
O texto selecionado aponta alguns critrios prticos
adotados pelos portugueses para classificar uma vila
como cidade. Dentre esses critrios podemos selecionar
alguns muito importantes: hospital com internao,
farmcias, museu e bibliotecas, casa de espetculo
ou centro cultural, parques e jardins pblicos.
O texto selecionado indica como no Brasil
esses critrios no so considerados na caracterizao
de uma cidade, tampouco seriam respeitados
caso fossem assim determinados. Chico Buarque,
Enriquez e Bardotti ao escreverem o espetculo
musical Saltimbancos criaram uma msica chamada
A cidade ideal. Para o cachorro, ela teria um poste
por metro quadrado e no teria carros. Para a galinha,
teria as ruas cheias de minhoca, a barriga ficaria
quentinha, transformando milho em pipoca. Para a
gata, a cidade seria um prato de tripa fresquinha,
com sardinha num monte de latas e alcatra no final
da linha. J o jumento, que  sabido, acha que a cidade
 uma grande senhora que hoje sorri e amanh
te devora. Como seria a nossa cidade ideal? Valeriam
aqui os critrios portugueses?
Dicas do professor: site: www.cliquemusic.com.br/
artistas/artistas.asp?Status=DISCO&Nu_Disco=919
01-CP11Tx01.qxd 18.01.07 10:58 Page 8
Caderno do professor / Trabalho no Campo  9
rea: Cincias Nvel I e II
1. Pea aos alunos que observem a presena de
peas de madeira em seu ambiente domstico,
social, profissional e na escola.
2. Os alunos devem fazer anotaes sobre o
tipo de madeira encontrada e verificar se ela
sofreu algum tratamento para preservao.
3.  importante que observem se h diferena
no estado de conservao de madeiras tratadas
e no tratadas e em sua colorao.
4. As observaes dos alunos devem ser documentadas
em um relatrio com informaes
sobre a madeira nos ambientes domstico,
social, profissional e escolar.
Descrio da atividade Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Conservando a madeira
Resultados esperados: Distinguir diferentes
tcnicas para conservao da madeira.
1
Te x t o
Objetivo
 Conhecer algumas tcnicas para conservao
da madeira.
Introduo
O texto menciona a cidade gacha Unio da
Serra, que possui apenas quatro casas, sendo
uma delas de um madeireiro, o trabalhador que corta
a madeira na mata. Aps o corte, h necessidade
de se tratar a madeira para prevenir sua deteriorao
e aumentar a sua durabilidade e tempo de
vida til. Substncias qumicas como preservativos
so muito utilizadas com o objetivo de prevenir a
ao de insetos e fungos, sendo mais necessria a
sua utilizao se a madeira ficar em contato direto
com o solo ou a gua. Os preservativos so aplicados
na madeira usando-se uma soluo, que impregna
a parte interna e fica ali retida quando ocorre
a secagem. Preservantes solveis em leo so empregados
para madeiras que ficaro em contato
direto com o solo, sendo um exemplo o creosato.
Preservantes hidrossolveis so compostos de misturas
de vrios sais, como os de potssio, sdio ou
zinco e cidos crmico, arsnico e brico, etc. O
processo de termorretificao, que trata a madeira
sem o uso de produtos qumicos, no  utilizado em
escala industrial em nosso pas. A madeira  preservada
por meio de calor, quando exposta a temperaturas
elevadas (entre 120 e 200 graus), temperatura
que no degrada a madeira em suas substncias
bsicas. Uma conseqncia deste processo  o escurecimento
da cor da madeira.
Contexto no mundo do trabalho: madeira tem usos
diversos no cotidiano na sua utilizao  fonte de empregos
nos meios rural e urbano, pela fabricao de mveis e
utenslios, na construo civil, etc.
Dicas do professor: O processo de tratamento manual
empregando o uso de preservativos qumicos pode ser utilizado
para a proteo de moures, sem usar presso e trabalhando
em galpes abertos e ventilados. O piso tambm
deve ser impermeabilizado, para no contaminar o solo. A
madeira do mouro, que deve ser verde e descascada, 
imersa em um tambor aberto, que  pintado na sua parte
interna com impermeabilizante. A poro mais grossa 
colocada no tambor e, aps o tratamento, o mouro  seco
ao ar durante algumas semanas. O uso de preservantes
qumicos, por sua toxidez ao homem e ao meio ambiente,
deve ser feito cuidadosamente e obedecer s instrues do
fabricante dos produtos.
01-CP11Tx01.qxd 18.01.07 10:58 Page 9
10  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Cincias Nvel I
1. Pea aos alunos que faam um levantamento
de todos os remdios que possuem em casa.
2. Os alunos devem elaborar uma lista, contendo
o nome do medicamento, o princpio ativo e a
sua funo: antibitico, analgsico, antipirtico,
antigripal, antiinflamatrio etc.
3.  importaqnte que os alunos informem se o
medicamento  de marca ou  genrico.
4. Os alunos devem ainda atentar para os efeitos
adversos informados pelos fabricantes.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P Bulas de remdios.
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Remdios e o nosso organismo
Resultados esperados:Conhecimento da histria
e da ao de alguns medicamentos em nosso organismo.
1
Te x t o
Objetivo
 Conhecer a histria e a ao de alguns medicamentos
em nosso organismo.
Introduo
O texto menciona alguns critrios vlidos para
Portugal para que uma vila se transforme em
cidade, dentre eles a existncia de farmcias. Farmcias
so locais para a venda de medicamentos,
que tm sua ao em nosso organismo estudada
h muitos anos. Um dos medicamentos comercializados
h mais de cem anos  o cido acetilsaliclico,
a conhecida aspirina. Esta droga  a
mais utilizada no mundo. Seu princpio ativo foi
inicialmente extrado da rvore salgueiro, em
1853, pelo qumico francs Charles Gerhardt. A
aspirina abaixa a febre, por isso ela  uma droga.
 vendida separadamente ou em associao com
outros medicamentos, sendo muito comum a sua
presena em remdios para diminuir os sintomas
da gripe. O paracetamol, outro medicamento muito
vendido no mundo todo, tambm  um analgsico
e antipirtico, sendo Tylenol o seu nome comercial
mais conhecido. Assim como a aspirina, tambm
 vendido isoladamente ou em associaes
com outros medicamentos. A descoberta e fabricao
de antibiticos representou uma verdadeira
revoluo no tratamento de doenas
causadas por bactrias. O primeiro antibitico foi
descoberto no incio do sculo passado por
Alexander Fleming, um cientista que pesquisava
uma colnia de bactrias causadoras de
infeces em seres humanos. Acidentalmente, as
bactrias foram contaminadas por um fungo, o
Penicillium notatum, e Fleming observou que o
fungo produzia uma substncia que destrua as
bactrias. Essa substncia, quando separada,
recebeu o nome de penicilina. Essa descoberta
acidental salvou milhares de vidas e deu incio 
produo dos mais diversos antibiticos.
Contexto no mundo do trabalho: Os medicamentos so
responsveis pela gerao de empregos em indstrias e
tambm em estabelecimentos comerciais, j que h
necessidade de serem vendidos em farmcias devidamente
autorizadas.
Dicas do professor: A substncia qumica que  responsvel
pela ao do medicamento em nosso organismo 
conhecida pelo nome de princpio ativo. Medicamentos
genricos devem, necessariamente, possuir o mesmo princpio
ativo do medicamento original. Alm disso, tanto a
quantidade do princpio ativo como a via de administrao 
oral, injeo, inalao etc.  devem ser as mesmas entre
medicamentos genricos e originais. Por lei, os medicamentos
genricos so identificados por uma faixa amarela com
a letra G maiscula.
01-CP11Tx01.qxd 18.01.07 10:58 Page 10
Caderno do professor / Trabalho no Campo  11
rea: Lngua estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Desenvolva uma atividade relacionada com a
cidade onde vivem e trabalham os seus alunos.
Oferea material escrito com dados sobre a
cidade, folhetos ou jornal, por exemplo.
2. Prepare a aula com cartazes escritos em
espanhol sobre o tema.
3. Divida a classe em dois grupos: um que
defender a permanncia na cidade pequena
para obter melhor qualidade de vida; e o
outro que defender a permanncia nas
grandes cidades.
4. Proponha ainda as seguintes questes em
espanhol:
a. Cul es la poblacin de tu ciudad?
b. Tu ciudad ha crecido o disminudo en aos
recientes? Cul sera las razones por las
cules esto est ocurriendo?
c. Qu clase de economa tiene tu ciudad?
Descrio da atividade
d. Cul es el lazo entre economa y cre-cimiento
urbano?
e. Describe por qu querras vivir en tu ciudad.
O de otra manera, por qu quieres dejar tu
ciudad.
f. Piensas que la pobreza urbana extrema podr
ser eliminada? Por qu?
5. Os alunos devero, em grupo, responder s
questes propostas e outras que surgirem.
6. Promover a discusso entre os grupos mantendo-
se imparcial.
7. Corrigir e comente as respostas dos alunos.
Atividade P La vida y el trabajo en las ciudades, un reto para el siglo XXI
Resultados esperados: O aluno dever verbalizar
sua opinio utilizando dados concretos sobre
a prpria cidade, expressando-se em espanhol.
1
Te x t o
Objetivos
 Discutir possveis alternativas ao trabalho e 
qualidade de vida nas pequenas e grandes
cidades.
 Ampliar a aproximao ao espanhol.
Introduo
Qual  a dimenso do Brasil em territrios, rural
e urbano? De acordo com o texto, uma cidade
to pequena, com apenas 18 habitantes. poderia
realmente ser considerada uma cidade? Sabe se
que em outros lugares do mundo h uma combinao
de critrios e no somente os administrativos
como no Brasil. Os cidados so tanto habitantes
de uma grande cidade como de uma cidade
pequena e necessitam servios indispensveis
 vida. Por exemplo, vejamos em Portugal, onde
todos os servios oferecidos aos cidados esto
contemplados na ilustrao. No Brasil, muitas
pessoas saram do campo e tambm das pequenas
cidades para buscar trabalho e melhores
condies de vida nas grandes cidades. Quase sempre
essas pessoas se instalam na periferia das
grandes cidades e vivem em condies precrias de
trabalho, sade e educao. Mas nos ltimos anos
essa situao est mudando, porque o campo
brasileiro est se modernizando, oferecendo trabalho
e, tambm, porque buscar uma vida mais
saudvel  prioridade para muita gente; comea a
acontecer uma mobilizao ao contrrio. O novo
destino da qualidade de vida e de trabalho ser a
via cidade-campo? A fora das economias e ambientes
rurais sero as vantagens competitivas do
sculo XXI?
Materiais indicados:
P Folhetos, revistas, jornais etc. sobre o tema
Tempo sugerido: 2 horas
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12  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Geografia Nvel I e II
1. Questionar os alunos: o que  uma cidade?
Quais as diferenas entre meio rural e meio
urbano? Quem vive no meio rural e urbano?
Quais as vantagens e desvantagens, problemas
e dificuldades de viver e trabalhar nos
dois espaos? Onde preferem viver? Por qu?
2. Ler o texto com o grupo. Procurar os significados
das palavras desconhecidas.
3. Retirar do texto os dados:
a. nmero de cidades do Brasil, de acordo com
o censo de 2000;
b. menor cidade do Brasil e nmero de habitantes;
c. nmero de cidades com menos de 500 habitantes;
d. nmero de municpios do Brasil;
e. nmero total de habitantes dos municpios;
f. critrio utilizado no Brasil para se definir o
que  uma cidade;
g. critrios utilizados em Portugal para se definir
uma cidade.
Descrio da atividade
4. Segundo o autor do texto, h um mito de que
ser rural  ruim, sinnimo de misria. Questione:
vocs acham que  um mito ou um preconceito?
Por que o rural  considerado o lugar
do atraso? E a cidade do progresso?
5. Propor que, a partir dos critrios apresentados
no texto, analisem a cidade onde moram ou
uma cidade prxima.
6. Debater as provveis causas que levam ao xodo
rural; o que se poderia fazer, em termos em
relao  poltica governamental, para valorizar
as economias e os ambientes rurais.
7. Escrever, coletivamente, uma proposta de um
ambiente rural ideal; o que os alunos consideram
importante para o trabalhador que vive
no campo.
Atividade P O que  uma cidade? Viver e trabalhar no meio rural e urbano
1
Te x t o
Objetivo
 Discutir o que  cidade no Brasil e em outras
partes do mundo, confrontando modos e
condies de viver e trabalhar no meio urbano
e rural.
Introduo
O texto apresenta uma discusso importante para
ns brasileiros: a definio e as condies dos espaos
rurais e urbanos. O que  considerado cidade
no Brasil? E em outros lugares do mundo? O Brasil
tem cidades demais? Segundo o autor, no Brasil h
um mito difundido que considera o meio rural
como lugar do atraso, da misria e a cidade, o lugar
do progresso, da vida moderna. Com esse mito, os
preconceitos no seriam reforados pela maneira
como se define a cidade no Brasil? Quais as vantagens
e desvantagens de viver e trabalhar no
campo? O que pode ser feito para melhorar a qualidade
da vida das pessoas que moram na cidade e
tambm no meio rural? O que pode ser feito para
evitar o xodo rural? Essas questes merecem ser
debatidas, pois esto diretamente ligadas  vida
dos alunos, aos problemas vividos pelas populaes
das grandes cidades e tambm por aqueles
que vivem no meio rural. Trata-se de uma discusso
multi e interdisciplinar, pois envolve vrias
temticas e reas do conhecimento.
Materiais indicados:
P Mapa do Brasil
Tempo sugerido: 2 horas
Resultados esperados: Produo de um texto
coletivo apresentando uma proposta de soluo
para o xodo rural.
01-CP11Tx01.qxd 18.01.07 10:58 Page 12
Caderno do professor / Trabalho no Campo  13
rea: Histria Nvel I e II
1. Conversar com os alunos a respeito do que sabem
do modo de vida no campo e na cidade.
2. Solicitar que, em grupos, a partir de seus co-nhecimentos
prvios, os alunos respondam s questes
no caderno: o que significa viver no campo?
O que podemos chamar de campo? Como  a
vida nesse local que chamamos de campo? O que
significa viver na cidade? O que  a cidade? Como
 a vida na cidade? Questionar se preferem
viver no campo ou na cidade e por qu.
3. Propor um debate com as respostas. Ao longo do
debate, anotar no quadro-negro, em duas colunas,
os valores (qualidades ou problemas) atribudos
ao modo de vida do campo e da cidade.
4. A partir dos valores identificados na produo
dos alunos, debater com eles quais so os valores
construdos para a vida urbana e para a
vida rural (por exemplo, se existe ou no a
idia de riqueza na cidade e pobreza no campo
etc.).
5. Ler coletivamente o texto Cidades demais. Depois,
promover um debate, por exemplo: o
que diz o ttulo? Qual a idia nele defendida?
Qual a crtica que o texto faz? O que o autor
quer dizer com artificialidade urbana? H ou
Descrio da atividade
no artificialidade no campo? Quando se fala
em paisagens cultivadas no se est falando
em artificialidade?
6. Pedir aos alunos que faam uma pesquisa a
respeito do modo de vida de uma localidade
brasileira, distinguindo nela o que  o campo
e o que  a cidade, a qualidade de vida e seus
problemas (tanto na cidade como no campo).
7. Com os dados, organizaar murais com o resultado
da pesquisa e espalh-los pela sala e
tambm pela escola.
Atividade P Onde voc quer viver?
1
Te x t o
Objetivo
 Refletir criticamente a respeito dos valores sociais
criados para a cidade e para o campo.
Introduo
Desde o desenvolvimento industrial e a grande
concentrao populacional nas cidades, o senso
comum difunde a idia de que a qualidade de vida
 maior na cidade do que no campo. Porm, essa
afirmao s tem sido vlida para algumas classes
sociais que usufruem de determinadas comodidades
urbanas. Para a grande maioria, nos ltimos
dois sculos, a cidade tem sido um local com moradias
insalubres, pouco acesso  gua limpa, esgotos
a cu aberto, desemprego etc. Contudo, a imagem
do campo tem sido relacionada  pobreza ou
a uma paisagem idlica de plenitude da natureza.
Diante dessas representaes diversas, que repercutem
no modo de vida contemporneo e nas
polticas pblicas,  importante debater nossas
idias e confront-las com as realidades urbanas e
rurais brasileiras.
Tempo sugerido: 4 horas
Resultados esperados: Espera-se que os estudantes
reflitam criticamente a respeito dos valores
sociais criados para a cidade e para o campo.
Dicas do professor: livros  O homem e o mundo natural,
de Thomas Keith (Cia. das Letras); A cidade e o urbano no
mundo atual, de Roberto Giansanti (GLobal/Ao
Educativa).
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14  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
1. Pedir aos alunos que identifiquem os nomes de
instalaes que o texto menciona como necessrios
para a formao de uma cidade. Fazer uma lista no
quadro-negro com esses nomes.
2. Depois, perguntar aos alunos o nome encontrado
em ingls.
3. Escrever o significado na frente da palavra de modo
que montem coletivamente um voca-bulrio
em ingls:
4. Depois de pronto o vocabulrio, pedir aos alunos
que formem grupos. Cada grupo receber uma
folha de cartolina dever desenhar um bairro
(planta) que contenha todo o vocabulrio que
foi apresentado em ingls.
5. Quando tiverem terminado a planta e identificado
os locais em ingls, ensinar-lhes como se
Descrio da atividade
perguntam as direes de sentido e como se orienta
algum sobre essas direes em ingls. Usa-se
WHERE IS + nome do lugar.
Where is the bus stop? (Onde fica o ponto de
nibus?)
Para dar instrues, usamos o imperativo:
Turn right  vire  direita;
Turn left  vire  esquerda;
Go ahead  siga em frente;
Cross the street  atravesse a rua.
Exemplo: Go down the street 2 blocks, turn left
in 7 Street and go ahead. Its on the corner.
Desa a rua por 2 quarteires, vire  esquerda
na Rua 7 e siga em frente. Fica na esquina.
Pedir que, em grupos, formulem aos colegas 4
perguntas sobre aonde querem ir. Tanto as perguntas
quanto as respostas devem ser feitas em
ingls. Avaliar com a turma.
Atividade P City facilities e directions
1
Te x t o
Objetivos
 Ensinar alguns nomes de lugares aos alunos
em ingls.
 Instruir os alunos sobre as direes de sentido,
em ingls.
Introduo
O texto fala do que seria necessrio para que
uma vila fosse considerada como cidade.
Apresenta o exemplo portugus e nos oferece
parmetros para refletir sobre a questo da formao
das cidades, especialmente no Brasil.
Alguns desses parmetros incluem as instalaes
e instituies. Nesse sentido,  interessante
mostrar aos alunos os nomes dos estabelecimentos
em ingls. Posteriormente, podemos introduzir
a idia de direo e locomoo na cidade.
Materiais indicados:
P Folhas de cartolina,
canetinhas, lpis de cor
Tempo sugerido:
2 h e 30 min
Resultados esperados: Os alunos devero
aprender alguns nomes de locais e como pedir e
dar informaes de itinerrios em ingls.
Parque  park Escola  school
Banco  bank Biblioteca  library
Hotel  hotel Farmcia  drugstore
Hospital  hospital Restaurante  restaurant
Igreja  church Ponto de nibus  bus stop
Padaria  bakery Supermercado  supermarket
Aougue  butchery Loja de ferragens  hardware store
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  15
rea: Matemtica Nvel I
1. Aps a leitura do texto, propor aos alunos que
localizem no mapa do Brasil a cidade de Unio
da Serra  RS.
2. Pedir que calculem a densidade demogrfica
de Unio da Serra, sabendo que o total de
habitantes do municpio  1.545 (IBGE 2000)
e sua rea que calculem 131 km2.
3. Pedir para calcularem a densidade demogrfica
do municpio onde esto estudando. (Localize
com eles esses dados no site do IBGE).
4. Escolher cinco ou seis cidades prximas 
escola onde esto estudando para analisar se
em Portugal elas seriam definidas como
cidade. Para tal, pode-se usar uma legenda
simples, com um sinal qualquer que marque
SIM ou NO para cada um dos critrios usados
em Portugal, em um mapa da cidade.
5. Propor que os alunos criem critrios para
definir uma cidade e, com eles, avaliem a
cidade onde moram para saber se seria ou no
uma cidade.
6. O que seria positivo e o que seria negativo,
caso o lugar onde moram no fosse uma
cidade?
Descrio da atividade
Atividade P  ou no  uma cidade?
Resultados esperados:
 Domnio do conceito de densidade demogrfica.
 Capacidade de anlise usando critrios definidos.
1
Te x t o
Objetivos
 Calcular densidade demogrfica.
 Usar critrios para fazer anlise de definio
de um conceito de cidade.
Introduo
Uma classificao depende de critrios. Segundo
o texto, os critrios de definio de uma cidade
no Brasil so diferentes de Portugal. Sua cidade
seria uma cidade em Portugal? A poltica de classificao
das cidades no Brasil  adequada? Que
vantagens e desvantagens ela traz?
Tempo sugerido: 2 horas
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16  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler o texto com os alunos. Estabelecer relaes
entre os critrios portugueses para aceitao de
uma regio como cidade e o espao geogrfico
habitado pelos alunos. A cidade em que moram
seria considerada como tal?
2. Relacionar, no quadro-negro, as cidades vizinhas.
Pedir que os alunos falem sobre elas
(vantagens e desvantagens de morar l).
3. Informar aos alunos que, faro um exerccio
de SINTICA. Esclarecer que  uma palavra
grega que significa juntar ou combinar elementos
aparentemente diferentes ou irrelevantes.
Esse conceito foi desenvolvido por
Willian Gordon (1961) como um modo de
auxiliar a procura de solues para um problema
por meio de analogias e metforas. D
um exemplo e pea que os alunos escrevam,
no caderno, uma resposta: suponha que voc
 o prefeito de uma das cidades vizinhas.
Recebe todos os dias, queixas sobre a falta de
sinalizao nas ruas e sobre a imprudncia
dos motoristas. Voc sabe que no h verbas
para contratar novos funcionrios, para confeccionar
placas ou construir um programa de
educao no trnsito, pois voc e seus colegas
vereadores resolveram priorizar a sade da
cidade. Como voc, que  o prefeito, se sente
ao ouvir as reclamaes?
a. Como uma bolha de sabo voando?
b. Como um pirilampo em volta da luz?
Descrio da atividade c. Como um cachorrinho faminto e molhado?
d. Como uma rolha de cortia no oceano?
e. Como um pato gordo e pesado?
Qual seria uma soluo possvel para evitar
tantas reclamaes?
a. Transformar-se num revlver?
b. Transformar-se numa fada?
c. Virar letreiro luminoso?
d. Transformar-se numa raposa?
e. Virar milho picadinho?
4. Pedir aos alunos que expliquem o porqu de
suas respostas.
5. A seguir, iniciar a analogia da fantasia. Pea
aos alunos que se imaginem como prefeito de
uma cidade. Pea que listem todas as situaes
em que eles, como prefeitos, podem se
sentir: a. entediados.  b. confusos  c. felizes
 d. amedrontados  e. desajeitados  f. orgulhosos
 g. abandonados  h. respeitados.
6. Solicitar, ento, aos alunos que, com toda a
liberdade possvel, criem uma histria chamada
Se eu fosse uma cidade.
Atividade P O observador
1
Te x t o
Objetivo
 Estimular a criatividade por meio de exerccios
que desenvolvam as habilidades de fluncia,
humor e analogia.
Introduo
Proponha a seus alunos a seguinte reflexo: se
voc fosse uma cidade, qual gostaria de ser? Por
qu?
Resultados esperados: Fluncia e desinibio
do ato de escrever.
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor: Essa atividade pode ser desenvolvida
em conjunto com outras atividades propostas para o texto 1.
Ficar um belo trabalho!
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  17
rea: Artes Nvel II
1. Dividir a classe em grupos e distribuir um
jornal para cada grupo.
2. Os grupos devero analisar as partes que
constituem um jornal.
3. Ler o texto agricultura familiar e destacar
os diferentes assuntos tratados.
4. Fazer duas listas no quadro-negro: a primeira
com a relao dos assuntos destacados
pelos grupos e a segunda com as partes
constitutivas de um jornal.
5. Pedir aos grupos que escolham o assunto
sobre o qual escrevero e a partir de que
enfoque (econmico, poltico, esportivo, cultural,
climtico, imobilirio, esotrico etc.).
6. Cuidar para que todos os cadernos do jornal
estejam presentes (Um mesmo assunto poder
ser analisado por ngulos diferentes).
7. Os grupos redigiro suas matrias, que devero
ter um ttulo.
8. A classe escolher um nome para o jornal.
Descrio da atividade
Atividade P O jornal
Resultados esperados:
 Que o aluno aprenda a criar textos.
 Que o aluno exercite diferentes ngulos de anlise
de um mesmo assunto.
 Que o aluno perceba a importncia da pesquisa
e do conhecimento para a criao de um texto
jornalstico.
 Que o aluno perceba que a divulgao de um
fato passa tambm por questes de ordem pessoal
e ideolgica.
2
Te x t o
Objetivo
 Criar e organizar a impresso de um jornal.
Introduo
Fundamentais para a existncia de um jornal so
o papel e a impresso. O papel foi criado no sculo
II pelos chineses e teria chegado  Europa por
volta do sculo VIII, via Espanha. A impresso
com tipos mveis foi criada pelo alemo
Guttemberg, no sculo XV, e o primeiro livro a ser
impresso foi a Bblia.
Antes da imprensa de Guttemberg, os livros, os
poemas, a cultura de modo geral e as informaes
eram manuscritos, o que j d uma ntida
noo da dificuldade de acesso ao conhecimento
e  informao.
Com a inveno da imprensa, um novo mundo se
abre. Obras e idias so publicadas, portanto,
tornam-se acessveis a mais pessoas. A conseqncia
direta  que mais pessoas aprendero a
ler e a buscar conhecimento.
O jornal, a imprensa como conhecemos hoje,
data do final do sculo XVIII.
No Brasil, a imprensa oficial  trazida por D.
Joo VI (a Imprensa Rgia) e o primeiro jornal
inteiramente impresso e publicado no pas  a
Gazeta do Rio de Janeiro, em 1808.
Materiais indicados:
P Jornais completos
Tempo sugerido: 2 h (etapas
1 a 7) e 1 h (etapa 11)
9. A classe formar um grupo editorial que ficar
responsvel pela organizao das matrias
nos diferentes cadernos.
10. Cpias sero feitas para que todos tenham um
exemplar.
11. Deve ser feita a leitura do jornal e discusso do
exerccio tendo por foco a criao de notcias.
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18  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Geografia Nvel I e II
1. Realizar a leitura do texto em sala.
2. Resgatar no texto os dados de: nmero de trabalhadores
no campo, quantos possuem
carteira de trabalho assinada, quantos so
empregadores e quantos trabalham por conta
prpria.
3. Comparar a quantidade de trabalhadores com
registro em carteira no campo e na cidade e
analisar os motivos que levam  discrepncia.
4. Debater com os alunos a situao apontada no
texto sobre a ocorrncia concomitante do
crescimento na atividade produtiva no campo
e a reduo do nmero de empregos. Como
isso  possvel?
5. Enfatizar para os alunos que o crescimento
econmico verificado no campo no perodo
analisado se deu atravs da expanso da
monocultura de exportao, conceito este
que deve ser esmiuado em classe.
6. Associar o agronegcio  monocultura de exportao,
mostrando aos alunos que o crescimento
da atividade no campo relacionou-se a ele.
7. Apontar ainda que o agronegcio se distingue
pela reduzida gerao de emprego e renda.
Ele recebe incentivos do Estado,  bastante
Descrio da atividade mecanizado e gera poucos empregos, alm de
produzir para o mercado externo. Alm disso,
mesmo os trabalhadores rurais empregados
recebem salrios muito baixos.
8. Solicitar aos alunos que elaborem um pequeno
texto, individual ou coletivamente, sobre as condies
de trabalho atualmente no campo.
Atividade P Precarizao do trabalho no campo
2
Te x t o
Objetivos
 Possibilitar aos alunos o conhecimento sobre o
mundo do trabalho campons e o predomnio
do trabalho precarizado e familiar.
 Avaliar a contradio entre o crescimento do
agronegcio nos ltimos anos e a ampliao
das condies de misria e pobreza no campo.
Introduo
Nas ltimas dcadas, os investimentos do agronegcio
foram intensos: maquinrio, gros selecionados,
pesticidas e herbicidas, correes de solo, dentre
outros. O resultado econmico  que o Brasil
ampliou sua capacidade de exportao de produtos
agrcolas, especialmente os gros, dentre eles
a soja. Ao mesmo tempo que o campo passa pela
modernizao agrcola, as condies de trabalho
e de vida de grande parte dos agricultores brasileiros
permanecem marcadas pela pobreza e
pela misria. Perda da terra, trabalho familiar e
trabalho precrio so algumas das condies
experimentadas pela maioria dos camponeses no
Brasil.
Resultados esperados:
 Compreender a existncia de duas formas distintas
de produo no Brasil: o agronegcio e
a agricultura familiar.
 Compreender a necessidade da Reforma Agrria
no desenvolvimento da produo no mercado
interno, para melhorar a distribuio da
terra no Brasil e reduzir as desigualdades sociais
no campo.
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor: A visita aos sites do MST  Movimento
dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (www.mst.org.br/), do
Incra  Instituto Nacional de Colonizao e Reforma Agrria
(www.incra.gov.br/) so boas referncias para o assunto,
bem como o livro Geografia das lutas no campo, de Ariovaldo
U. de Oliveira (editora Contexto).
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  19
rea: Matemtica Nvel II
1. Aps a leitura atenta do texto com os alunos,
organiz-los em grupos e pedir que montem
uma tabela organizando os dados do primeiro
pargrafo. Para isso, sugerir: primeiro, sublinhar
no texto e anotar na primeira coluna as
diferentes situaes de trabalho dos ocupados
no setor agrcola. Na segunda coluna, os alunos
devero anotar as quantidades de trabalhadores
em cada situao, transformando
cada informao do texto no nmero correspondente
(valor absoluto). Na terceira coluna,
colocar as porcentagens de cada situao
em relao ao total de ocupados no campo.
2. A partir da tabela, orientar a elaborao de
um grfico de setores.
3. Pedir aos alunos que, analisando o grfico, avaliem
as concluses do professor Srgio Leite:
vale a pena investir no agronegcio? Que tipo
de emprego ele est gerando? Que indicaes
os alunos fariam ao poder pblico para melhorar
a vida do trabalhador no setor agrcola?
Descrio da atividade
Atividade P O setor agrcola em grfico
2
Te x t o
Objetivos
 Organizar dados em uma tabela e apresentlos
na forma de um grfico de setor.
 Analisar a situao dos trabalhadores no setor
agrcola.
Introduo
Os nmeros do texto expressam a precariedade
do trabalhador no setor agrcola. O texto traz
ainda uma avaliao do professor Srgio Leite.
Voc concorda com ele? Por qu? Quais polticas
deveriam ser desenvolvidas para solucionar a
precariedade revelada no texto? Para ajudar
nesta anlise, propomos, na atividade a seguir,
uma organizao dos dados na forma de uma
tabela e de um grfico. Ele permite visualizar a
situao com mais clareza.
Resultados esperados: Grfico de setores
desenhado e analisado com base no texto.
Oriente os alunos no uso da calculadora para encontrar as
porcentagens solicitadas.
Materiais indicados:
P Papel milimetrado.
Tempo sugerido: 4 horas
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20  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Artes Nvel I e II
1. Aps ler o texto, os alunos devero destacar
passagens ou assuntos ligados  cultura.
2. Os alunos realizaro pesquisas sobre os temas
sugeridos, especialmente sobre o rito do
Kuarup.
3. Apresentao e discusso dos resultados das
pesquisas.
4. Dividir a classe em grupos. Os grupos devero
estabelecer paralelos entre o texto e um trabalhador
da metrpole e sua famlia. Como as
famlias lidam com a ausncia do traba-lhador?
O que  cultural e o que  individual ou prprio
do comportamento de uma famlia? Existe a
presena de algum tipo de rito?
5. Apresentao das discusses dos grupos.
6. Discusso final tendo por foco as semelhanas
e diferenas culturais.
Descrio da atividade Tempo sugerido: 2 horas (itens 3 a 6)
Atividade P O rito
Resultados esperados:
 Que o aluno analise a presena ou ausncia de
ritos nas sociedades urbanas.
 Que os aluno estabelea paralelos entre culturas
diferentes.
3
Te x t o
Objetivo
 Discutir similaridades e diferenas culturais.
Introduo
Uma conseqncia do trabalho apontada no texto
 a ausncia. Na tribo, o ndio passa um ano fazendo
uma roa e a famlia o considera morto. Cria-se
assim uma interessante ligao entre trabalho,
ausncia e morte.
O Kuarup  um ritual que encena o mito da criao,
homenageando os mortos, que os ndios consideram
terem sido, na origem, criados da madeira
mavunh pelo heri criador Mavotsinin.
Em todos os povos, observa-se a presena de ritos
de vida e morte. O teatro nasceu na Grcia desses
ritos.  da natureza humana a necessidade de
encerrar um captulo de sua histria para que o
prximo possa ser iniciado. Homenagear quem se
foi e celebrar quem chegou.
A agitao da vida moderna e a supervalorizao
do trabalho, entretanto, disfaram e mascaram
esses ritos, que tambm esto ligados ao tempo
que necessitamos para elaborar internamente a
morte e o nascimento.
Que paralelos podemos estabelecer entre o que
acontece com o ndio e a sua famlia na tribo e um
trabalhador e sua famlia em uma metrpole?
Dicas do professor:
Sites: www5.estadao.com.br/villasboas/kuarup.html.
www.inteligentesite.com.br/modelos/modelo70/subconteudo.
asp?ID=358&IDSUBLINK=1871
www.sitecurupira.com.br/indios/exib_caiapo.htm
www.terrabrasileira.net/indigena/ritos/kuarup/kuarup.html
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  21
rea: Cincias Nvel I
1. Ler o texto e discutir com os alunos algumas
situaes ali apresentadas. Por exemplo: 
possvel algum trabalhar todos os dias, sem
parar, durante um ano inteiro?
Como nosso corpo reagiria se isso fosse
feito? Somos capazes de perceber os movimentos
de rotao e translao? Por qu?
2. Pedir aos alunos que faam um desenho do
planeta Terra e do Sol, mostrando a rbita
elptica do planeta em seu movimento de
translao.
3. Os alunos devem mostrar (na elaborao de
um cartaz) a Terra girando em seu prprio
eixo, identificando ainda o eixo imaginrio
Descrio da atividade
Materiais indicados:
Cartolina e lpis de cor.
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Rotao e translao
Resultados esperados:
 Compreenso do movimento de rotao.
 Compreenso do movimento de translao.
3
Te x t o
Objetivos
 Compreender o movimento de rotao.
 Compreender o movimento de translao.
Introduo
O texto informa que um homem trabalhou um ano
inteiro roando sem dormir e descansar, 24 horas
por dia. Dias e noites so conseqncia do movimento
de nosso planeta ao redor de si prprio, em
torno de um eixo imaginrio, que vai do Plo
Norte ao Plo Sul e  inclinado. Esse movimento
recebe o nome de rotao e dura aproximadamente
24 horas. Quando uma parte do planeta
est direcionada para o Sol, dizemos que ali  dia.
O lado oposto, que no est direcionado para o
Sol, no recebe luz e, portanto, ali  noite. Aos
poucos, a Terra gira e passa a ser noite onde era dia
e dia onde era noite. Aparentemente, o que vemos
 diferente, pois parece que  o Sol que se movimenta,
pois, para ns que estamos na Terra, ela
est sempre parada. Da mesma forma, quando viajamos,
temos a impresso de que  a paisagem que
se movimenta ao olharmos pela janela do carro. O
planeta Terra, alm da rotao ao redor de seu
eixo, realiza tambm um movimento ao redor do
Sol, denominado translao. A translao ocorre
em uma rbita elptica. A Terra demora cerca de
365 dias para dar uma volta completa ao redor do
Sol, que  a durao de um ano em nosso planeta.
As estaes do ano so conseqncia do movimento
de translao e tambm do eixo de rotao do
planeta, que  de cerca de 23 em relao ao plano
da rbita da Terra. Vero e inverno ocorrem em
perodos diferentes nos hemisfrios Sul e Norte.
No Hemisfrio Sul, o vero inicia-se em 21 de
dezembro e termina em 21 de maro, e o inverno,
em 21 de junho e vai at 23 de setembro. Isso
ocorre porque no vero do Hemisfrio Sul h uma
maior incidncia de Sol nesta poro do planeta.
No inverno do Hemisfrio sul, essa parte do planeta
est menos inclinada para o Sol, recebendo menor
incidncia de luz.
Contexto no mundo do trabalho: O trabalhador do
campo, por fora de suas atividades,  um grande conhecedor
dos ciclos da natureza.
Dicas do professor: As naves espaciais giram ao redor da
Terra, ficando em rbita, numa velocidade maior do que a
prpria velocidade de rotao do planeta. Por isso, durante
um perodo de 24 horas, os astronautas visualizam por
diversas vezes o nascer e o pr-do-Sol.
de rotao (cerca de 23 em relao ao plano
de rbita).
4. Pedir aos alunos que representem na figura as
quatro estaes do ano: primavera, vero, outono
e inverno.
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22  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler o texto com os alunos e perguntar se ele apresenta
uma situao real. Explicar que contos da
tradio oral permitem espao para o maravilhoso,
para o inverossmil; destacar a frase
Naquele dia minha esposa j estava comeando
a ficar noiva de outro homem.
2. Pedir a um aluno que se imagine como o noivo
e conte para a sala o que fez quando descobriu
que a noiva voltaria para o marido.
3. Pedir a uma aluna que conte para a sala os acontecimentos
ocorridos no instante em que precisou
comunicar ao noivo que o marido havia
voltado.
4. Informar aos alunos que participaro de um
jogo de perguntas e respostas e que, depois,
escrevero um texto  provavelmente nada
verossmil. A misso  tentar juntar os elos e, de
algum modo, ainda que permitindo a presena
do maravilhoso, criarem um texto que possa ser
contado oralmente.
JOGO: O dilogo-surpresa
a. Entregue uma folha em branco para o
primeiro aluno de cada fileira.
b. Solicite que escreva, na parte superior da
folha, uma pergunta qualquer que se inicie
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P O contador de causos
Resultados esperados: Ampliao da capacidade
de expresso oral e escrita.
3
Te x t o
Objetivo
 Ampliar o conhecimento dos alunos sobre contos
e lendas populares.
Introduo
Vamos suscitar entre os alunos discusses sobre a
situao apresentada no texto a partir das perguntas:
voc j pensou em trabalhar vinte e quatro
horas por dia em um lugar bem distante de
sua casa e sem recursos para comunicao? O
que pensariam seus parentes depois de um ano
sem notcias? Como voc se sentiria na solido?
com Por que (Exemplo: Por que voc est
to triste?).
c. Em seguida, pea que dobre para trs a
rea da folha que contm a pergunta e passe
a folha para o colega de trs.
d. Pedir que o colega crie uma resposta qualquer
para uma suposta pergunta que se iniciou
com Por que. Dever, pois, iniciar a
resposta com Porque e escrev-la no alto
da folha. (Exemplo: Por que dormi no galho
da amoreira?).
e. Pedir que dobre novamente a folha e a passe
para trs. O colega, ento, dever escrever
uma nova pergunta. E o jogo prossegue.
f. Quando a folha chegar  ultima carteira, convidar
um voluntrio a desdobr-la e a ler todas
as perguntas e suas respectivas respostas.
g) A seguir, rena a fileira e pea que, de algum
modo, os alunos escrevam uma histria que
contenha os dilogos criados. O texto pode
ser maravilhoso, irreal, fantasioso ou livre.
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  23
rea: Artes Nvel II
1. A classe dever pesquisar o trabalho de
Candido Portinari, bem como sua biografia.
2. Os resultados sero apresentados e os dados
colhidos nas diferentes pesquisas sero reunidos
em um mural.
3. Cada aluno escolher uma obra que considere
importante para observ-la com maior
cuidado.
4. Desssa obra o aluno escolher um detalhe.
5. Com sabo em pedra, o aluno esculpir o
detalhe escolhido para que se transforme
num carimbo.
6. Os carimbos sero apresentados, e a classe
planejar uma nova obra com as estampas.
7. Em um saco de acar (ou farinha) a classe
criar a nova obra utilizando os carimbos.
8. Exposio e discusso da obra.
Descrio da atividade
Atividade P Carimbo Portinari
Resultados esperados:
 Que o aluno conhea melhor o trabalho de
Candido Portinari.
 Que o aluno crie uma estampa para tecido ou
papel.
4
Te x t o
Objetivos
Conhecer as obras do artista plstico brasileiro
Candido Portinari.
Observar algumas obras e procurar identificar
detalhes marcantes.
Discutir a obra e os estilos de Candido Portinari.
Utilizar material domstico para a criao de
carimbos.
Introduo
A situao do campo no Brasil  injusta, com
problemas graves desde o Descobrimento.
Muito se fala e se promete para diminuir as desigualdades.
Pouco foi realmente modificado. O
papel do artista em uma realidade como a nossa
 retratar aquilo que v. Candido Portinari foi um
dos maiores artistas plsticos brasileiros. Muitas
de suas obras retratam o trabalhador do campo,
em especial o trabalhador do caf, cultura da
regio de sua terra natal Brodowski. Portinari era
um artista com convices. Desde os anos 1930
mostrou interesse pela temtica social. Manteve
estreitas relaes com poetas e escritores, em
especial, os modernistas. Com uma vocao
muralista, suas obras hoje podem ser vistas na
Via Dutra (Eixo RioSo Paulo) e na igreja da
Pampulha em Belo Horizonte, por exemplo.
Dentre suas principais obras individuais
podemos destacar: O caf, O trabalhador do caf,
Retirantes, Mestio, Morro e Futebol. Premiado
internacionalmente, ele sempre esteve preocupado
com uma arte que retratasse o povo brasileiro.
Dicas do professor: www.culturabrasil.org/portinari.html
www.ocaiw.com/catalog/index.php?lang=pt&catalog=
pitt&author=594
Materiais indicados:
Sabo em pedra, saco de
acar ou farinha, tinta
para tecido, rolo de
espuma
Tempo sugerido: 2 horas
(itens 3 a 5) e 1h30min
(itens 6, 7 e 8)
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24  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Ler o texto com os alunos e pea que, em grupos,
responderem as seguintes questes:
a. Considerando a ampliao da jornada de
trabalho, quanto deveriam ganhar os cortadores
de cana, se fossem mantidos os
nveis salariais da dcada de 1990?
b. Qual a taxa de apropriao de salrios que
os donos da cana-de-acar retm?
c. Se com oito horas de trabalho cada trabalhador
desfere 12 a 30 mil golpes por minuto,
quantos golpes desfere em doze
horas de trabalho?
d. Quais as concluses podemos tirar com os
resultados das questes anteriores?
e. Quais as conseqncias da ampliao da
jornada de trabalho?
f. Qual a opinio dos alunos sobre a soluo
que o texto aponta para o corte da cana e
para os trabalhadores? Que outras solues
apontariam?
Descrio da atividade
Atividade P Mais trabalho, menos salrio
4
Te x t o
Objetivos
 Resolver problemas usando regra de trs simples
e porcentagem.
 Identificar causas, conseqncias e solues de
uma situao-problema.
Introduo
O texto apresenta o problema poltico social e
econmico dos cortadores de cana, com dados
numricos, anlise de causas e conseqncias e
possibilidades de soluo. Pode-se dizer que esse 
tambm um problema matemtico. Que solues
os alunos poderiam apresentar para esse problema?
Que outras perguntas poderiam fazer?
Quantos alunos da EJA vivenciam o problema do
trabalho no corte de cana? Que perspectivas apontariam
para o futuro desses trabalhadores?
Resultados esperados:
 Reconhecimento do aumento da explorao dos
cortadores de cana, explicitado na reduo de
salrio e ampliao da jornada.
 Apontamentos de aes polticas para a situao
dos cortadores e cana.
Tempo sugerido: 2 horas
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rea: Matemtica Nvel II
1. Fazer uma leitura atenta do texto com os alunos.
2. Apresentar a eles o valor do salrio fixo e o
valor recebido por tonelada de cana cortada.
Fixo = R$ 410,00 e valor por tonelada cortada
= R$ 2,40 (esses valores podem variar de acordo
com a regio). Os trabalhadores cortam, em
mdia, de 10 a 12 toneladas de cana por dia.
3. Completar os dados da tabela.
4. Montar com os alunos uma funo relacionando:
salrio (varivel dependente) e toneladas colhidas
(varivel independente). So essas variveis
que sero substitudas por letras. Assim a
nossa funo ser S(x) = 410 + 2,4.t, em que
S(x)  o salrio recebido pelo trabalhador e t
 o total de toneladas colhidas por esse trabalhador
de acordo com os dias trabalhados.
5. A partir da funo (funo ou tabela), construir
o grfico da situao, se possvel em
papel milimetrado ou quadriculado. No eixo
Ox represente o nmero de dias trabalhados e
no eeixo Oy, o valor do salrio.
6. Observando o grfico, propor aos alunos os
seguintes questionamentos matemticos:
a. Durante um ms, qual o total mximo de
dias trabalhados que podem ser representados
no grfico?
b. Qual o maior salrio recebido durante um
ms de trabalho?
Descrio da atividade c. Esse salrio mximo representa que porcentagem
do salrio mnimo?
7. Dividir a turma em grupos e refazer essa atividade,
inclusive os questionamentos, com outros
valores para o salrio fixo e para a tonelada
de cana.
8. Se sua escola possuir laboratrio de informtica,
utilizar os programas que produzam tabelas
e grficos para realizar a atividade. Alguns editores
de texto possuem esses recursos.
Materiais indicados:
P Rgua e, se possvel,
papel milimetrado /
quadriculado
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Visualizando o salrio
Resultados esperados: Que os alunos possam
construir o grfico da funo de 1. grau a
partir de uma situao real e aps a construo
da funo.
4
Te x t o
Objetivo
 Aprender o desenho do grfico da funo de 1.
grau.
Introduo
A indstria sucroalcooleira  uma grande geradora
de empregos diretos e indiretos. O texto
fala de 440 mil trabalhadores nesse segmento
em todo o pas. Entretanto, sob quais condies
de trabalho, higiene e remunerao esto trabalhando?
De acordo com o Pacto Internacional
dos Direitos Econmicos, Sociais e Culturais, do
qual o Brasil  signatrio, todos os trabalhadores
tm direito a receber uma remunerao eqitativa?
Recebendo por produtividade, qual deve ser
o salrio mximo que um cortador de cana
recebe? Podemos visualizar esse crescimento de
qual forma?
Dicas do professor: Pacto Internacional dos Direitos Econmicos,
Sociais e Culturais (www.pge.sp.gov.br/centrodeestudos/
bibliotecavirtual/instrumentos/direitos.htm), www.pastoraldomigrante.
org.br), Ministrio Pblico do Trabalho  15.
Regio (www.prt15.gov.br/site/ imprensa/noticia_detalhe.
php?tipo=C&seq=3621)
Se possvel utilizar o laboratrio de informtica para auxiliar
no desenvolvimento da atividade.
Caderno do professor / Trabalho no Campo  25
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rea: Matemtica Nvel I e II
1. Ler o texto com os alunos, explorando e debatendo
as informaes nele contidas.
2. O texto oferece inmeros dados que, podem
ser convertidos em situaes-problema. Por
exemplo, pedir aos alunos que calculem:
quantas toneladas o cortador de cana tem de
cortar, hoje, por ms a mais do que cortava
nos anos 1980? Tendo em vista seu salrio
mensal e a meta diria em toneladas, quanto
ele ganha por tonelada? Se um cortador de
cana desfere, em mdia, 12 mil golpes de
faco por dia de trabalho (considerando-se o
dia de 8 horas) e sua meta  cortar 12
toneladas/dia, quantos quilos, em mdia, ele
corta num golpe? Inmeras outras situaes
podem ser criadas a partir do texto.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P Calculadora
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P O trabalho extenuante do cortador de cana
Resultados esperados:
 Adquirir habilidade em transformaes do sistema
de unidade de medidas (massa e tempo).
 Utilizar operaes matemticas que evidenciem
o trabalho escravizante do cortador de cana.
4
Te x t o
Objetivo
 Mostrar por meio de clculos que os cortadores
de cana efetuam trabalho escravo, com conseqncias
que levam a doenas e at a morte.
Introduo: A cana-de-acar  um dos principais
cultivos no Brasil. Desde o incio da colonizao,
esse produto foi destinado  exportao.
Os maiores produtores de cana-de-acar so os
estados de So Paulo, Rio de Janeiro e Minas
Gerais. Em 1975, iniciou-se a utilizao do produto
na produo de lcool para carros e caminhes.
A produo tem crescido, no entanto, os
trabalhadores em canaviais submetidos a situaes
precrias de trabalho, ganham pouco e trabalham
muito. O trabalho  extenuante e faz
com que trabalhadores, trabalhadoras e at crianas
sofram as conseqncias, como o envelhecimento
precoce e doena, como LER/Dort, pelo
movimento repetitivo.
Dicas do professor: CD Irmos coragem, msica de
Milton Nascimento e composio de Nonato Buzar.
26  Caderno do professor / Trabalho no Campo
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rea: Lngua estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Com base nas discusses sobre o texto, fazer,
juntamente com os alunos, um levantamento
sobre:
a. Las precariedades de las condiciones de vida
de los trabajadores.
b. Las enfermedades que contraen estos trabajadores.
c. Qu luchas podran ellos levar a cabo para
la mejora de sus condiciones?
d. Las propuestas de soluciones para mejorar o
acabar con la explotacin de los trabajadores.
Descrio da atividade Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P La precariedad de las condiciones de los trabajadores en la caa de azcar
Resultados esperados:
 Emitir opinio e identificar causas e situaes
de trabalho na cana-de-acar.
 Produzir uma lista das condies de trabalho e
das solues apontadas pelos alunos para
acabar com a explorao dos trabalhadores.
4
Te x t o
Objetivos
 Reconhecer criticamente a importncia de se
implementar polticas pblicas que promovam
a sade do trabalhador no campo.
 Ampliar os conhecimentos da lngua estrangeira
moderna.
Introduo
Estima-se que a produo brasileira na safra da
cana-de-acar em 2006/2007 ser a maior da
histria desse segmento. Com a alta do petrleo,
o lcool novamente est ganhando espao como
alternativa  gasolina. A febre dos carros bi-combustveis
(Flex) reacendeu o vigor das destilarias.
O novo ciclo da cana-de-acar  reflexo de
mudanas que redesenharam o perfil desse setor
do agronegcio. Mas certamente o sucesso no
faturamento da indstria de acar e do lcool
no vai favorecer os trabalhadores que cortam
toneladas e toneladas de cana por dia. Os salrios
continuam muito baixos e o pagamento ainda 
feito por produo. Isso obriga os trabalhadores
ao esforo em excesso, levando a problemas de
sade, como tontura, nusea, desmaio e at mortes.
Aliada a isso est a carncia nutricional que,
agravada pelo excesso de esforo, colabora com o
aumento de acidentes de trabalho, e das enfermidades
das vias respiratrias, da coluna, de tendinites,
e cimbras, produzidas pela perda de potssio
em razo dos suores intensos. Os trabalhadores
se sentem pressionados a trabalhar cada
vez mais para conseguir uma melhor renda e
vivem em condies desumanas. H, portanto, um
paradoxo da sociedade contempornea: o trabalho
que produz essa enorme riqueza  o mesmo
que mutila e mata os trabalhadores. Quais seriam
as solues para a melhoria da qualidade de vida
e de trabalho desses trabalhadores?
Dicas do professor: Se na regio onde o aluno vive e trabalha
houver atividade do setor explorado no texto, preparar
atividades baseadas nessa realidade.
Caderno do professor / Trabalho no Campo  27
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28  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Histria Nvel I e II
1. Questionar os estudantes a respeito do que
sabem sobre o povo xavante: quem so, onde
moram, como vivem, suas crenas etc. Apresente
o texto dizendo que foi escrito pelo prprio
povo xavante.
2. Debater com os alunos a idia de que, nesse
caso, o autor do texto  a tradio, preservada
na memria, e no necessariamente uma
pessoa.
3. Coletivamente, ler o texto inteiro. Conversar
com eles sobre o motivo pelo qual os xavantes
contam essa histria.
4. Identificar, ento, os ttulos para montar uma
tabela no quadro-negro (Da terra ns tiramos
nossa comida; Da terra ns tiramos muita coisa;
Ns usamos a coisa da terra; Nosso jeito de trabalhar).
5. Ler o texto com os alunos e colher informaes
para completar a tabela. Instigar os
alunos a formularem questes para o texto: o
que eles tiram da terra? O que fazem com a
mandioca? Quais os tipos de mandioca?
Como comem a mandioca? Qual a alimentao
deles? O que  plantado e o que  colhido no
mato? O que fazem com o que tiram? Qual 
Descrio da atividade
Atividade P A terra e sua relao com o modo de vida xavante
5
Te x t o
Objetivo
 Conhecer e identificar o modo de viver e os
valores culturais do povo xavante na sua relao
com a terra.
Introduo
O texto produzido pelo povo xavante pode ser
considerado como um documento histrico e,
nessa perspectiva,  possvel desenvolver com os
alunos uma anlise que evidencie informaes a
respeito de como esse povo vive e pensa e projetar
valores para suas relaes com o mundo e
entre si. No trabalho de anlise de texto,  importante
considerar que os contedos trabalhados
abarcam tambm o domnio de procedimentos de
coleta de dados, discernimento de quem escreve
e por qu, identificao de valores e idias do
autor e solicitao de outros textos que contribuam
para ampliar a compreenso do tema e
do texto lido. Nesse ltimo caso, significa procurar
dados fora do texto, por meio de pesquisas.
Resultados esperados:
Espera-se que os alunos conheam e identifiquem
o modo de viver e os valores culturais do povo
xavante na sua relao com a terra.
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do professor: Sobre o povo xavante, ver:
www.socioambiental.org/pib/epi/xavante/xavante.shtm
www.pnglanguages.org/americas/brasil/LangPage/
PortXVPg.htm
o seu jeito de plantar e cultivar? Qual a importncia
da terra para o povo xavante? Como 
o modo de vida xavante?
6. Depois da discusso e de completada a tabela,
propor aos alunos a organizao de um caderno
sobre o povo xavante, com textos de autoria
deles.
7. Solicitar aos alunos uma pesquisa de imagens
em jornais, revistas e Internet (leve voc mesmo
esse material) para montar o caderno,
feito pela classe, com textos e imagens sobre
esse povo indgena  mapa dos locais onde
vivem, das aldeias, de homens, mulheres e
crianas xavante, das diferentes plantas, das
comidas, dos objetos feitos por eles etc.
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  29
rea: Histria Nvel II
1. Ler o texto coletivamente com os alunos. V
comentando e trocando informaes e
impresses ao longo da leitura. Conversar
com eles sobre o valor da terra para o povo
xavante, sobre o fato de que cada sociedade
constri uma relao diferente com a terra.
2. Propor uma comparao da relao com a
terra  dos xavantes e da nossa sociedade ocidental.
Para isso, organizar no quadro-negro
uma tabela partindo de temas semelhantes
aos do texto.
3. Solicitar que os alunos digam como obtm sua
comida, as coisas que usam e como  organizado
o trabalho onde vivem (quem trabalha
na terra, de quem  a terra e quem no trabalha
na terra como consegue o alimento outros
objetos que usa etc.).
4. Conversar com os alunos sobre as diferenas
entre a relao com a terra do povo xavante e
Descrio da atividade
Atividade P Qual  minha relao com a terra?
5
Te x t o
Objetivo
 Refletir a respeito das relaes que as sociedades
estabelecem com a terra.
Introduo
A relao que as pessoas mantm com a terra
depende do modo de vida e da sociedade em que
vivem. A mulher xavante tem uma alimentao 
base de mandioca e depois de plantar, colher e
ralar essa raiz, ela faz o beiju. Mas na sociedade
ocidental  diferente. Qual a nossa relao com a
terra? Quem planta o que come-mos? Como
obtemos nossos alimentos? Nosso trabalho tambm
 coletivo? A terra tem um valor diferente
na sociedade ocidental em relao  cultura
xavante. A terra  considerada uma mercadoria.
Mais do que fornecer alimentos, a terra tem um
valor de mercado. Pode ser comprada e vendida.
Assim, antes de adquirir valor de uso, a mandioca
tambm  algo para ser vendido e comprado.
Ela  adquirida atravs de um pagamento em dinheiro,
obtido por meio da venda do tempo de trabalho
do trabalhador. Assim, quando um operrio
come beijus, nem sempre foi ele quem plantou e
processou a raiz etc. Pode ter adquirido de um
vendedor ambulante, que comprou a goma no
supermercado, que a adquiriu de um pequeno
produtor rural... O operrio freqentemente no
conhece esse produtor que vive da terra. Se a
relao do operrio com a terra  diferente, tambm
muda o valor que ele atribui a ela.
Resultados esperados: Espera-se que os alunos
reflitam a respeito das relaes que as sociedades
estabelecem com a terra.
Tempo sugerido: 3 horas
das populaes da sociedade ocidental, o valor
que os alunos atribuem para a terra e suas
semelhanas e diferenas em relao ao valor
atribudo a ela pelo povo xavante. Solicitar a
escrita, em grupo, de poemas que tratam do
valor da terra e pea que compartilhem os poemas
com os outros grupos.
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30  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Histria Nvel II
1. Painel integrado: Dividir a turma em quatro
grupos.
2. Cada grupo ficar encarregado de realizar as
atividades de um dos textos: Grupo 1: Da terra
ns tiramos nossa comida; Grupo 2: Da terra
ns tiramos muita coisa; Grupo 3: Ns usamos
as coisas da terra; Grupo 4: Nosso jeito de trabalhar.
3. Orientar o trabalho nos grupos:
a. Ler, interpretar e procurar os significados das
palavras desconhecidas.
b. Destacar e analisar os produtos retirados e cultivados
na terra, a diviso de tarefas, o jeito
de trabalhar, os donos da terra e de seus frutos;
os significados da terra, da floresta e do
meio ambiente para os indgenas.
4. Cada grupo dever elaborar um cartaz/painel
com desenhos, imagens e frases sobre o texto
analisado e apresentar ao restante da turma.
5. Promover a integrao dos painis, coordenando
o debate e facilitando a interpretao das questes
dos textos. Afixar os painis na escola com
Descrio da atividade
o ttulo: Terra, trabalho e vida  modos de ser,
pensar e viver dos grupos indgenas.
Materiais indicados:
P Papel pardo ou cartolina,
pincis, tesoura, cola,
imagens (recortes de
revista, jornais etc.)
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Terra, trabalho e vida
Resultados esperados: Produo de um painel
integrado que expresse o significado da relao
dos povos indgenas com a terra.
5
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre o significado da terra para os
povos indgenas.
Introduo
Os povos indgenas e no-indgenas, historicamente,
se relacionam de maneira distinta com a
terra. O meio ambiente, os modos de viver e
trabalhar, de conceber o tempo, o espao so tambm
diferentes. Logo, quando falamos em trabalho
rural no nos referimos a uma maneira nica
de tratar as relaes sociais e de trabalho, bem
como as relaes entre homem e natureza. Desde
a chegada dos portugueses e o incio da colonizao,
muitas transformaes ocorreram no modo
de ser e viver dos povos indgenas e dos no-indgenas
que trabalham no meio rural. Os textos
apresentam nos diversos significados da terra para
os indgenas. A partir deles,  possvel compreender
melhor o jeito de ser e de viver dos povos indgenas
no Brasil, que, como se sabe, no  nico,
nem melhor, nem pior que o dos no-indgenas.
So diferentes culturas que merecem respeito!
Dicas do professor: Site da Funai  Fundao Nacional do
ndio: www.funai.gov.br
Livro: A temtica indgena na escola: novos subsdios para professores
de 1. e 2. graus, de Aracy L. Silva; L.D.B. Grupioni
(orgs.) (MEC/MARI/Unesco).
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  31
rea: Cincias Nvel I e II
1. Trazer rtulos de produtos industrializados de
castanhas (amendoins, amndoas, castanhado-
par, castanha-de-caju, nozes etc.). Pedir
aos alunos que tragam tambm.
2. Usando as informaes nutricionais contidas
nos rtulos de cada produto, os alunos devem
identificar o valor calrico por cada 100 g e o
contedo protico, de colesterol, de vitaminas
e espcies qumicas importantes para nossa
sade, como clcio, magnsio, potssio etc.
3. Pedir aos alunos que cosntruam uma escala de
castanhas com melhor potencial nutricional,
avaliando e comparando a composio identificada
para cada um dos produtos.
4. Depois, essa escala pode ser distribuda para a
turma, na escola e tambm na comunidade.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P Rtulos de produtos
industrializados de castanhas
(amendoins, castanha-
do-par, castanha
de caju, nozes etc.)
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Quantas castanhas!
Resultados esperados:
 Identificao das substncias importantes para
nossa sade contidas na castanha.
 Conhecimento das funes de nosso organismo
que so beneficiadas pelas substncias contidas
na castanha.
5
Te x t o
Objetivos
 Identificar as substncias contidas na castanha
importantes para nossa sade.
 Conhecer as funes de nosso organismo que
so beneficiadas pelas substncias contidas na
castanha.
Introduo
No texto, o autor exalta a terra que nos d, entre
outras coisas, toda sorte de frutos da mata, at a
castanha. As castanhas so ricas em nutrientes.
Alm de fibras e protenas, possuem clcio, ferro,
potssio, zinco, selnio, vitamina E, cido flico
etc. Algumas castanhas possuem selnio, que
ajuda na regulao dos hormnios da tireide,
do sistema imunolgico e na preveno do
aparecimento dos tumores. O zinco (encontrado
na castanha-do-par e de caju) auxilia na produo
de glbulos brancos; o magnsio (encontrado
em quase todas) auxilia a controlar a
presso e os sintomas de tenso pr-menstrual; o
potssio  importante para os msculos. Por possurem
gorduras insaturadas, as castanhas auxiliam
a manuteno do equilbrio entre o colesterol
ruim e o colesterol bom, ajudando, portanto, na
preveno de doenas do corao. A presena de
protenas tambm  de muita importncia em
nossa dieta, principalmente, para pessoas que
necessitam substituir a carne, como  o caso dos
vegetarianos. As castanhas so bastante calricas
e se utilizadas de forma inadequada, sem moderao,
podem resultar em gordura em nosso corpo.
No entanto, nutricionistas recomendam a sua
ingesto em dietas de emagrecimento, pois a
amndoa, por exemplo, que contm gordura
mono-insaturada, auxilia no processo de queima
de gorduras, alm de manter estabilizado o acar
do sangue.
Dicas do professor: O amendoim, quando mal armazenado,
pode conter toxinas. Para preservar amendoins e outros
tipos de castanhas, deve-se guard-los em ambiente seco e
sem umidade. Quando forem industrializados, verifique o
prazo de validade.
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32  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Portugus Nvel II
1. Ler o texto com os alunos. Perguntar: qual,
fundamentalmente,  a diferena entre nossos
costumes e os costumes indgenas?
2. Pedir ao alunos que leiam novamente os poemas,
mas, agora, a partir do ltimo verso para
o primeiro. Perguntar: O que notaram? A
forma de construo do poema permite essa
inverso drstica? Ser que isso ocorre com
todos os poemas?
Atividade de criao de textos:
1) Segundo Samir Curi Meserani, a parfrase
criativa  aquela que ultrapassa os limites
da simples reafirmao ou resumo do texto
original. O texto, nesse caso, se desdobra e
se expande. Pea aos alunos que substituam
a palavra mandioca  no poema Da Terra
ns tiramos nossa comida - por um substantivo
abstrato (amor, saudade, cime).
Exemplo:
 na terra que a gente planta a nossa roa
A gente planta amor
Tem muito tipo de amor
Amor de fazer farinha
E de fazer beiju
Tem amor de fazer bebida
Tem amor de comer cozido
De comer assado
Os ndios tm roa grande de amor.
2) Perguntar o que mudou no significado do
poema. Como o texto, no caso,  apenas
pretexto, perguntar quais as sensaes pro-
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Parfrase criativa
Resultados esperados:
 Compreenso de um recurso lingstico e habilidade
na criao de uma parfrase.
5
Te x t o
Objetivo
 Estimular a criatividade por meio de parfrases.
Introduo
Quais so os alimentos que saem da terra e so
saborosos? Abbora com chuchu  uma boa pedida?
Dicas do professor: O intertexto escolar. Meserani, Samir.
(Cortez).
vocadas pela substituio do termo. O que
seria amor de fazer farinha? O que seria
amor de fazer beiju? amor de fazer bebida?
E os demais versos?
3. Pedir que substituam amor por cime. O
efeito de sentido ser o mesmo?
4. Pedir aos alunos que substituam, nos outros
poemas, os substantivos concretos por abstrato
e que, livremente, faam as modificaes
que julgarem necessrias.
5. Solicitar que leiam os poemas criados para a
sala. Se o resultado for positivo, sugerir que
escrevam em cartazes, com ilustraes, e os
exponham no mural da sala ou da escola.
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  33
rea: Artes Nvel I e II
1. Cada aluno dever sortear o nome de um colega
para retrat-lo em forma de um smbolo.
2. O smbolo dever levar em conta as caractersticas
pessoais deste colega.
3. Depois de criado e desenhado, cada aluno
far uma pequena exposio do seu smbolo,
sem citar o nome da pessoa. Os demais colegas
devero tentar identific-la.
4. Com todos j devidamente identificados, ser
criada uma lista de chamada formada de smbolos.
5. Discusso do exerccio.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P papel sulfite, lpis preto e
de cor
Tempo sugerido:
1 h 30min
Atividade P Simblico
Resultados esperados:
 Que o aluno possa criar desenhos e smbolos
com significao.
 Que o aluno possa sintetizar as caractersticas
de uma pessoa ou de um pensamento.
 Que o aluno possa discutir as representaes
simblicas de uma sociedade.
5
Objetivos
 Criar uma lista de chamada com os smbolos
de cada um dos alunos.
 Comparar smbolos (signos) e seus significados.
Introduo
A castanha de caju, alm de ser muito cobiada
pelo mercado consumidor nacional e internacional,
passou a ser tambm confundida com a
prpria fruta. O texto selecionado nos d estatsticas
do quanto  desperdiado dessa fruta e como
poderia ser usada de forma mais eficaz. Por causa
de sua grande utilizao a castanha passa muitas
vezes a representar ou mesmo ser confundida
com a prpria fruta. Um smbolo, de acordo com
o Dicionrio Houaiss, pode, entre outros, ter o
seguinte significado: aquilo que, por pura conveno,
representa ou substitui outra coisa. Muitos
smbolos substituem nomes de empresas, fbricas,
produtos. Se observarmos bem no caminho de
nossas casas, encontraremos smbolos por todo o
trajeto. Ao chegar em casa vamos encontrar alguns
smbolos em aparelhos domsticos ou nas imagens
transmitidas pela TV. Acostumamo-nos a
eles como parte da cultura de nossa sociedade. Os
smbolos (signos) representam as coisas do mundo,
criadas ou no pela mo humana. Representam a
natureza, empresas, objetos, servios, leis e at pessoas.
Que smbolo teramos ns?
6
Te x t o
06-CP11Tx10.qxd 18.01.07 16:41 Page 33
34  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Educao e Trabalho Nvel I
1. Depois da leitura do texto, solicitar aos alunos
que procurem em dicionrios os significados
das palavras: altaneiro, alvissareiro e outras
que lhes so desconhecidas.
2. Interpretao do texto: por que o pobre se
torna altaneiro? Por que o caju tornou-se um
fruto alvissareiro?
3. Com a ajuda dos alunos, no quadro-negro,
anotar o nome das marcas de sucos e castanhas-
de-caju que podem ser encontradas nos
supermercados e mercados populares. Tentar
distinguir aquelas que pertencem aos pequenos
e aos grandes produtores. Refletir com os
alunos se h caractersticas que permitem essa
distino do produto.
4. Em grupos, os alunos devem anotar:
a. o que  preciso para que as marcas dos
pequenos produtores possam permanecer
no mercado?.
b. o associativismo pode contribuir para fortalecer
o mercado dos pequenos produtores?
c. que experincia de associativismo voc j
teve ou ouviu falar?
Descrio da atividade
Atividade P Sabores e cheiros do associativismo
6
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre a importncia do associativismo
para driblar a lgica excludente do mercado.
Introduo
Quem ser que fez essa poesia? Vamos refletir? O
sabor do suco ou da castanha de caju no revela
quem plantou o caju e muito menos em que
condies se deu o processo de trabalho. Isso
quer dizer que  preciso decifrar o que est nas
entrelinhas do texto, indo mais alm das aparncias.
Quem so esses 255 mil agricultores familiares?
Ser que eles esto to ricos quanto os
proprietrios das famosas marcas de suco de caju
ou de castanha-de-caju? Ou ser que se tornaram
invisveis? Quem usufrui dos frutos de seu trabalho?
O que  preciso para que estes agricultores
familiares no sucumbam  lgica de mercado da
sociedade atual? O associativismo pode ajudar?
Para que voc e seus alunos possam refletir sobre
relaes de mercado, que tal se inventassem outras
poesias que trouxessem  tona outros sabores
e cheiros dos processos de comercializao e distribuio
das riquezas de trabalho?
Resultados esperados:
Perceber a importncia do associativismo, especialmente
para os pequenos produtores.
Dicas do professor: 1. Veja o verbete associativismo no
dicionrio A outra economia, organizado por Antonio David
Cattani (Editora Verz). 2. Sobre como a sociedade tornou-se
dominada pelas imagens, leia O nome da marca: MacDonalds,
fetichismo e cultura descartvel, de Isleide Fontenelle (Editora
Boitempo).
5. Apresentao das respostas e debate.
6. Sugerir que cada um dos alunos escreva um
texto, em forma de poesia ou prosa, sobre
associativismo.
7. Pedir a ajuda dos alunos para afixar as poesias
e prosas nas paredes da sala de aula.
Materiais indicados:
P Papel pardo, caneta pilot
Tempo sugerido: 6 horas
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  35
rea: Geografia Nvel I e II
1. Levar para a sala de aula uma fruta caju, ou
um suco para a turma, ou gravuras, fotos da
fruta. Motivar a turma para um estudo que pode
ser multi e interdisciplinar. Levantar questes,
provocar questionamentos e dialogar sobre a
fruta, produo e comercializao.
2. Localizar no mapa do Brasil as principais regies
produtoras: Nordeste e Centro-Oeste.
3. Solicitar que os alunos leiam e interpretem o
texto.
4. Analisar de que maneira a produo e a comercializao
podem gerar emprego, renda e cidadania
no meio rural.
Descrio da atividade
Atividade P Do caju brasileiro se aproveita at o cheiro
6
Te x t o
Objetivo
 Analisar como a explorao sustentada do caju constitui-
se uma alternativa de gerao de emprego,
renda e cidadania no meio rural, nas regies
Nordeste e Centro-Oeste do Brasil.
Introduo
O caju  hoje importante fonte de empregos,
renda e cidadania no Brasil, especialmente nas
regies nordeste e Centro-Oeste do Brasil. Segundo
os especialistas o nome caju  oriundo da
palavra indgena acaiu, que, em tupi, quer dizer
noz que se produz. O cajueiro  uma planta rstica,
tpica de regies de clima tropical. Na
Amaznia, as rvores apresentam porte bastante
elevado; nos estados do Nordeste brasileiro, a
principal espcie de ocorrncia  o Anacardium
occidentale L., cujas rvores apresentam pequeno
e mdio porte. Nas regies de cerrado do Brasil
Central as espcies nativas podem apresentar
porte mdio, como o cajueiro-arbreo-do-cerrado
(A. othonianum), porte arbustivo, como o
cajueiro-do-campo (A. humile) ou at porte rasteiro
(A. nanum e A. corymbosum). O A. occidentale L. 
a nica espcie do gnero que  cultivada com
finalidade comercial. As demais espcies so exploradas
apenas por extrativismo. O caju nativo
no cerrado brasileiro  largamente consumido ao
natural ou mesmo sob a forma de sucos, doces e
gelias (www.embrapa.br, acesso em 20/11/06). As
pesquisas tm demonstrado uma extraordinria
riqueza protica da fruta e castanhas. Isso tem incentivado
a produo, a comercializao, a gerao
de renda e emprego para a populao. Vamos
analisar como se d esse processo?
5. Histria em quadrinhos: motivar a turma a
produzir, individualmente e em grupo, uma
histria em quadrinhos, sobre o caju brasileiro,
tendo como referncia o texto, o dilogo e os
conhecimentos prvios.
6. Apresentar os textos em sala e fazer uma exposio
das produes.
Resultados esperados:
Histria em quadrinhos enfocando a histria
do caju e sua importncia no meio rural brasileiro,
em especial, o meio nordestino.
Materiais indicados:
P Mapa do Brasil em regies
Tempo sugerido: 2 horas
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36  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Histria Nvel I e II
1. Perguntaar aos alunos o que sabem sobre o
caju e o cajueiro.
2. Ler o texto coletivamente. A partir dele identifique
o uso do caju, a importncia dele para
os trabalhadores rurais nordestinos e qual a
idia defendida no texto.
3. Propor uma pesquisa a respeito da histria do
caju, onde ele tem sido plantado, sua relao
com as sociedades indgenas, a sua disseminao
pelo mundo, os diferentes tipos de plantaes
de caju atualmente e quem  o trabalhador
rural que vive dessa economia.
4. Socialize a pesquisa dos alunos na sala de
aula e proponha a organizao de um mural
sobre o tema.
Descrio da atividade Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P O caju e o trabalhador rural brasileiro
Resultados esperados: Espera-se que os
alunos conheam a relao do caju com a vida do
trabalhador rural brasileiro que vive do cajueiro.
6
Te x t o
Objetivo
 Conhecer a relao do caju com a vida do trabalhador
rural brasileiro.
Introduo
Conta Cmara Cascudo que o cajueiro  natural
das terras brasileiras e j era uma rvore muito
conhecida das populaes indgenas quando os
portugueses aqui chegaram. Com o caju, os ndios
faziam uma bebida fermentada consumida em
momentos de festas. Torravam tambm a castanha
no fogo para comer. Foram os indgenas que
espalharam a fruta por vrias regies do territrio
brasileiro. E conta-se que, como a flor do
caju tem sua regularidade, comunidades indgenas
marcavam o tempo de um ano quando ela
aparecia. Hoje em dia o caju pode ser encontrado
em supermercados: seu suco engarrafado, sua
polpa congelada e suas castanhas enlatadas. Passou
a ser tambm a base da economia de pases distantes
do Brasil, como  o caso de Guin -Bissau,
na frica.
Dicas do professor: Livros: Histria da Alimentao
no Brasil, de Lus da Cmara Cascudo (Itatiaia / Edusp);
Frutas no Brasil, de Silvestre Silva e Helena Tassaa
(Empresa das Artes). Biblioteca Virtual dos Estudantes  Frutas
no Brasil: http://bibvirt.futuro.usp/especiais/frutasnobrasil/
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  37
rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler o texto com os alunos. Pedir que verifiquem,
no poema, os adjetivos e seus efeitos
de sentido (tamanha, brasileiro, saborosa, maravilhoso,
prazenteiro, benfazeja, cruel, certo,
altaneiro, cultivado, alvissareiro).
2. Para melhor sentir o efeito dos adjetivos no
texto, pedir que o leiam sem mencion-los.
Destacar a importncia, sobretudo, do adjetivo
altaneiro. Sem ele, o poema muda de
sentido.
3. Dividir a turma em grupos. Pedir a cada grupo
que escolha trs adjetivos dos versos lidos e os
escrevam no quadro-negro.
4. Estabelecer um tempo para que os alunos libertem
a imaginao e busquem associar a cada
palavra quadro-negro o maior nmero de
adjetivos possvel. Se quiserem, podem usar o
dicionrio.
5. Se achar a competio saudvel, atribuir um ponto
para cada adjetivo relacionado.
6. A seguir, pea aos alunos que substituam os
adjetivos constantes do poema original por
outros que eles encontraram e relacionaram.
Descrio da atividade
Atividade P Voc s come a castanha?
Resultados esperados:
Ampliao do lxico e uso dos adjetivos.
6
Te x t o
Objetivo
 Ampliar a capacidade de adjetivao.
Introduo
Voc s come a castanha do caju? Dizem os especialistas
que do caju brasileiro se aproveita at o
cheiro! Vamos refletir sobre isso com nossos alunos!
Tempo sugerido: 1 hora
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38  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Educao e Trabalho Nvel I
1. Depois de apreciar o ensaio de Ruy Fraga,
pedir aos alunos que escrevam frases sobre o
MST, dando destaque s crianas que l aparecem.
Expor as frases num mural.
2. Divida a turma em quatro grupos para que pesquisem
na biblioteca dados sobre:
a. As Capitanias Hereditrias e a gnese da
propriedade privada da terra no Brasil.
b. Histria da luta no campo no Brasil.
c. As formas de luta do MST.
d. Princpios, organizao do trabalho e da
educao.
3. Apresentao dos grupos.
4. A partir dos dados levantados, analise junto com
os alunos o que de diferente as crianas do
MST podem aprender e que se constitui num
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 6 horas
Atividade P Carta s crianas do MST
Resultados esperados:
Inferir sobre como as crianas percebem o movimento
de luta pela terra.
7
Te x t o
Objetivo
 Perceber a dimenso educativa do MST para os
filhos da classe trabalhadora.
Introduo
O ensaio de fotografias de Ruy Fraga traduz o
claro e escuro tempo da vida, de ser criana e, ao
mesmo tempo, filhos e filhas de trabalhadores
expropriados do acesso a terra. A beleza desse
tempo de vida cheio de descobertas e vigor,
transbordante em fantasia e criatividade, prprio
de nossa capacidade, salta aos olhos. No entanto,
muitas oportunidades so negadas a esses
seres humanos em seus primeiros tempos da
vida. O caminho da cultura e da educao, por
exemplo,  negado para essas crianas oriundas
da classe trabalhadora. Mas apesar das condies
precrias de moradia, segurana, sade e alimentao,
talvez o que as crianas do MST tenham a
mais em relao a outras, seja s oportunidade
de viver a dimenso educativa de um movimento
que questiona a propriedade privada da terra.
Este movimento tem sido uma grande escola no
apenas para seus participantes  homens, mulheres
e crianas  que lutam em busca de justia
social, mas para todos os trabalhadores do
campo e da cidade. Dessa escola, a lio que fica
para todos  devemos teimar em ser felizes. As
crianas sabem muito bem disso.
Dicas do professor: 1. Veja no site www.mst.org.br
Manifesto dos Sem-Terra ao Povo Brasileiro e Manifesto
das Educadoras e dos Educadores da Reforma Agrria ao
Povo Brasileiro 2. Para refletir sobre a dimenso educativa
do MST, consulte o livro Pedagogia do Movimento Sem-Terra,
de Roseli Salete Caldart (Vozes).
saber importante para superao da lgica da
concentrao da propriedade privada da
terra?
5. Ler as frases feitas inicialmente e solicite aos
alunos que escrevam uma carta s crianas do
MST. (Se possvel, enviem ao movimento).
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  39
rea: Educao e Trabalho Nvel I
1. Se possvel, projetar as fotos de Ruy Fraga
para seus alunos ou pedir a eles que observem
as fotos em seu livro. Pergunte-lhes se conhecem
algo da vida das crianas do MST.
Apresentar-lhes as sem-terrinhas.
2. Em duplas, pedir-lhes que registrem como foi
a sua infncia.
3.  medida que as duplas forem apresentando
os resultados, promover uma discusso, apresentando
questes: vocs participavam da vida
dos adultos? Como participavam e em quais
mbitos? Seus pais participaram de algum movimento
por melhores condies de trabalho
e/ou por uma vida melhor? Vocs tiveram
algum tipo de participao nesse movimento?
Quais as semelhanas/diferenas entre a infncia
de vocs e a das sem-terrinhas no que
se refere ao protagonismo infantil por condies
dignas de trabalho e de vida?
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Sem-Terrinha
Resultados esperados: Discusso sobre a
infncia dos sem-terrinhas e comparao com a
infncia dos alunos. Organizao de um pequeno
livro intitulado: Brincadeiras de infncia.
7
Te x t o
Objetivo
 Conhecer aspectos da infncia dos sem-terrinhas
e compar-la s dos alunos.
Introduo
Sem-Terrinhas  um nome carinhoso dado s
crianas do Movimento dos Trabalhadores Rurais
Sem-Terra que vivem a construo do presente
com muitos desafios, mas com enormes possibilidades
pela frente. Elas tm uma grande vantagem
em relao a outras crianas que vivem no
campo ou em comparao  infncia de seus
prprios pais: esto organizadas. Ainda que haja
diferenas nos grupos distribudos em todo o
pas, as crianas do MST so protagonistas da
criao de condies propcias  formao
humana, sobretudo em relao  educao escolar
e  formao poltica. Ao lado de seus pais,
lutam pela reforma agrria e cultivam o amor
pela terra. Elas j conquistaram o direito  escola
nos acampamentos e, hoje, algumas universidades
oferecem cursos de graduao especficos
para a formao de professores integrantes do
MST. Porm, como so crianas, as sem-terrinhas
tm a oportunidade de viver aquilo que
desejam todas as crianas: brincar. Ruy Fraga
registrou momentos do cotidiano dessas crianas
como realmente so: bonitas e alegres, descontradas
e brincalhonas. Suas fotos fazem um contraponto
com a grande maioria daquelas que
apresentam o lado miservel dessas crianas.
Dicas do professor: Projeto Escola Itinerante. O Paran
possui 11 escolas, localizadas em assentamentos de nove
municpios do estado, que atendem 100% de crianas e
jovens do MST: www.mstpr.org.br
Pedagogia da Terra, curso de graduao ofertado pela
Faculdade de Educao da UFMG: www.ufmg.com.br
Olhares (com)prometidos, de Rodrigo Rossoni. Dissertao
de mestrado. Faculdade de Educao/UFES: www.ufes.com.br
4. Para finalizar, pedir a cada aluno que escolha a
brincadeira que mais gostava na infncia e
anote-a no quadro-negro. A turma deve descrever
essas brincadeiras, detalhadamente, ilustrlas
e organiz-las num pequeno livro intitulado:
Brincadeiras de infncia, que pode ser incorporado
ao acervo da biblioteca da escola.
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40  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Histria Nvel I e II
1. Solicitar que os alunos observem detalhadamente
as imagens.
2. Questionar e debater, oralmente, com os
alunos:
a. O que as imagens retratam?
b. Quem as produziu?
c. Quando?
d. O que voc, aluno, v nas imagens?
Como v?
e. Qual mensagem elas transmitem?
3. Debater, confrontar as diferentes leituras das
imagens, narradas pelos alunos, destacando
as condies de moradia, o lazer, a educao,
as brincadeiras, a infncia dos sem-terrinha.
4. Em conjunto, os alunos devero produzir um
mural coletivo, dividido em trs partes. De um
lado escrever os problemas relacionados  desigualdade
em nosso pas,  concentrao de
terras,  infncia; do outro lado as possveis
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P A infncia e a luta pela terra: mltiplos olhares
Resultados esperados: Mural coletivo expressando
um olhar crtico sobre a questo da infncia
e da luta pela terra no Brasil.
7
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre a questo da infncia e da luta
pela terra no Brasil.
Introduo
Como voc sabe, as imagens fotogrficas so
importantes fontes para o estudo da nossa
Histria. Elas sugerem possibilidades, ampliam
os nossos olhares, permitem mltiplas e vrias
interpretaes. Para alguns a foto  um trampolim
para a realidade, para outros uma
imagem da imagem. Como toda fonte histrica a
fotografia no  neutra, ela seleciona, recorta,
amplia,  carregada de intencionalidades. Logo,
deve ser tratada com criticidade, para no ser
compreendida como verdade absoluta dos fatos.
As fotos apresentadas retratam, difundem uma
imagem de duas questes importantes do nosso
pas: a infncia e a luta pela terra. Quais as
condies de vida das crianas nos assentamentos?
Como vivem? Como estudam? Como brincam?
Segundo o autor, a idia era fotografar as
crianas felizes. Acho que consegui. No por
mrito meu, mas porque so crianas realmente
inteligentes, lindas, felizes; j abraando a luta
de seus pais: a reforma agrria e o amor pela
terra. E voc como v as crianas representadas?
E os seus alunos? Estimule os alunos a ver
e a pensar sobre a construo de outras histrias
em nosso pas.
Dicas do professor: Livros de fotos de Sebastio Salgado,
dentre eles: Retratos de crianas no xodo (Schwarcs).
Terra (Schwarcs). Site do MST: www.mst.org.br
causas e, por ltimo, as propostas de aes,
destacando a opinio do grupo sobre a luta dos
movimentos dos sem-terra no Brasil. Todos os
alunos devem participar, levantando os problemas
e sugerindo aes polticas que possam
significar ampliao dos direitos de cidadania
e justia social no Brasil.
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  41
rea: Portugus Nvel I e II
1. Atividades de Pr-Leitura
Iniciar a aula dizendo que, s vezes,  poss-vel
brincar com a imaginao e criar perso-nagens.
Pea aos alunos para registrar no caderno
respostas s perguntas que sero feitas por
voc. Devem numerar as respostas de 1 a 12 e
no  necessrio escrever as perguntas. Inicie o
jogo:
1. Escrevam um nome de pessoa, homem
ou mulher.
2. Escrevam o nome de um lugar distante.
3. Escrevam um nmero entre 1 e 500.
4. Anotem um espao de tempo (segundos,
minutos, horas, dias, meses, anos, sculos).
5. Escrevam um nmero qualquer.
6. Escrevam um desejo qualquer, seu ou fictcio.
7. Escrevam a palavra SIM ou a palavra
NO.
8. Escrevam uma cor.
9. Escrevam um hbito que classificam
como defeito.
10. Escrevam um certo valor em dinheiro.
11. Escrevam o nome de uma msica ou de
um grupo musical.
12. Escrevam o nome de um lugar muito
prximo.
A seguir, pedir a um aluno que d respostas
para as questes que voc far. Todas as
respostas j esto dadas. Basta que ele consulte
a lista acima, lendo-a na ordem.
Descrio da atividade Perguntar:
1. Qual o nome de seu (sua) noivo(a)? 2.
Onde se encontraram pela primeira vez? 3.
Que idade tem ele(a)? 4. Quanto tempo
namoraram? 5. Qual o nmero do sapato
dele(a)? 6. Qual o maior desejo dele(a)? 7.
 bonito e inteligente? 8. Qual a cor dos
olhos dele(a)? 9. Qual o pior defeito dele(a)?
10. Quanto dinheiro levaro para a lua-demel?
11. Qual a cano que gostariam de
ouvir no casamento? 12. Onde vai ser a luade-
mel?
Por certo, as respostas sero estapafrdias.
Repita as perguntas para outros alunos.
Pea que escrevam um texto literrio curto
que tenha por ttulo A lua-de-mel.
2. Atividades de leitura e produo de texto:
Pea que observem bem as fotos das crianas
fotografadas por Ruy Fraga. Solicitar que
soltem a imaginao, observem uma delas e
lhe dem nome, idade, gostos, qualidades,
defeitos, anseios, frustraes, amores, raivas
etc. e registrem essas caractersticas numa folha.
Depois, pedir que criem uma reportagem
sobre a visita que fizeram s crianas num
acampamento dos sem-terrinha.
Atividade P Reportagem
Resultados esperados: Desenvolvimento do
gosto pela escrita.
7
Te x t o
Objetivo
 Incentivar a criao de textos a partir de estmulos
no-verbais.
Introduo
Junto com nossos alunos, vamos dar vida a essas
fotos, imaginado a dinmica do universo que elas
representam. Observando o ensaio vamos pensar:
quem sero essas pessoas? Como vivem? O que
lem? Quais seriam seus sonhos?
Tempo sugerido: 3 horas
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42  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Dividir a turma em, pelo menos, cinco grupos
(um para cada regio do pas) e determinar,
em hectares, o tamanho que cada propriedade
deve ter para encaixar-se em cada uma das
classificaes (pequena, mdia e grande).
2. Apresentar os resultados em uma tabela. Para
isso, coloque os seguintes dados, em hectares:
MF MF MF
Estado Mx. Mn. Mais freq.
Rondnia 60 60 60
Acre 100 70 100
Amazonas 100 80 100
Roraima 100 80 80
Par 75 5 70
Amap 70 50 60
Tocantins 80 70 80
Rio Grande do Sul 40 5 20
Santa Catarina 24 7 20
Paran 30 5 18
Maranho 75 15 75
Piau 75 15 70
Cear 90 5 55
Descrio da atividade
Atividade P Mdulo Fiscal. O que ?
8
Te x t o
Objetivo
 Utilizar a multiplicao e diviso para auxiliar
a compreenso de Mdulo Fiscal (MF)
Introduo
A idia de estabelecer um limite mximo para a
propriedade da terra no Brasil no  nova. Na
poca da Constituio de 1988, o projeto de iniciativa
popular para a questo agrria j tratava
disso, estabelecendo, na poca, um limite de 50
mdulos fiscais. Cada regio possui o seu MF. Alm
disso, pode haver outros valores para o MF dentro
da mesma regio. Isso ocorre, pois a definio leva
em considerao fatores como: tipo de solo, relevo,
acesso etc. O nmero de MF do imvel rural de
que trata o art. 4. da Lei n. 8.629/93 ser calculado
dividindo-se sua rea total pelo mdulo fiscal
do municpio de sua localizao, com preciso de
centsimos (duas casas decimais). Assim podemos
definir as propriedades, de acordo com a rea, em:
minifndios (< 1 MF), pequenas (1 a 4 MF),
mdias (superior a 4 e at 15 MF) e grandes
(maiores que 15 MF). Como vimos, o tamanho da
propriedade, em hectares, no define uma grande
propriedade, mas sim a sua rea em MF. E esse
tamanho representa quantos hectares? Podemos
falar que uma grande propriedade em Alagoas 
tambm grande no Amazonas?
Rio Grande do Norte 70 7 35
Paraba 60 7 55
Pernambuco 70 5 14
Alagoas 70 7 16
Sergipe 70 5 70
Bahia 70 5 65
Esprito Santo 60 7 20
Minas Gerais 70 5 30
Rio de Janeiro 35 5 10
So Paulo 40 5 16
Distrito Federal 5 5 5
Gois 80 7 30
Mato Grosso 100 30 80
Mato Grosso do Sul 110 15 45
3. Propor que cada grupo estipule o tamanho de
cada propriedade, em hectares e transforme-a
em MF para cada uma das regies. Para isso,
deve utilizar o MF mximo, mnimo e freqente.
4. Responder as perguntas propostas na introduo
utilizando como base a leitura do texto.
Tempo sugerido: 2 horas
Resultados esperados:
Que os alunos possam utilizar as operaes fundamentais
para analisar problemas sociais.
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  43
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Dividir a sala em grupos e pedir que cada um
determine a rea de uma propriedade rural
em hectares. reas acima de 1.500 hectares
so grandes propriedades em todo o pas. Um
hectare possui 10.000 metros quadrados o que
equivale  rea de um quadrado de 100 metros
de lado ou, por exemplo, equivale aproximadamente
 rea de um campo de futebol).
2. De acordo com a tabela abaixo, determinar a
quantidade em MF que esta propriedade possui
em cada estado de cada regio do pas
(Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e
Sul). Utilizar os valores mximo, mnimo e
freqente. O valor do MF est em hectares:
MF MF MF
Estado Mx. Mn. mais freq.
Rondnia 60 60 60
Acre 100 70 100
Amazonas 100 80 100
Roraima 100 80 80
Par 75 5 70
Amap 70 50 60
Tocantins 80 70 80
Rio Grande do Sul 40 5 20
Santa Catarina 24 7 20
Paran 30 5 18
Maranho 75 15 75
Piau 75 15 70
Cear 90 5 55
Descrio da atividade
Materiais indicados:
Papel - cenrio, rgua e
mapa poltico do Brasil
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Quantas vezes maior?
8
Te x t o
Objetivo
 Ensinar alunos a comparao entre grandezas.
Introduo
Com a utilizao dos Mdulos Fiscais (MF) para
determinar a definio de pequena, mdia e grande
propriedade, as propriedades definidas como
grandes, quando utilizada a rea em hectares ou
alqueires, em alguns estados (ES, AL, SE, RJ).
podem no ser vistas assim em outros, principalmente
em estados com reas pequenas (AM, PA,
TO, MS, MT, GO). Mas como visualizar essa comparao?
Como proceder para realizar essa comparao?
O MF  uma boa forma de comparao?
Rio Grande do Norte 70 7 35
Paraba 60 7 55
Pernambuco 70 5 14
Alagoas 70 7 16
Sergipe 70 5 70
Bahia 70 5 65
Esprito Santo 60 7 20
Minas Gerais 70 5 30
Rio de Janeiro 35 5 10
So Paulo 40 5 16
Distrito Federal 5 5 5
Gois 80 7 30
Mato Grosso 100 30 80
Mato Grosso do Sul 110 15 45
3. Para turmas do 1. Segmento utilize a diviso
como estratgia para a resoluo do problema
e, para turmas do 2. segmento, utilizar a
regra de trs.
4. Cada grupo deve colocar os resultados em uma
tabela e apresent-la  turma.
5. De posse das informaes dos grupos, a turma
deve responder s perguntas propostas na Introduo.
Resultados esperados: Que os alunos possam
utilizar diferentes formas e estratgias para
comparar grandezas.
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44  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Lngua estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Solicitar aos alunos que leiam o texto silenciosamente.
2. Ler o texto em voz alta para os alunos e apresente
a eles o vocabulrio; complemente-o se
houver dificuldades.
3. Pedir que cada um leia uma parte do texto.
Oriente a leitura dos nmeros. Pedir que observem
o uso do masculino em el porcentaje,
diferente do portugus que  uma palavra do
gnero feminino; o uso do artigo antes de el
84%, un 84% tambm merece ateno;
4. Apresentar no quadro-negro as seguintes questes
em espanhol para a compreenso da leitura:
a. Qu es la agricultura familiar?
b. Con qu porcentaje contribuye la agricultura
familiar con la produccin agropecuaria
en Brasil?
Descrio da atividade
Atividade P La agricultura familiar reconocida
8
Te x t o
Objetivo
 Oferecer aos alunos a oportunidade para que
conheam as conquistas da agricultura familiar
brasileira e o vocabulrio espanhol especfico.
Introduo
O debate sobre a Poltica Nacional de Agricultura
Familiar no Brasil remonta 1993. Em 1996,
graas  luta dos trabalhadores rurais por uma
poltica pblica especfica para a agricultura
familiar, surgiu o Pronaf  Programa Nacional de
agricultura familiar. E, recentemente, veio a
grande conquista do reconhecimento oficial da
agricultura familiar. A lei confirma a descentralizao
das aes para a sustentabilidade ambiental
e socioeconmica, a eqidade da aplicao de
polticas pblicas e a participao de agricultores
familiares na formulao e implementao dessas
polticas. Aproximadamente 85% do total de propriedades
rurais do pas pertencem a grupos
familiares. Sua importncia  ainda maior considerando-
se que esse segmento cria oportunidades
de trabalho local, reduzindo o xodo
rural, diversifica a atividade econmica e busca
promover o desenvolvimento de pequenos e
mdios municpios. O crescimento da misria, da
violncia e da insegurana nas grandes cidades fez
com que tambm crescesse o apoio da sociedade
urbana s polticas de valorizao do meio rural.
Nesse contexto, faa um levantamento sobre
qual  a procedncia de seus alunos?
Converse com eles sobre as oportunidades de
trabalho no campo? Reflita sobre a importncia
desse setor para o desenvolvimento poltico,
econmico e social do pas.
c. Cules son los requisitos para que se considere
un ciudadano como agricultor familiar?
d. Qu beneficios otorga la nueva ley a los
agricultores familiares?
5. Corrigir as questes no quadro-negro.
Materiais indicados:
Revistas e folhetos sobre
agricultura
Tempo sugerido: 02 horas
Resultados esperados: Identificar os avanos
no campo da agricultura familiar no Brasil e emitir
opinio usando o lxico espanhol.
Dicas do professor: Sites: www.mda.gov.br/saf/ (Ministrio
do Desenvolvimento Agrrio) e www.comciencia.com.br
08-CP11Tx29.qxd 18.01.07 18:00 Page 44
Caderno do professor / Trabalho no Campo  45
rea: Cincias Nvel II
Cada vez mais, identificamos a ampliao dos
tipos de combustvel utilizados em nosso cotidiano.
Essa atividade convida os alunos a refletirem
sobre potenciais efeitos benficos/prejudiciais dos
combustveis, tanto em termos ambientais quanto
econmicos e sociais.
1. Lerr o texto com os alunos.
2. Pedir aos alunos que elaborem uma lista dos combustveis
que so utilizados nos carros, nibus,
tratores, caminhes, motores de equipamentos,
barcos, avies etc.
3. Para cada combustvel selecionado, o aluno
dever relacionar seu tipo (diesel, gasolina,
lcool etc.) e seus efeitos ambientais. Caso
seja possvel, o aluno deve procurar identi-
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P H-bio, que combustvel  esse?
Resultados esperados:
 Identificao dos constituintes do combustvel
H-Bio.
 Reconhecimento da necessidade de se pesquisarem
formas alternativas de obteno de energia.
5
Objetivos
 Identificar os constituintes do H-Bio, um novo
combustvel.
 Reconhecer a necessidade de se pesquisarem
formas alternativas de obteno de energia.
Introduo
No texto, o autor faz referncias ao H-Bio, um
novo combustvel que est sendo pesquisado
pela Petrobras. O Brasil, por meio do Centro de
Pesquisas e Desenvolvimento (Cenpes) da Petrobras,
 pioneiro no desenvolvimento de um novo combustvel,
chamado H-Bio, que  uma mistura de
leo de soja e petrleo. Neste combustvel essa
mistura acontece durante a produo do diesel,
isto , no refino. Para compararmos, no
biodiesel, a adio de leo vegetal  feita nas distribuidoras
ao diesel j refinado. A maior vantagem
desse novo combustvel  que no haver necessidade
de adaptaes e testes adicionais em
mquinas e veculos que usam como combustvel
o diesel de petrleo. O H-BIO no causa modificaes
qumicas no diesel, isto , o novo produto
pode ser utilizado sem a necessidade de
adaptaes em motores. Em termos ambientais,
o uso de leo de soja durante o processo de refino
do diesel permite reduzir a quantidade de
enxofre no combustvel final. A queima de combustveis
sem enxofre  fundamental para
reduzirmos a incidncia de chuva cida, evitando
seus efeitos deletrios. Acredita-se que o novo
combustvel ser disponibilizado comercialmente
em 2007.
9
Te x t o
Contexto no mundo do trabalho: O trabalhador do
campo est diretamente envolvido na produo do H-bio,
j que para sua produo ser necessrio o cultivo de soja
e outras oleaginosas.
ficar se h diferena econmica/social que
possa ser avaliada no uso desse combustvel.
Por exemplo, o uso de combustveis usando
leo vegetal certamente aumentar a oferta de
trabalho no campo.
4. Discutir os resultados da avaliao, buscando
identificar quais sero os combustveis do futuro,
face ao fato do petrleo ser um combustvel norenovvel.
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46  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Cincias Nvel I e II
Podemos produzir uma gua cida misturando
uma poro de cido muritico a nove pores
de gua. Embora o cido muritico no seja um
dos cidos da chuva cida, a gua assim produzida
tambm ter uma acidez maior do que a
gua normal. Deve-se manipular cuidadosamente
o cido muritico, que  corrosivo.
1. Pedir aos alunos que preparem uma soluo
usando uma parte de cido muritico (cido
clordrico) e 9 partes de gua.
2. Os alunos devem utilizar essa soluo para
molhar diversos pedaos de giz, contidos em
copos transparentes.
3. O experimento deve ser feito, em copos
separados, com giz branco e com giz de
cores diferentes. No misturar giz de cores
diferentes.
Descrio da atividade
Atividade P Chuva cida
9
Te x t o
Objetivo
 Identificar as fontes poluentes que desencadeiam
a chuva cida.
Introduo
O autor explica no texto que o uso do leo vegetal
misturado ao diesel convencional  o
biodiesel - diminui a emisso de enxofre, substncia
que causa a chuva cida, entre outros
efeitos. Chama-se de chuva cida a chuva que
possui um contedo de acidez mais elevado do
que o normal. Usualmente isso acontece devido
 combinao da gua natural, na atmosfera,
com poluentes emitidos em processos como a
queima de combustvel de petrleo ou a base de
carvo, por exemplo. Esses materiais que possuem
nitrognio ou enxofre em sua composio,
quando sofrem combusto, liberam xidos de
enxofre ou xidos de nitrognio, que, quando
combinados com gua, do origem a cidos como
o cido sulfrico etc.  a presena desses cidos
na chuva que lhe conferem uma acidez acima do
normal. Chuvas cidas podem afetar a composio
das guas superficiais e subterrneas, destruir a
vegetao ou mesmo corroer monumentos de calcrio,
de mrmore e as estruturas metlicas de
construes. Isso ocorre devido ao poder corrosivo
de guas cidas. O benefcio potencial da mistura
de um leo vegetal ao diesel de petrleo, se
d pela reduo dos teores de enxofre e
nitrognio, que no se encontram presentes nos
leos vegetais.
Resultados esperados:
Identificar as fontes poluentes que desencadeiam
a chuva cida.
4. Pedir aos alunos que anotem suas observaes
 formao de bolhas de ar (liberao de gs
carbnico-CO2), dissoluo do giz etc.
5. A dissoluo do giz, com emisso de gases, 
uma simulao do que ocorre com os monumentos
danificados pela chuva cida.
6. A soluo de cido muritico deve ser descartada
CUIDADOSAMENTE na pia, utilizando
muita gua corrente.
Materiais indicados:
P cido muritico, gua,
copos e giz branco e giz
de cor
Tempo sugerido: 2 horas
Contexto no mundo do trabalho: Os trabalhadores do
campo participam diretamente no desenvolvimento dessa
nova tecnologia, a partir do cultivo das oleaginosas.
09-CP11Tx24.qxd 18.01.07 18:44 Page 46
Caderno do professor / Trabalho no Campo  47
rea: Geografia Nvel II
1. Investigar em jornais, revistas e sites, notcias
sobre a produo e utilizao do biodiesel no
Brasil. Ler, comentar, discutir com os alunos.
2. Motiv-los a acompanhar o noticirio sobre o
tema.
3. Localizar no mapa do Brasil as principais
regies produtoras de biodiesel.
4. Debater a importncia da nova fonte de energia
para o desenvolvimento, econmico,
social e o meio ambiente; analisar como isso
se insere na proposta de desenvolvimento sustentvel.
5. Ler o texto com os alunos, situando-o no tempo
e no espao em que foi produzido.
6. Confrontar com as informaes atualizadas
sobre a produo e a atuao do agronegcio
e da agricultura familiar no processo de produo.
Descrio da atividade
Atividade P Biodiesel: impactos sociais e ambientais
9
Te x t o
Objetivo
 Analisar os impactos sociais e ambientais da
produo e utilizao do biodiesel no Brasil.
Introduo
Nos ltimos tempos muito se fala em biodiesel,
no ? Mas o que isso significa? Qual a importncia
do debate? Quais os impactos para o Brasil?
Como o prprio nome indica,  uma fonte de
energia, em que se utiliza leo extrado de plantas
oleaginosas como soja, girassol, mamona,
pinho manso e dend. Segundo o texto a principal
utilizao do biocombustvel  em mistura
com o diesel que, a partir de janeiro de 2008,
ser obrigatria. Todo diesel brasileiro ter pelo
menos 2% de biodiesel. Essa medida ter vrios
impactos sociais, econmicos e ambientais para
as populaes rurais e urbanas nas diferentes
regies do Brasil. Nas regies produtoras, especialmente
o Nordeste e o Centro-Oeste, o agronegcio
e a agricultura familiar incrementaro o
cultivo de plantas oleaginosas. As empresas
energticas cuidaram da produo do biodiesel.
Este processo gerar mais empregos e renda,
desenvolvimento econmico e social. Alm disso,
h um outro impacto: a diminuio da poluio
do ar o que, por sua vez, contribuir para a
diminuio de doenas e de problemas ambientais.
O biodiesel se insere no mbito dos objetivos
de um desenvolvimento sustentvel. Vamos investigar
essa temtica com os alunos? Por ser algo
novo, merece nossa ateno, no sentido de acompanharmos
o processo, os riscos, os desdobramentos.
Faz-se necessria uma atualizao permanente
dos dados sobre essa nova frente de
produo econmica em nosso pas.
7. Produzir um texto coletivo sobre o biodiesel e
sua importncia para a economia e o desenvolvimento
sustentvel do nosso pas  (avaliar
se est claro para os alunos o conceito de
desenvolvimento sustentvel).
Resultados esperados:
Produo de um texto abordando os impactos da
produo e utilizao do biodiesel para o desenvolvimento
econmico, social e para o meio
ambiente.
Dicas do professor: Sites: www.mda.gov.br Ministrio do
Desenvolvimento Agrrio; site da Petrobras: www.petrobras.
com.br. Ministrio do Meio Ambiente: www.mma.gov.br
Materiais indicados:
P Artigos de jornais, revistas,
sites com noticias
atualizadas sobre a
questo
Tempo sugerido: 2 horas
09-CP11Tx24.qxd 18.01.07 18:44 Page 47
48  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Matemtica Nvel II
1. Pedir aos alunos que lieam o texto em silncio,
enquanto assinalam as grandezas matemticas
e suas respectivas unidades de medida
que l aparecem;
2. Listar no quadro-negro as grandezas que os
alunos encontraram com suas respectivas
quantidades: (800 postos; 600 milhes de
litros de diesel; 208 mil agricultores; 35 mil
famlias).
3. Escrever na lousa e pea que os alunos resolvam o
seguinte problema:
Se para abastecer 800 postos com 600 milhes
de litros de biodiesel, sero necessrios 208 mil
agricultores, quantos postos e quantos litros de
biodiesel as 35 mil famlias atualmente abastecem?
Quantas famlias mais podero ser envolvidas
a partir de 2008? Quais as vantagens de usar
biodiesel?
(Na avaliao das respostas encontradas, explique
a regra de trs composta, chamando ateno
para as grandezas diretamente proporcionais).
4. Resolvido o problema, pea que eles, em grupos,
escrevam uma resposta s duas perguntas
do problema.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Mais trabalho, menos poluio
Resultados esperados: Texto com resposta
ao problema formulado, revelando compreenso
da relao entre produo de biodiesel e poluio
da atmosfera.
9
Te x t o
Objetivos
 Resolver uma regra de trs composta.
 Perceber a relao entre aumento da produo
de biodiesel, criao de postos de trabalho e
poluio da atmosfera.
Introduo
A humanidade tem vrios problemas para
resolver atualmente. Um deles  o desemprego.
Outro, a reduo do efeito estufa.  possvel
resolver o problema do desemprego sem ampliar
os problemas ambientais? Alternativas de emprego
e renda que reduzem os prejuzos ambientais
existem. O que impede que elas se realizem? O
texto Biodiesel, alternativa de emprego e renda
nos traz uma possibilidade. Usando regra de trs
composta  utilizada em problemas com mais de
duas grandezas, direta ou inversamente proporcionais
 prope-se uma reflexo sobre as possibilidades
de aliar-se criao de empregos, cuidados
ambientais e economia.
5. Para finalizar, chamar a ateno dos alunos para
o fato de que a razo entre o aumento do
biodiesel  diretamente proporcional ao aumento
do nmero de ocupaes e inversamente proporcional
ao aumento da poluio da atmosfera,
porque aumentando o biodiesel diminui
a poluio.
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  49
rea: Matemtica Nvel II
1. Ler o texto com os alunos e discutir as vantagens
que esse tipo de combustvel pode oferecer. Por
exemplo: aumenta o nmero de empregos e a
renda do pequeno agricultor; contribuir para a
melhoria das condies do ar nas grandes
cidades;  um recurso natural renovvel (discutir
o conceito de renovvel). Questionar se teria
alguma desvantagem. Qual(is)?
2. Em seguida, propor o clculo: se cada litro de
combustvel destinado ao consumo final tem
0,02 litro (2%) de biodiesel, calcule o volume
total que  possvel obter com 600 milhes de
biodiesel. Para efetuar esse clculo, e outros
que possam ser propostos, trabalhar com
potncia de dez.
Descrio da atividade
Atividade P A importncia do biodiesel
9
Te x t o
Objetivos
 Discutir a importncia do biodiesel para a agricultura
familiar.
 Verificar, por meio de clculos matemticos, o
expressivo volume de produo de combustvel.
Introduo
O biodiesel  o combustvel obtido por reao
qumica, a partir do leo extrado de gros
oleaginosos, tais como: girassol, mamona, soja e
outros. Dessa forma, esse combustvel ganha
importncia por ser uma nova fonte de energia
ecolgica e poder beneficiar os pequenos agricultores
que tero a oportunidade para se estabelecer
na terra. O emprego do biodiesel tem
como objetivo substituir parte do leo convencional
em cerca de 2%, sendo obrigatrio a partir
de 2008. A produo do biodiesel oportuniza
recuperao da agricultura familiar? Por que o
biodiesel  um produto renovvel? Quais sero
as regies mais beneficiadas com o Programa do
Biodiesel?
Materiais indicados:
P Calculadora
Tempo sugerido: 4 horas
Resultados esperados:
 Avaliar se o biodiesel  realmente alternativa de
emprego, renda e benefcios ambientais.
 Utilizar a matemtica como ferramenta para clculo
e registro de volume.
 Apreender e aplicar conceitos de regra de trs,
porcentagem, medida e potncia.
09-CP11Tx24.qxd 18.01.07 18:44 Page 49
50  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Educao e Trabalho Nvel I
1. Por meio de conversa informal, perguntar aos
alunos se conhecem algum que trabalha no
corte da cana. Em caso afirmativo, pedir aos
alunos que relatem a experincia.
2. Explicar a eles que o texto O paradoxo no
mundo do trabalho trata das reais condies
do trabalho no corte de cana e das conseqncias
para o trabalhador com a chegada
de novas tecnologias nesse setor atualmente.
3. Fazer a leitura coletiva do texto, por partes,
solicitando o entendimento dos alunos e
esclarecendo possveis dvidas.
4. Propor aos alunos que, em grupos, retratem
cenas da vida desses trabalhadores. Cena 1: a
viagem do migrante para o canavial; cena 2: o
trabalho no canavial; cena 3: o trabalhador em
seu alojamento; cena 4: a relao entre o trabalhador
e os contratantes de mo-de-obra.
5. Cada grupo escolher a melhor forma de
expressar: msica, teatro, colagem, histria
em quadrinhos, charge, escultura.
Descrio da atividade
Atividade P O paradoxo no mundo do trabalho
10
Te x t o
Objetivo
 Identificar a crescente precarizao das condies
de vida e de trabalho dos migrantes no
agronegcio diante do processo de inovao
tecnolgica.
Introduo
Hoje, podemos colocar questes muito importantes
relacionadas ao trabalho dos migrantes no
agronegcio, nas usinas de acar e lcool, no
corte da cana. Houve uma intensificao do ritmo
e um aumento da jornada de trabalho, por um
salrio cada vez menor. O trabalhador passou a ter
de competir com a mquina. As conseqncias so
acidentes de trabalho e deteriorao da sade e
das condies de vida do trabalhador. Nesse contexto,
quais so as vantagens da inovao tecnolgica?
De que forma as novas tecnologias tm
melhorado ou piorado as condies de vida e de
trabalho? Quanto tempo um trabalhador consegue
permanecer numa jornada de trabalho com
mais de 12 horas e no limite de sua fora fsica?
Tempo sugerido: 3 horas
Resultados esperados:
Anlise crtica da atual situao dos trabalhadores
nesse setor e apresentao das cenas por
meio das produes dos alunos.
Dicas do professor: Entrevista: O paradoxo no mundo do
trabalho: www.amaivos.uol.com.br Reportagem sobre o
Vale do Jequitinhonha, de onde sai boa parte dos cortadores
de cana que migram para a regio de Ribeiro Preto,
na poca da safra:www.jornalacidade.com.br/geral/ ver_news
As condies de higiene e sade do trabalhador no canavial:
www.feb.unesp.br/.../Anais%20XI%20SIMPEP_Arquivos//
copiar.php?arquivo=723-lucena_acll_riscosbiologicos.pdf
Cotidiano de semi servido dos cortadores de fazenda na
regio de Ribeiro Preto: www.revistapesquisa.fapesp.br/
?art. Por que morrem os cortadores de cana? www.adital.
com.br/site/noticia. asp?lang=PT&cod=21279 - 73k -\
Poesia: A educao pela pedra. Rio de Janeiro: Editora do
Autor, 1966. Documentrio: Piles, os jovens da reforma
agrria. Dia-a-dia e opinies dos jovens assentados na regio
de Piles. Vincius Lima Nunes. Para assistir o filme, copie e
cole no seu navegador:www.youtube.com/ watch?v=85J4a 3mEOiA
10-CP11Tx07.qxd 18.01.07 19:05 Page 50
Caderno do professor / Trabalho no Campo  51
rea: Matemtica Nvel II
1. Pedir aos alunos que faam uma leitura atenta
do texto e localizem as quantidades de canade-
acar cortadas pelo trabalhador h quinze
anos atrs e nos dias de hoje.
2. Pedir que os alunos calculem quantos por
cento aumentaram as toneladas cortadas e
qual deveria ser o aumento do salrio. Pedir a
eles que justifiquem suas respostas, contrapondo
ao que acontece com os cortadores de
cana, revelado pelo texto.
3. Destacar o pargrafo em que se diz que os trabalhadores
no sabem controlar a rea de
cana que cortam por dia e perguntar: como os
cortadores poderiam controlar sua rea de
corte?
4. Para encontrarem respostas, organizar os alunos
em grupos e distribuir papel milimetrado.
Pedir que representem dois quadrilteros: um
com rea de 200 m2 e outro com rea de 150 m2.
Eles devem usar a escala: 1:100 (um centmetro
quadrado para um metro quadrado).
Descrio da atividade
Atividade P Salrio inversamente proporcional  produo? Que absurdo  esse?
10
Te x t o
Objetivo
 Compreender razo inversa em matemtica e a
incongruncia entre esse conceito matemtico
e o trabalho dos cortadores de cana.
Introduo
O texto Paradoxo no mundo do trabalho expressa
uma relao que em matemtica chamamos proporo
inversa, isto , quanto mais uma coisa,
menos a outra. Mas, no caso tratado no texto, o
que acontece parece um absurdo, pois qualquer
especialista em matemtica colocaria salrio e
horas trabalhadas em razo direta, isto , quanto
mais horas de trabalho, mais salrio. No entanto, o
absurdo acontece com os cortadores de cana-deacar.
Qual seria o salrio justo? Como os cortadores
de cana poderiam controlar sua produo? O
que explica que duas grandezas matemticas 
produo e salrios  sejam colocadas em relao
inversamente proporcional, quando deveria ser
diretamente proporcional?
5. Feitos os trabalhos, sugerir aos alunos que comparem
os resultados e verifiquem quantos
quadrilteros diferentes com a mesma rea
encontraram.
6. Propor que discutam as causas de os cortadores
receberem menos por mais trabalho e
no saberem controlar a quantidade de cana
que cortam.
Materiais indicados:
P Papel milimetrado
Tempo sugerido: 3 horas
Resultados esperados:
 Quadrilteros de 200 cm2 e 150 cm2 e reconhecimento
das difceis condies de trabalho dos
cortadores de cana.
 Identificao de uma razo inversa.
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52  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Portugus Nvel II
1. Atividades de pr-leitura: entregar aos alunos
diversos classificados de jornais. Pedir que
observem a variedade e a forma sucinta como
so oferecidos os produtos, os empregos, as
pessoas.
2. Ler o texto com os alunos. Coment-lo. Pedir
opinies sobre o assunto, principalmente sobre
o subttulo O trabalhador mquina.
3. Dizer a eles que, hoje, a classe ir transformar
numa agncia de empregos. Os alunos devero,
pois, de acordo com o que foi analisado nas
atividades de pr-leitura, criar vrios anncios
para recrutar trabalhadores para o corte de
cana em seu estado.
4. Recortar vrios anncios reais e remontar uma
pgina em que os anncios feitos pelos alunos
apaream entre os demais.
Descrio da atividade
Atividade P Jogo das simulaes: a agncia de empregos
10
Te x t o
Objetivo
 Ampliar a capacidade de redigir um texto para
o jornal a partir de anncios reais
Introduo
Pergunte aos alunos: se vocs fossem empregadores,
como redigiriam um classificado para contratar
colhedores de cana?
Resultados esperados:
Redigir, com clareza e correo, um anncio de
classificado.
Materiais indicados:
P Vrias pginas de classificados
jornalsticos
Folhas de jornais com
anncios classificados
Tempo sugerido:
1 h 30 min
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  53
rea: Artes Nvel I e II
1. Ler e discutir o texto, destacando aspectos
passveis de serem transformados em histrias
ou que se remetam a histrias conhecidas
pelos alunos.
2. Cada aluno dever escolher um dos aspectos
destacados pela classe.
3. Escrever um conto sobre a mquina e a mode-
obra, relacionando o tema ao aspecto
escolhido. A base do conto poder ser uma
histria real ou fantstica.
4. Os alunos organizaro uma roda de leitura e
apresentaro suas histrias.
5. Discutir o exerccio.
Descrio da atividade Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P O que fazer quando a mquina chega?
Resultados esperados:
 Que o aluno possa refletir sobre a influncia da
mquina no trabalho.
 Que o aluno possa experimentar a criao de
um conto.
5
Objetivo
 Criar um conto sobre o tema mquina x mode-
obra.
Introduo
H muito se discute a substituio da mo-de-obra
pela mquina tambm no campo. Alguns consideram
a substituio nociva por causa do nmero
de trabalhadores desempregados. Outros consideram
que, se houvesse um maior investimento nas
pequenas propriedades e nas produes familiares
 que so hoje na verdade as maiores compradoras
de tratores para a agricultura , muito se conquistaria
em termos de racionalizao do trabalho agrcola
e um maior nmero de trabalhadores seria
beneficiado.
No entanto, um problema estrutural ainda persiste:
com o desemprego elevado, principalmente
em reas como os dos municpios da Zona da
Mata. Nessas reas, houve um aumento da prostituio
infantil, o analfabetismo atinge 45% e
60% das crianas sofrem de desnutrio, como
aponta o texto selecionado. O trabalho mecanizado
existe para que o trabalhador e seus filhos
possam ocupar seu tempo com atividades tambm
importantes. O aumento da produo possibilita
maior poder de compra e, por conseqncia,
mais comida na mesa.
A discusso deste tema, longe de ser terica,
passa pelo indivduo e traz em si material sugestivo
para a criao ou rememorao de histrias.
11
Te x t o
Dicas do professor: Sites: www.riototal.com.br/coojornal/
contosbrasileiros-arquivo.htm; www.amoliteratura.hpg.ig.
com.br/contos.htm; www.amoliteratura. hpg.ig.com.br/
moriconi.htm; www.professorosvaldo.hpg.ig.com.br/Conto.htm
11-CP11Tx14.qxd 18.01.07 19:44 Page 53
54  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
Leia o texto com os alunos.
1. Estimule a participao dos alunos para reflexo
sobre o texto, por meio de questes como: por
que as formas no capitalistas de produo passaram
a ser consideradas atrasadas? Em que
cenrio econmico-social surge a Economia
Solidria? Quais seus princpios?
2. Perguntar se algum conhece ou participa de
alguma unidade econmica desta natureza? O
que eles acham que  necessrio para garantir
a viabilidade econmica dos empreendimentos
geridos pelos trabalhadores? Anote as
respostas no quadro-negro;
3. Imaginando que a turma  composta de trabalhadores
associados, solicitar que os alunos se
organizem em grupos e propor as questes: O
que produzimos? Qual nosso projeto de trabalho?
Com que tecnologias trabalhamos? O que
conhecemos sobre o processo de trabalho? Que
saberes foram adquiridos na escola e no
prprio processo de trabalho? O que mais precisamos
saber para tornar vivel o empreendimento?
O que temos de fazer para continuar a
aprender? Qual nosso projeto educativo?
Descrio da atividade
Atividade P Processo de trabalho e processo educativo
11
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre as relaes entre trabalho associativo
e educao.
.
Introduo
Os trabalhadores (e no mais o capitalista) sendo
os senhores do seu trabalho, as experincias autogestionrias
so, em si, educativas. O conhecimento
se produz na prtica e  a partir dela que
descobrimos a necessidade de obter novos saberes
sobre o mundo do trabalho. Mas no  nada fcil
fazer com que os princpios da Economia Solidria
(alguns deles indicados no texto), estejam presentes
no cotidiano de trabalho. Os princpios da
educao/formao de trabalhadores associados
na produo seguem os mesmos princpios da
Economia Solidria: o trabalhador  sujeito do
processo de trabalho e de seu processo de conhecimento,
por isso o processo educativo deve ser,
tambm, autogestionrio. Sem dvida, os estudantes
de EJA tero muito a contribuir na reflexo
sobre as relaes entre trabalho associativo e educao.
O que eles tm a nos ensinar?
Resultados esperados:
Identificar os desafios da educao/formao de
trabalhadores associados na produo.
Dicas do professor: 1. O documento final da I Oficina
Nacional de Educao/Formao em Economia Solidria,
realizada em outubro/2005, est disponvel nos sites do
Frum Brasileiro de Economia Solidria (www.fbes.org.br) e
da Secretaria Nacional de Economia Solidria/Mte
(www.mte.gov.br). 2. Sobre as relaes entre processo de
trabalho e processo educativo, veja tambm a coletnea de
artigos no livro Trabalho e educao: arquitetos, abelhas e
outros teceles da economia popular solidria, organizado por
Lia Tiriba e Iracy Picano (Editora Idias e Livros).
4. Apresentao escrita e oral dos grupos.
5. Solicitar que cada aluno escreva um pequeno
texto sobre os princpios da educao/formao
em economia solidria.
6. Se possvel, enviar os textos para o Frum
Brasileiro de Economia Solidria (FBES) e para
a Secretaria Nacional de Economia Solidria
(Senaes).
Tempo sugerido: 6 horas
11-CP11Tx14.qxd 18.01.07 19:44 Page 54
Caderno do professor / Trabalho no Campo  55
rea: Lngua estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Apresentar aos alunos as seguintes questes
para discusso e reflexo sobre o texto:
Resultados de la investigacin de un equipo
mdico en municipios rurales de Pernambuco:
a) El desempleo afecta el 70% de los trabajadores
en la entrezafra de la caa de azcar.
b) El hambre lleva a nias entre cinco y diez
aos a prostituirse en las autovas.
c) El 60% de los nios padecen de desnutricin
d) El ndice de trabajo infantil en el cultivo de
la caa de azcar llega a un 10%.
e) El analfabetismo alcanza un 45% de la
poblacin de las ciudades visitadas.
Descrio da atividade
Atividade P El desempleo alcanza el 70% en el rea rural de Pernambuco
11
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre as condies de desemprego e
fome em que vivem muitos brasileiros em
zonas rurais.
Introduo
O perodo de entressafra da cana-de-acar na
zona rural de Pernambuco afeta muitas famlias
que trabalham no campo, gerando problemas
provocados pela fome. As conseqncias sociais
dessa crise j so muito graves: assaltos a caminhes
com mercadorias nas estradas da regio, movimentos
migratrios do campo para as cidades,
provocando problemas urbanos, aumento da
pobreza e insegurana pblica. Se nada for feito
para combater o desemprego, a crise se agravar
a tal ponto que a prpria estrutura social do
Estado poder ser comprometida. A srie de problemas
que colaborou para que a situao da
Zona da Mata nordestina chegasse ao atual
quadro de gravidade  de toda ordem, inclusive
de natureza cultural, que gera hbitos incompatveis
com a economia moderna de mercado.
Cultiva-se a cana-de-acar em toda rea, sem
levar em considerao as aptides agrcolas dos
solos. H resistncias  diversificao econmica
e  modernizao dos processos gerenciais e produtivos.
Ocorrem conflitos de interesses polticos
e ideolgicos e forte concentrao de renda e da
estrutura fundiria, alm de escassez de recursos
pblicos para investimentos em infra-estrutura
econmica e social. Qual seria a soluo para o
problema do campo? Como enfrentar esse tipo
de problema em sua regio?
Resultados esperados:
Diantes das discusses e reflexes sobre as condies
da populao agrcola e as causas desse
problema social, os alunos devero:
 Elaborar cartazes relacionando o tema discutido
 realidade vivida em sua cidade ou regio.
 Colar os cartazes na sala.
 Construir coletivamente um texto sobre o tema
trabalhado.
Materiais indicados:
P Papel, cola, lpis, pincel,
revistas, folhetos
Tempo sugerido: 2 horas
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56  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Geografia Nvel I e II
1. Realizar a leitura do texto em sala de aula
coletivamente.
2. Identificar o percentual de desempregados no
perodo de entressafra da cana de acar, qual
a regio brasileira a que se refere o texto, em
qual estado da repblica e em que rea deste
estado ocorre a plantao.
3. Debater com os alunos sobre o significado do
conceito de entressafra.
4. Identificar com os alunos como se d o ciclo
de plantao e colheita da cana de acar,
durante o ano, e contextualizar a entressafra.
5. Debater com os alunos que a produo no
campo  mais dependente do ciclo da
natureza do que na cidade, pois as plantas e
animais possuem uma maturao prpria de
cada espcie, alm de outras condies influentes,
como o clima, a disponibilidade de gua,
a insolao, a fertilidade dos solos, a presena
de predadores entre outros.
6. Associar com os alunos o desemprego e as
condies precrias de vida, especialmente na
entressafra, com o alto percentual de analfabetismo,
desnutrio e trabalho infantil.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Desemprego na entressafra
Resultados esperados:
 Conhecer a realidade do trabalho rural a partir
de sua relao direta com o ciclo da natureza
e dos produtos.
 Conhecer as estratgias de sobrevivncias dos
trabalhadores desempregados durante o
perodo da entressafra.
 Incorporar o conceito de entressafra em seu
vocabulrio.
11
Te x t o
Objetivos
 Avaliar as condies de vida e emprego das populaes
do interior do estado de Pernambuco.
 Tomar conhecimento das condies de vida
dessas populaes e suas estratgias de sobrevivncia
diante das dificuldades.
 Conhecer as peculiaridades da produo no campo
diante das maior dependncia das condies
naturais para a sua efetivao.
Introduo
O trabalho no campo, diferente do trabalho
urbano, sofre a influncia direta das condies
naturais. A entressafra, que  o perodo que
medeia uma safra e outra imediata, de determinado
produto, colcoa boa parte da mo-de-obra
empregada na cultura em condio de desemprego.
Desprovidos de rendimentos, os trabalhadores
so forados a lanar mo de servios
mal remunerados, em condies precrias, alm
de circunstncias extremas, como a prostituio.
7. Solicitar que os alunos apontem quais as propostas
da equipe de mdicos para reduzir as
dificuldades vividas pelos plantadores de
cana-de-acar.
8. Solicitar aos alunos que associem a cultura da
cana-de-acar com outras culturas que possuam
as mesmas caractersticas de safra e
entressafra.
9. Registrar a sntese das discusses no caderno.
Dicas do professor: A Fundao Banco do Brasil
(www.fbb.org.br/portal/pages/publico/expandir.fbb?cod
ConteudoLog=2703) possui material sobre a entressafra e
o desemprego.
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  57
rea: Matemtica Nvel II
1. Fazer a leitura do texto e organizar um debate,
tendo como eixo as perguntas formuladas na
Introduo desta atividade;
2. O texto apresenta muitos dados em forma de
porcentagem. Utilizar esses dados para exercitar
a correspondncia entre porcentagem, frao
e decimais. Encontrar por meio de leitura
e clculos, os nmeros: 0,45; 9/20; 0,7; 3/5;
1/10 e 0,6. Faa uma nova leitura e interpretao
do texto, colocando esses valo-res nos
respectivos lugares.
Descrio da atividade
Atividade P Desemprego e explorao humana: uma relao degradante
11
Te x t o
Objetivos
 Questionar a situao degradante a que so submetidos
crianas, homens e mulheres em funo
do desemprego.
 Realizar transformaes numricas.
Introduo
A explorao de crianas, como nos mostra o
texto em questo, continua ocorrendo em vrios
lugares do Brasil, no obstante, o Ministrio
Pblico e o Estatuto da Criana e do Adolescente
tentem coibir esse tipo de explorao. Na colheita
de cana-de-acar, para citar um dos
muitos exemplos, crianas de 5 anos de idade so
empregadas e chegam a cortar 5 toneladas de
cana por dia. Por que continua ocorrendo explorao
de mo-de-obra infantil se ela  proibida?
No lugar onde voc mora notcias de explorao
do trabalho infantil? Que fatores levam a criana
a um trabalho escravo ou  prostituio? Qual o
papel do Ministrio Pblico nessas situaes?
Qual o papel de cada cidado comum diante desse
fato? Na sua regio tem-se conhecimento de algum
tipo de trabalho escravo? A quem interessa essa
situao de explorao do ser humano? O que
deve ser feito para que isso no ocorra?
Material indicado:
P Calculadora
Tempo sugerido: 4 horas
Resultados esperados:
 Perceber a relao entre desemprego e explorao
do ser humano em nosso pas.
 Realizar transformaes de porcentagem, em
fraes e em nmeros decimais.
Dicas do professor: Livro: Violncia no campo: o latifndio e
a reforma agrria. Chiavenato, Jos Jlio. 1996. (Ed.Moderna).
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58  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Portugus Nvel II
1. Reescrever o texto em folhas de papel e recortar
as frases, de modo que o sentido fique truncado.
Entregar as folhas a alunos diferentes. Assim,
um deles ter o incio de uma frase e dever
encontrar a parte final com um outro colega.
2. O objetivo  verificar se conseguem reconstituir
o sentido original. O jogo ter a seguinte
ordem:
a. Entrega das folhas com meia-frase, retiradas
do primeiro pargrafo, para seis alunos.
b. Num primeiro momento, devero procurar
seus pares e reconstituir o pargrafo original.
c. Proceder da mesma forma com os demais
pargrafos, de modo que cada equipe se
encarregue de um pargrafo do texto.
d. A seguir, devero, todos num s grupo, verificar
a ordem possvel dos pargrafos do
texto original. Quando chegarem a um consenso,
devem montar o texto, no cho da
sala, juntando as diversas frases de um
nico pargrafo e separando, com espao
adequado, aquelas que pertencem a um
novo pargrafo.
Sugesto de recortes para o primeiro pargrafo:
1. O desemprego atinge 70% dos trabalhadores;
2. rurais de municpios da Zona da Mata de;
3. Pernambuco no perodo da entressafra da;
Descrio da atividade
4. Cana-de-acar, e a fome;
5. Est levando meninas de 5 a 10 anos ao;
6. Eixo das rodovias federais e estaduais.
Atividade P Encontre seu par!
Resultados esperados:
Ampliar a capacidade de trabalho em grupo e de
obter coeso e coerncia textuais em um texto de
informao.
11
Te x t o
Objetivo
 Exercitar a capacidade de construir a coeso e
coerncia textuais.
Introduo
Algum sabe com quem est o resto da frase?
Sugira que os alunos conversem com seus colegas,
pois eles tambm esto procurando o que
falta na frase que tm em mos!
Tempo sugerido: 2 horas
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  59
rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Ler coletivamente o texto Crimes do latifndio
e questione: Pessoas que participam de atos
contra os direitos humanos so punidas em
nosso pas? Por qu? Quando so identificadas,
estas pessoas so levadas a julgamento?
De que forma podemos trabalhar para que
os direitos humanos sejam preservados e os
conflitos contra trabalhadores sejam minimizados?
Que outras questes o texto suscita?
2. Organizar com os alunos, um tribunal simulado
para julgar crimes do latifndio. Eleger
trs alunos para que ocupem os seguintes
papis: juiz, advogado de defesa e advogado
de acusao. Divida o restante da turma em
pequenos grupos. Cada grupo dever:
a. Tomar depoimentos de testemunhas que
sofreram despejos, massacres, prises arbitrrias,
agresses e ameaas de morte. Esse
grupo dever anotar as acusaes.
b. Outro grupo dever preparar um documento
claro e organizado contendo todas informaes
de acusao e provas coletadas pelo grupo ante-
Descrio da atividade
Atividade P Violao dos direitos humanos
5
Objetivo
 Propiciar a criao de uma posio de repdio
s violaes do direito  vida,  liberdade, ao
trabalho, denunciando violaes.
Introduo
Criada em Goinia em junho de 1975 por um
grupo de religiosos e leigos, com o objetivo de
interligar, assessorar e dinamizar os trabalhos e as
lutas em funo dos pobres da terra e das guas,
a Comisso Pastoral da Terra  CPT,  um organismo
da Igreja ligado  CNBB  Conferncia
Nacional de Bispos do Brasil. Despejos, assassinatos,
massacres, prises arbitrrias, execues,
agresses, leses corporais, ameaas de morte e
tortura so crimes e violao dos direitos humanos.
A violncia no campo j deixou muitas vtimas
no Brasil. Os nmeros so alarmantes. Como encontrar
respostas para essa questo? O relatrio
Violao dos direitos humanos na Amaznia: conflito
e violncia na fronteira paraense prope uma
poltica sria de reforma agrria que promova uma
verdadeira desconcentrao da terra, coibindo e
retomando terras griladas e aplicando punio para
os crimes contra trabalhadores e outros defensores
de uma reforma agrria que seja sustentvel.
12
Te x t o
rior. Esse ser lido pela defesa diante do juiz.
c. Outro grupo dever trabalhar junto com o
advogado que representa o latifndio,
preparando sua defesa.
d. Outro grupo far o papel do jri popular,
que participar por meio do voto.
e. Depois de ouvir defesa e acusao, o juiz dar
o veredicto lendo a sentena.
3. Para finalizar, propor a organizao de um ato
pblico aps a sentena, em favor dos trabalhadores
que tiveram seus direitos violados.
Tempo sugerido: 4 horas
Resultados esperados:
Realizao do tribunal simulado e organizao
de um ato pblico aps a sentena.
Dicas do professor: CPT: www.cpt.org.br
www.chicomendes.org www.consciencia.net/brasil/agraria
www.reportersocial.com.br Revista poca n 393, 28/11/2005
www.epoca. com.br. Filme: Cabra marcado para morrer
12-CP11Tx05.qxd 18.01.07 20:05 Page 59
60  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Histria Nvel II
1. Fazer um levantamento do que os alunos
sabem sobre o MST e sua histria. Anote esses
conhecimentos e as opinies dos alunos sobre
o movimento.
2. Ler o texto coletivamente, parando para debater
as informaes. Questione, por exemplo,
quem escreveu o texto, onde foi publicado,
de onde so os dados apresentados, o que
os dados mostram, de que anos so os dados,
so relativos a quais lugares, quais as medidas
que tm sido tomadas diante dos dados da
violncia no campo, quais os efeitos dessas
medidas, quais os motivos dos conflitos, quais
os sujeitos histricos neles envolvidos, qual
tem sido o papel da Igreja Catlica, quais as
solues possveis para o conflito etc.
3. Na seqncia, organizar as informaes mais
importantes do texto para entender os conflitos
Descrio da atividade
Atividade P Conflito e violncia no campo
12
Te x t o
Objetivo
 Refletir a respeito dos conflitos e da violncia
no campo.
Introduo
Os conflitos e a violncia no campo no Brasil
atual remontam a uma histria relacionada ao
controle da terra no processo de ocupao do
territrio. Conflitos existiram entre as populaes
indgenas, entre os ndios e os europeus, e
entre as populaes aqui instaladas no Brasil.
Sob o domnio portugus, a posse da terra passou
a ocorrer pelo sistema de sesmarias, concedidas
pelo rei. A partir de 1850, a Lei de Terras
implantou a propriedade privada, passando a ser
sua aquisio atravs da compra: a terra tornouse
mercadoria, restringindo a possibilidade de
ser adquirida por quem no tivesse riqueza.
Assim, a terra passou a expressar as desigualdades
sociais e econmicas brasileiras. Nos ltimos
50 anos alguns fatores agravaram essas
desigualdades e acirraram os conflitos: os baixos
salrios dos trabalhadores rurais; a gradativa
conscientizao de que o domnio sobre a terra
tem sido de poucos; a organizao dos trabalhadores
rurais na luta pela reforma agrria; a
resposta violenta dos proprietrios de terra em
relao s lutas dos trabalhadores rurais; a
estratgia de luta das organizaes de trabalhadores
rurais (como as invases das fazendas
consideradas improdutivas); a incapacidade do
Estado de mediar as relaes dos grupos em conflito;
e a parcialidade da justia brasileira que
no tem punido os autores da violncia no
campo.
Resultados esperados:
Espera-se que os estudantes reflitam a respeito
dos conflitos e da violncia no campo.
que ocorrem no campo no Brasil e identificar
com os alunos quais informaes precisam ser
pesquisadas para aprofundar o tema.
4. Propor uma pesquisa a partir dos temas identificados,
sobre as lutas por reforma agrria no
Brasil e as lutas do MST. Para a pesquisa, levar
diversos materiais, divida a classe em grupos,
para que cada um possa pesquisar um tema.
5. Organizar no final um debate coletivo a respeito
das causas dos conflitos e da violncia no campo
em nosso pas.
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do professor: Comisso da Pastoral da Terra -
www.cptnacional.org.br/ Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra  www.mst.org.br/ mst/pagina.php?cd=1
12-CP11Tx05.qxd 18.01.07 20:05 Page 60
Caderno do professor / Trabalho no Campo  61
rea: Matemtica Nvel I
1. Ler o primeiro pargrafo do texto e pea que os
alunos responderem s seguintes perguntas:
a. Qual a mdia anual de trabalhadores ligados
 luta pela terra que foram assassinados
entre os anos 1985 e 2002?
b. Quantos por cento dos assassinatos foram
levados a julgamento?
c. Quantos executores no foram condenados?
d. Que concluses eles tiram a partir das respostas
encontradas para as perguntas anteriores?
2. Dividir a turma em 4 grupos. Cada deve ficar
responsvel por apresentar oralmente uma
sntese dos dados de um estado apresentado
no texto.
3. Finalizar, solicitando que escrevam uma carta
ao Congresso Nacional com sugestes de polticas
para reduzir a violncia contra os trabalhadores
rurais.
Descrio da atividade
Atividade P Os nmeros dos crimes do latifndio
12
Te x t o
Objetivos
 Analisar e resolver situaes-problema extradas
do texto.
 Elaborar sntese de um texto, destacando
dados numricos.
Introduo
Os nmeros do texto revelam os crimes do latifndio.
Quantos alunos e alunas da EJA no Brasil
vivenciam situaes semelhantes? Quem no as
vivencia, que opinio tem sobre elas? O que explica
essa violncia? Qual  o perfil dos trabalhadores
que sofrem violncia do latifndio? O que
poderia se fazer para evitar tantos crimes?
Resultados esperados:
 Elaborao de uma carta ao Congresso Nacional
com sugestes de aes para reduzir a violncia
contra os trabalhadores rurais.
 Capacidade de encontrar dados em um texto
para responder a uma pergunta de Matemtica.
Tempo sugerido: 4 horas
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62  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Portugus Nvel II
1. Atividades de pr-leitura: Seria interessante
trazer para a sala uma srie de reportagens e
artigos sobre violncia contra trabalhadores.
Pontos de vista diferentes so bem-vindos
para acalorar a discusso. Pea para cada
aluno que leia um texto sobre o tema e faa as
anotaes que julgar convenientes. Se tiver
reportagens de televiso sobre o assunto,
seria interessante mostrar para os alunos. O
importante  que se informem sobre o assunto
para, depois, discutirem com conhecimento
de causa.
2. Atividades de leitura: ler, com os alunos, o
texto Os crimes do latifndio. Solicitar comentrios
e a participao dos alunos. Mostrar, se
necessrio, que nem todos concordam com as
atitudes dos trabalhadores rurais. Por outro
lado, a violncia traz benefcios aos contendores?
3. Diga  classe que ser montado um painel para
discutir a violncia no campo. O painel deve
ser entendido como uma exposio informal,
dialogada, de um tema por pessoas competentes.
Comumente, o nmero de membros
participantes de um painel varia entre trs e
seis. O mediador encaminha, faz mediaes e
comentrios. A platia indaga e integra o
painel. Pode haver um ou dois interrogadores.
Pela dinmica do painel,  recomendvel
Descrio da atividade
Atividade P Criao de um painel
12
Te x t o
Objetivo
 Desenvolver a habilidade de opinar com base
em dados concretos.
Introduo
Lendo o texto e tentando relembrar o episdio
divulgado no mundo inteiro, vamos refletir com
nossos alunos: como o massacre de Eldorado dos
Carajs atingiu voc? A violncia  a melhor
forma de eliminar nossos inimigos?
escolher os alunos que tenham algum conhecimento
do assunto. Por isso, para efeito
didtico,  interessante fazer um estudo
prvio do tema.
4. Depois que todos estiverem preparados, abrir
o painel, que ter por tema A violncia no
campo e na cidade.
Materiais indicados:
P Vrias reportagens, artigos,
filmes, propagandas
sobre a violncia no
campo
Tempo sugerido: 3 horas
Resultados esperados:
Ampliao da capacidade dos alunos de opinar
sobre discusses complexas com base em estudos
prvios.
Dicas do professor:  interessante tambm que pea aos
alunos que escrevam uma narrativa sobre o conhecimento
que tm do assunto. Assim voc ter o conhecimento daquilo
que os alunos sabem sobre o tema e poder encaminhar
novas discusses ou mesmo aprofund-las com base nos
materiais encontrados para desenvolvimento do trabalho.
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  63
rea: Educao e Trabalho Nvel I
1. Explicar para os alunos quem  o poeta
Ademar Bogo. Declame para eles sua poesia,
se possvel, ouvindo uma msica.
2. Pea a cada um que faa um desenho inspirado
na poesia. Montar um varal com os desenhos.
3. Em pedaos de papel, escrever 4 vezes as
palavras retiradas da poesia: rasteira, alta,
baixa, cho, morena, plida, escura, clara, penhascos,
pntanos, desertos, fundo do mar, dos
rios, vales, vida, campos, germinao, razes,
festa, cano, seca, curtida, folhas, flores, perfumes,
tradio, terra, planta, colheita, brao,
mo. Colocar as palavras em quatro saquinhos,
sem repeti-las.
4. Dividir a turma em quatro grupos e entregar
um saquinho para cada grupo. Proponha aos
grupos que reescrevam a poesia com o ttulo
Vida! Vida! Por que tens que ser to dividida?
a partir das palavras retiradas do saquinho.
Caso queiram, pedir que acrescentem
outras palavras ou frases.
5. Colocar as poesias no varal com os desenhos e
deix-los em exposio.
Descrio da atividade
Atividade P Vida! Vida! Por que tens que ser tanto dividida?
5
Objetivo
 Refletir sobre a importncia da terra para o trabalhador
rural.
Introduo
Ademar Bogo, poeta e militante do Movimento
Sem-Terra, sistematiza em livros e nos Cadernos
de formao diversos aspectos da cultura do MST,
como a mstica, a educao e a msica. Bogo 
conhecido pela autoria de letras de msicas utilizadas
pelo MST, notadamente o seu hino. 
sempre cho. Do fundo do mar aos desertos.
Terra gentil, terra molhada, terra plantada: 
vida.  alimento. Po, cho: terra dividida. At
quando? Sua produo artstica remete  luta
dos trabalhadores do campo pela garantia do
direito  terra, ao trabalho, a uma vida digna.
13
Te x t o
Tempo sugerido: 4 horas
Resultados esperados:
 Que as produes reflitam as analogias feitas
pelos alunos sobre a importncia da terra para
o trabalhador.
 Elaborao de varal com os desenhos e com as
poesias Vida! Vida! Por que tens que ser to
dividida? a partir das palavras retiradas do
texto e colocadas no saquinho.
Dicas do professor: Programa de educao de trabalhadores
rurais em Projetos de Assentamento da Reforma
Agrria, desenvolvido pelo Ministrio do Desenvolvimento
Agrrio: www.interlegis.gov.br/cidadania/ Vozes Sem Terra:
As Imagens e as Vozes da Despossesso: www.landlessvoices.
org/vieira/contributors. Poesia: Orao de envio, Nancy
Cardoso e Isabel Diniz, inspirada em Cora Coralina,
www.cptnac.com.br/?system=news&action=read&id=
1514&eid=85. Funeral do lavrador, de Joo Cabral de Melo Neto
e Chico Buarque: www.natura.di.uminho.pt/~jj/musica/
html/zeliaduarte_02.html. Cio da Terra: Milton Nascimento,
Chico Buarque: www.chicobuarque.letras. terra.com.br/
letras/86011. Pastoral da Terra: www.cptnac. com.br/ pub/
publicacoes. Documentrio: Os sem-terra pelos caminhos
da Amrica, Miguel Barros e Clara Bilbao Expedito: Em
busca de outros nortes, o documentrio acompanha a trajetria
de sem-terra e mostra a ocupao da Amaznia na
dcada de 70.
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64  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Geografia Nvel I
1. Realizar a leitura do poema em sala de aula,
coletivamente, sugerindo inclusive uma
alternncia entre os alunos.
2. Identificar na primeira estrofe quais os tipos de
terras a que o autor est se referindo, destacando
os atributos e caractersticas de cada uma.
3. Nas trs estrofes seguintes, solicitar aos
alunos que faam um apanhado das idias
principais e identifiquem as palavras desconhecidas.
Registrar os resultados no caderno.
4. A partir da compreenso do poema, levantar
entre os alunos a questo de como a terra 
importante para a sustentao da sociedade,
da manuteno da vida, sob a tica da produo
de bens.
5. Destacar qual a importncia da terra para a
cultura humana, levantando as passagens que
fazem meno a ela.
6. Registrar os resultados dos itens 4 e 5 no caderno.
7. Solicitar aos alunos que destaquem uma linha
do poema com a qual mais se identificaram.
Pea que eles justifiquem a sua opo, por
meio de uma resposta pessoal.
Descrio da atividade
Atividade P O valor vital da terra
13
Te x t o
Objetivo
 Levar o aluno a perceber o sentido produtivo
da terra, como fonte de vida, como elemento
essencial ao desenvolvimento social. Mais do
que um bem que se compra e vende, que se
acumula e se guarda, a terra  uma ddiva da
natureza que sua importncia prioritariamente
pelo alimento que produz.
Introduo
Durante a maior parte do tempo de nosso processo
civilizatrio, a terra sempre foi um bem coletivo,
cuja posse se dava pelos que nela produziam.
Com o passar do tempo, ela foi se transformando
em bem privado, num processo que se completou
com a hegemonia do sistema capitalista. Na
medida da sua apropriao, tambm se desenvolveu
um processo de expulso do homem da
terra e a restrio ao seu acesso.
Resultados esperados:
 Reconhecer a terra como um meio de produo
essencial ao desenvolvimento da sociedade.
 Posicionar-se na defesa da prioridade da terra
como um bem a servio da vida.
8. Fazer com que os alunos leiam os resultados
de suas opes, bem como as suas justificativas
para a classe.
9. Concluir a atividade destacando o valor da
terra como meio de sobrevivncia, de desenvolvimento
da vida, alm do seu valor cultural,
por sua relao com nossos antepassados,
no presente e no futuro.
Tempo sugerido: 2 horas
O texto de Maria da Conceio Tavares (www.eco.unicamp.br/
artigos/tavares/artigo44.htm) trata da questo da terra e
relaes de poder, o CEDEFES tambm possui extenso
material sobre o tema (www.cedefes.org.br/new/ index.php).
13-CP11Tx17.qxd 19.01.07 10:39 Page 64
Caderno do professor / Trabalho no Campo  65
rea: Histria Nvel I e II
1. Conversar com os alunos sobre o significado
da terra para eles. Motiv-los a pensar sobre a
questo da terra, lembrando questes como
os alimentos, a natureza, a paisagem, o lugar
de moradia etc. at a sepultura.
2. Recitar o poema com a turma. Pedir que alguns
alunos leiam os versos em voz alta.
3. Localizar a produo no contexto social. O
autor  militante do MST. O que quer dizer
MST? Quais as principais bandeiras de luta do
Movimento dos Trabalhadores Ruruais Sem
Terra?
4. Destacar algumas frases e discutir, por exemplo:
 terra,  vida, germinao; hmus da
vida; coisas, costumes da tradio; fome saciada;
 sempre po. Vida! Por que tens que ser
to dividida?
5. Refletir e confrontar os significados da terra
para o grupo, para os trabalhadores do MST,
para os grandes proprie-trios de terra, para
os jovens e adultos urbanos, para os indgenas
etc.
Descrio da atividade
Atividade P Terra cho, terra po!
13
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre os significados da terra para a
vida dos trabalhadores brasileiros.
Introduo
 muito difcil pensar, escrever, falar sobre a
questo dos significados da terra para os seres
humanos, sem lembrar de tantos poetas, cantores,
religiosos, professores, pensadores, lavradores que
j expressaram em verso e prosa, em narrativas
orais e escritas os seus sentimentos sobre a terra. Ao
ler o poema de Ademar Bogo, lembramos, por
exemplo, de Morte e vida severina, de Joo Cabral
de Melo Neto, cantada por Chico Buarque: Esta
cova em que ests, com palmos medida/ a conta
menor que tiraste em vida/ de bom tamanho,
nem largo, nem fundo/ a parte que te cabe deste
latifndio. Os versos nos remetem  experincia da
vida que est ligada  terra, do nascer ao morrer.
Remete-nos  posse e  propriedade da terra na
sociedade capitalista, na qual a sepultura, a cova, 
o nico pedao da terra que cabe ao trabalhador. Os
latifndios e os seus frutos pertencem a poucos,
no ? Enfim, a terra  cho,  po,  vida e muito
mais. Refletir sobre isso com os alunos.
Resultados esperados:
 Refletir sobre o significado da terra em sua
vida e na vida de cada trabalhador da terra.
 Produo individual de texto.
Tempo sugerido: 2 horas
6. Motiv-los a escrever, individualmente, um
poema, um verso, uma frase, ou mesmo palavras
expressando o significado da terra, os sentimentos,
as relaes e as experincias vividas.
Dicas do professor: Site da Sociedade Brasileira de Economia
e Sociologia Rural: www.sober.org.br /Revista da
Sociedade SOBER. Morte e vida Severina e outros poemas em
voz alta, de Joo Cabral de Melo Neto (Nova Fronteira).
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66  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler o poema com os alunos. Permitir que, livremente,
falem de suas sensaes e faam
comentrios sobre o texto. Comentar o ttulo
e estabelecer relaes com nosso dia-a-dia.
2. Observar a irregularidade dos versos e estrofes.
Comentar que o poeta moderno se permite
fugir das regras tradicionais de versificao
para deixar fluir mais livremente suas
emoes. Se necessrio, esclarecer que verso 
uma linha do poema, estrofe  um conjunto
de versos e poema  a concretizao da
expresso em versos. Poesia, por sua vez, 
um fenmeno.  um fenmeno criador que
transforma em linguagem as emoes.
3. Falar e, se possvel, mostrar os seguintes haicais,
colhidos da Internet, sem autoria, no site
http://universodohaicai.vilabol.uol.com.br/
premiados.html:
a) Por entre as garrafas.
Na espreita, uma lagartixa caa pernilongos.
b) V-se da janela.
O cinza tomar a tarde.
rvores desnudas
c) Na manh fria.
Em frente  escola, um desfile.
De gorros de l.
d) Ao bater dos sinos.
O povo, palmas na mo, sada o padroeiro.
4. Deixar que os alunos comentem livremente os
haicais. Depois, informar que esse tipo de
poema  forma tradicional da cultura japone-
Descrio da atividade
Atividade P Haicai
13
Te x t o
Objetivo
 Sensibilizar os alunos para o sintetismo e a poesia
do haicai.
Introduo
Os alunos sabem o que  haicai? Sugira que faam
a atividade proposta e, depois, criem-nos  vontade!
sa. Tradicionalmente, o haicai  um poema
com 17 slabas poticas, dispostas em trs linhas
de 5, 7 e 5 slabas mtricas. Sempre
tematiza sensaes advindas da observao
da natureza e, antigamente, devia obrigatoriamente
citar uma das estaes do ano.
Trata-se de um momento de reflexo que conduz
a uma descoberta. Hoje, o haicai perdeu
muito de suas caractersticas originais e foi-se
moldando ao gosto de seus praticantes.
Sempre, porm, representa um encantamento
da observao, do sintetismo e da poesia.
5. Solicitar que os alunos criem, a partir do
poema Terra Cho, terra Po, vrios haicais.
Podem utilizar as lembranas da sua realidade,
sua vida e seu trabalho para essa produo.
6. Se houver interesse, podem pesquisar na
Internet os sites de haicais e aprender, com
detalhes, a histria desses poemas. Podem,
tambm, organizar um Dia do Haicai para
mostrar a produo dos prprios alunos e a
capacidade de sintetizar emoes em versos.
Tempo sugerido: 2 horas
Resultados esperados:
Ampliao da sensibilidade potica, conhecer a
estrutura do haicai.
Dicas do professor: Site: http://universodohaicai.vilabol.uol.
com.br//premiados.html
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  67
rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
1. Leitura e interpretao do texto: atualmente,
como vivem os povos indgenas? Por que,
depois da chegada dos colonizadores portugueses,
os indgenas precisaram comear a
lutar para viver em suas terras? Que tipos de
violncia os indgenas vm sofrendo at hoje?
2. Solicitar que, em pequenos grupos, os alunos
faam uma pesquisa sobre as Capitanias
Hereditrias. O que dizem os livros de Histria
do Brasil? Por que Portugal achava que as
terras eram dele? Quais os critrios para a distribuio
das terras?  feita alguma referncia
 expropriao das terras indgenas? E sobre a
escravizao e o massacre dos ndios?
3. Apresentao escrita e oral dos resultados.
4. Debate: qual a gnese da propriedade privada
da terra no Brasil? Se, originalmente, as terras
brasileiras pertenciam aos indgenas, por que
hoje  preciso demarc-las?
Descrio da atividade
Atividade P Os povos indgenas e a expropriao de suas terras
5
Objetivo
 Reconstituir a gnese da propriedade privada
da terra no Brasil.
Introduo
Quando Portugal, ento imprio colonial, dividiu
o Brasil em Capitanias Hereditrias e as distribuiu
arbitrariamente a nobres e protegidos da corte,
esmagou direitos de milhes de seres humanos
nativos, indgenas que aqui viviam h milhares de
anos. Nessa poca, pouco depois da chegada dos
portugueses, inicia-se o processo de usurpao e
ocupao da terra dos mais fracos pelos mais
fortes. Aos que recebiam as imensas quantidades
de terra (os donatrios das Capitanias Hereditrias),
bastava reunir meios econmicos para ocupar
e produzir e, alm disso, meios militares para
subjugar pela fora os nativos (os verdadeiros
proprietrios das terras, que aqui viviam). Essa 
gnese da propriedade privada da terra no Brasil:
uns poucos se tornaram, pela fora, proprietrios
privados de todas as terras. Aos milhes de indgenas
que aqui viviam e aos habitantes que vieram
depois em busca de trabalho e oportunidades
s restava serem explorados trabalhando nas terras
dos donatrios e seus sucessores, os latifundirios.
Assim  que comeou o massacre dos
povos do campo  o que, das mais variadas formas
e com os mais variados mtodos, continua
at hoje, conforme nos indica o texto que voc e
seus alunos acabaram de ler.
14
Te x t o
Tempo sugerido: 6 horas
Resultados esperados:
Relacionar as lutas dos povos indgenas com a
gnese da propriedade privada no Brasil.
Dicas do professor: Sobre a demarcao das terras indgenas,
ver os sites da Fundao Nacional do ndio (www.funai.gov.br)
e do Instituto Scioambiental (www.institutosocioambiental.
org.br). Sobre a questo indgena, leia Do desenvolvimento
comunitrio  mobilizao poltica: o projeto Kaiova
amdua  uma experincia antropolgica, de Rubem Thomaz
de Almeida (Editora Contra Capa).
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68  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Geografia Nvel I e II
1. A classe dever pesquisar sobre os povos indgenas
no territrio brasileiro.
2. Os alunos compararo os resultados da pesquisa,
e, em papel kraft, desenharo o mapa do
Brasil, procurando determinar, dentro do possvel,
as localizaes dos diferentes povos indgenas.
3. Cada aluno dever escolher um povo indgena
e pesquisar sua organizao social, organizao
de trabalho, cultura e religio.
4. Em uma das paredes da classe, os resultados
da pesquisa sero afixados em um grande
painel junto ao mapa do Brasil.
5. Discusso das pesquisas e da atividade.
Descrio da atividade
Atividade P O mapa do Brasil
14
Te x t o
Objetivos
 Pesquisar sobre os diferentes povos indgenas
que vivem no territrio brasileiro.
 Criar um no mapa do Brasil considerando apenas
os povos indgenas.
 Conhecer melhor pelo menos um povo indgena
existente no Brasil.
Introduo
Quando desenhamos o mapa poltico do Brasil,
inclumos as divises por estados e as posies
de suas capitais. Outras vezes, desenhamos o
mapa climtico ou fsico. No determinamos a
localizao das naes indgenas existentes em
nosso pas. Os povos indgenas esto espalhados
em diversos pases do mundo. S no Brasil existem
mais de 200 povos diferentes, os mais conhecidos
so os povos xavantes, guajajaras, tamoios,
guaranis, yanomamis, entre muitos outros. Como
seria o mapa do Brasil indgena?
Materiais indicados:
P Papel kraft, fita
crepe,tinta ou lpis cera
ou de cor.
Tempo sugerido: 1h para
o item 2 e 2 horas para os
itens 4 e 5.
Resultados esperados:
 Que o aluno possa olhar o mapa do Brasil sob
outra perspectiva.
 Que o aluno tenha a possibilidade de conhecer
melhor pelo menos um povo indgena
brasileiro.
 Que o aluno estabelea paralelos entre a sua
cultura e a indgena.
Dicas do professor: Site: /www.socioambiental.org/pib/
portugues/quonqua/quemsao/indexqu.shtm
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Descrio da atividade
Caderno do professor / Trabalho no Campo  69
rea: Portugus Nvel I e II
Atividade P Ouvi dizer que
14
Te x t o
Objetivo
 Ampliar a capacidade de ouvir com ateno,
compreender, parafrasear, interpretar e recordar
o que foi dito.
Introduo
Quem tem boa memria? Vamos fazer um teste?
Resultados esperados:
 Desenvolvimento da expresso oral e compreenso
auditiva; comprovao da deformao
natural da fala quando transmitimos
informaes a outros.
Tempo sugerido: 2 horas
8. Da mesma forma, esse aluno contar o que ouviu
para o seguinte, que estava do lado de fora.
9. Provavelmente, muitos detalhes desaparecero
durante o reconto da histria. Discutir as
omisses, as trocas, as discrepncias e os erros
cometidos ao longo dos diversos relatos.
Dicas do professor: www.sober.org.br Site da Sociedade
Brasileira de Economia e Sociologia Rural / Revista da
Sociedade Sober. Morte e vida severina e outros poemas em voz
alta. Mleo Neto, Joo Cabral de. 34.a. edio. Nova Fronteira.
1. Antes da leitura, verificar o conhecimento
prvio dos alunos a respeito da situao efetiva
dos ndios no Brasil. O que eles conhecem
ou ouviram falar sobre o assunto? Conhecem
alguma comunidade indgena? Em caso afirmativo,
pea que citem sobre o modo de vida
e costumes
2. Ler o texto com os alunos e verificar se os
comentrios anteriores se confirmaram.
3. Solicitar trs voluntrios e pedir a eles que se
retirem da sala.
4. Pedir aos alunos que ficaram na sala de aula
que releiam a primeira parte do texto
(Demarcao...) e que resumam o contedo
dos trs pargrafos. Esclarecer que devem
ficar atentos, pois devero, posteriormente,
passar o contedo do texto, usando apenas a
memria, para um colega que est esperando
l fora.
5. Feita a tarefa, pedir que entre um dos alunos
que ficaram do lado de fora da classe.
6. Pedir a um aluno da sala que passe o contedo
do texto lido para seu colega. A sala deve
funcionar apenas como platia, sem interferir
na fala do colega.
7. Chame outro aluno. O colega que ouviu a histria
dever, ento, cont-la, valendo-se apenas
da memria, ou seja, contar de acordo com o
que ouviu de seu colega de classe.
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70  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
1. Ler o texto com os alunos. Conversar sobre os
principais aspectos tratados no texto.
2. Os alunos devero formar grupos de 3 ou 4
pessoas. Cada grupo receber um envelope
com palavras em ingls.
3. Informar aos grupos que essas palavras formam
um pargrafo do texto que eles leram.
4. Trata-se de uma competio; ento, todos devero
abrir seus envelopes ao mesmo tempo.
5. Os alunos devero montar o pargrafo. Podero
consultar o texto.
6. O grupo que conseguir montar o pargrafo
corretamente mais rpido ganha.
Descrio da atividade
Atividade P Segredos
15
Te x t o
Objetivo
 Rever com os alunos as estruturas de formao
de sentenas.
Introduo
O texto trata dos trabalhadores do campo, principalmente,
do movimento dos sem-terra. O texto
utiliza bastante o passado simples e por estar em
ingls, favorece o estudo da ordem das palavras
em uma sentena.
Materiais indicados:
P Um envelope para cada
grupo de 4 alunos contendo
um pargrafo do texto 19
(working the land to feed the
people) cortado em palavras
Tempo sugerido:
1 hora
Resultados esperados:
Auxiliar os alunos a memorizarem a ordem das
palavras nas frases em ingls.
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  71
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Depois da leitura do texto, pedir aos alunos
que faam uma pesquisa na Internet, procurando
saber mais sobre a organizao e tecnologia
desenvolvida pelo Programa Tecbor.
2. Organizar a sala em grupos e pedir a eles que,
faam um resumo do que encontraram, para
em seguida, expor cada resumo numa conversa
coletiva em sala de aula.
3. Nessa conversa, chamar a ateno dos alunos
para a diferena entre os interesses do grande
mercado e suas conseqncias para os trabalhadores,
bem como o desenvolvimento local e o
desenvolvimento exgeno, fazendo correlao
com a economia solidria destacando que:
A economia solidria  formada por trabalhadores
que se organizam em seus locais de
origem para gerar trabalho e renda, a exemplo
dos seringueiros.
Ao fazer isso, potencializam e fortalecem o desenvolvimento
local ou endgeno, evitando que as
mudanas de interesses da produo gerem desemprego
em regies pouco produtivas.
A economia solidria tem foco no bem-estar
do trabalhador, do meio ambiente e da comunidade
onde vive e seu entorno.
Na economia solidria, a acumulao de capital
individual no  um fim em si mesma, mas
Descrio da atividade
Atividade P Economia solidria e o trabalho do seringueiro
5
Objetivo
 Mostrar que a economia solidria privilegia o
trabalho, a preservao do meio ambiente e a
qualidade de vida.
Introduo
A atividade procura chamar a ateno para a lgica
implcita na economia solidria (que  diferente
daquela do capital) que viabiliza a estrutura
produtiva para trabalhadores em seu ambiente
de origem e que precisam de trabalho e renda,
preservando o meio ambiente e a sua qualidade
de vida.
16
Te x t o
Tempo sugerido: 2 horas
Resultados esperados:
Demonstrar que a economia solidria promove
um modo de produzir e gerar trabalho e renda
aos trabalhadores e pequenos produtores que se
concretiza, na prtica cotidiana, por meio de um
processo agregador que envolve setores da sociedade
civil de forma responsvel, como a sade, o
meio ambiente e a qualidade de vida, fomentando,
inclusive, o desenvolvimento local.
o ganho coletivo em benefcio de todos, trabalhadores
e coletividade.
Ao agregar produtores, concretiza condies
de produzir otimizando recursos, viabilizando
insero maior de seus produtos no mercado
e, conseqentemente, maior renda.
O aumento de renda incentiva a permanncia
dos trabalhadores em seus locais de origem e
trabalho, evitando o xodo para os centros urbanos,
fomentando o desenvolvimento local.
4. Aps as discusses propor aos alunos uma pesquisa
conjunta sobre iniciativas de economia
solidria em sua localidade ou nas proximidades.
Divulgar os resultados pela escola de
painis e cartazes.
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72  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Artes Nvel I e II
1. Aps a leitura, listar no quadro-negro outros
bens naturais cuja explorao resultou em
situaes semelhantes s apresentadas no
texto.
2. A classe formar grupos e cada grupo escolher
um bem natural para discutir. A discusso
dever se concentrar em aspectos
histricos, sociais e culturais.
3. Apresentao dos resultados da discusso dos
grupos.
4. Individualmente, tomando como exemplo o
poema do seringueiro, os alunos escrevero
um poema sobre um dos bens naturais listados
e discutidos pela classe.
5. Apresentao dos poemas.
6. Discusso final do exerccio. Explorar a motivao
do aluno ao escolher o tema e os aspectos
analisados pelos grupos que foram
aproveitados na construo do poema.
Descrio da atividade
Atividade P Bens naturais
16
Te x t o
Objetivo
 Criao de poema.
Introduo
Assim como a borracha, outros bens naturais do
Brasil tambm despertaram e despertam interesses
econmicos, que mobilizam o capital e abrem
frentes de trabalho, em ondas temporrias. Mas o
que acontece com o trabalhador quando a febre
passa e os investimentos somem?
Tempo sugerido: 2 horas
Resultados esperados:
 Que o aluno perceba que fatos e situaes so
decorrentes do entrelaamento de fatores de
diversas naturezas.
 Que o aluno expresse seu ponto de vista de
forma criativa.
 Que o aluno fique estimulado a buscar mais
informaes sobre um determinado assunto.
7. Pode-se sugerir um enriquecimento da experincia
atravs de pesquisa sobre os temas.
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  73
rea: Histria Nvel I e II
1. Solicitar a todos os alunos que observem as
suas borrachas. Aqueles que no a tiverem em
mos, fazem a atividade com o colega. Questionar,
conversar sobre este material escolar:
para que serve, como foi produzida, a histria
da produo, regio produtora, etc. Levantar
os conhecimentos dos alunos sobre o material
escolar, refletindo sobre o trabalho, a histria
e a finalidade do produto/mercadoria.
2. Ler o texto, coletivamente. Procurar o significado
das palavras desconhecidas.
3. Localizar no mapa do Brasil as regies produtoras.
Localizar a regio amaznica e os estados
que a compe.
4. Analisar com o grupo os dois aspectos focalizados:
a. A crise da produo e as conseqncias
para a vida dos seringueiros.
b. As tecnologias alternativas e os impactos
sociais, econmicos e ambientais. Motivar
a turma para investigar a questo.
Descrio da atividade
Atividade P O que a borracha pode apagar?
16
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre a crise da produo da borracha e
as alternativas para acabar com problemas sociais,
gerar emprego e renda e promover participao
cidad.
Introduo
A borracha  um produto to amplamente utilizado
em nosso cotidiano que, muitas vezes, no
paramos para pensar sobre as complexas
questes sociais, econmicas e ambientais que a
cercam. Em dezembro de 1988, o seringueiro,
sindicalista e ativista ambiental Chico Mendes foi
cruelmente assassinado na cidade de Xapuri, no
Acre. A morte do seringueiro teve grande repercusso
nacional e internacional, pois havia uma
relao direta com os interesses contrrios  defesa
do meio ambiente e do desenvolvimento sustentvel
da Amaznia. Entretanto, no Brasil, em
muitas localidades, professores e alunos pouco ou
nada conhecem sobre esse fato histrico. Isso nos
desperta a ateno para o fato de que muitos
problemas que fazem parte da histria de regies
mais distantes do centro-sul, como a Amaznia,
por exemplo, no so estudados e debatidos nas
escolas. A produo da borracha tem profundas
razes na histria do Brasil e, nesse sentido,
merece ser debatida em todas as suas dimenses.
Por isso o questionamento: o que a borracha pode
apagar? Vamos buscar possveis respostas?
Resultados esperados:
Texto coletivo contendo a sntese do debate realizado
sobre a produo de borracha e seus impactos
econmicos e sociais na histria do pas.
5. Debater o tema: o que a borracha pode e o
que no pode apagar?
6. Elaborar, coletivamente, uma sntese do
debate sobre o tema.
Dicas do professor: Sites: www.ibama.gov.br / Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente; www.fva.org.br Fundao Vitria
Amaznica; Fundao Chico Mendes: www.chicomendes.org
Materiais indicados:
P Borrachas
Tempo sugerido: 2 horas
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74  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler o poema com os alunos. Estimular para
que falem de suas impresses sobre o que
leram. Incentivar os alunos a exporem suas
idias; anot-las no quadro-negro.
2. Se possvel, ler outros poemas. Analisar a estrutura
de cada um deles, as caractersticas marcantes,
a presena ou no de rimas.
3. Questionar os alunos se conhecem de cor alguns
poemas e se poderiam falar para a sala.
4. Mostrar que o poema retrata a luta do seringueiro
para sobreviver. Propor  sala que crie,
nos moldes do poema lido, um outro que
ateste os desafios de um estudante trabalhador
para viver dignamente.
5. En seguida a tarefa, deixar que os alunos
declamem, livremente, seus poemas.
6. Num segundo momento, entregar aos alunos
recortes de revistas que possam despertar sensibilidade,
causar emoo, suscitar a poesia.
7. Pedir que, livremente, criem poemas a partir
do que vem. Se os alunos gostarem do resultado,
podem expor as figuras e os poemas no
mural da escola.
Descrio da atividade
Atividade P O poema do aluno
16
Te x t o
Objetivos
 Adquirir familiaridade com a linguagem potica.
 Exercitar a escrita potica.
Introduo
Propor aos alunos as seguintes questes: quem
gosta de ler poemas? Conhece alguns de cor?
Gosta de escrev-los?
Materiais indicados:
P Material: recortes de
paisagens, cenas
tocantes, pessoas em
atividade etc.
Tempo sugerido: 2 horas
Resultados esperados:
Ampliao da capacidade de criao do texto
potico.
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  75
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
1. Colocar no quadro-negro a seguinte frase:
I cut myself while shaving (Eu me cortei enquanto
me barbeava).
2. Dizer aos alunos que quando o sujeito e o objeto
da frase so a mesma pessoa, usam-seos
pronomes reflexivos. Um outro exemplo :
She put herself in a difficult situation (Ela
colocou-se numa situao difcil)
Quem praticou a ao PUT? She.
Quem sofreu a ao PUT? She.
Ento utilizamos HERSELF.
Segue a lista dos reflexivos:
Myself  I
Yourself  You
Himself  He
Herself  She
Itself  It
Ourselves  We
Yourselves  You
Themselves  They
a) Para exercitar o que aprenderam, pedir aos
alunos que formem dois times. Cada um
dever escolher um smbolo para represent-
lo (X ou O).
Descrio da atividade
Atividade P Tic Tac Toe
17
Te x t o
Objetivo
 Aprender a identificar os pronomes reflexivos.
Introduo
O texto de Luiz Fernando Verssimo trata de um
personagem que criticava latifndios e que era a
favor da reforma agrria. No entanto, ele prprio
era filho de um latifundirio. Trata-se de uma
boa oportunidade para trabalharmos os pronomes
reflexivos com os alunos.
Tempo sugerido: 1 hora
Resultados esperados:
Saber identificar os pronomes reflexivos e seu
uso.
b) Desenhar ento no quadro um grid de jogoda-
velha e colocar um pronome reflexivo
em cada quadradinho (repita um dos reflexivos
para completar o nono espao). Dizer
a eles que faro um jogo-da-velha.
3. O objetivo  colocar trs smbolos iguais na
horizontal, vertical ou diagonal. O grupo que
comear deve escolher um quadrado e formar
uma frase com o reflexivo correspondente. Se
a frase estiver correta, o grupo marca seu smbolo
no quadrado. Se errar, marca o smbolo
do adversrio e deve escolher outro quadrado
e jogar de novo.
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76  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Lngua estrangeira - Ingls Nvel II
1. Relembrar com os alunos os pronomes reflexivos
apresentados na atividade anterior. Pedir
alguns exemplos de uso aos alunos e verificar
se eles compreenderam o primeiro tipo de uso
para esses pronomes (SUJEITO da ao =
OBJETO da ao).
Ex.: He killed himself.
Ele se matou.
2. Explicar ento que h uma 2. forma de utilizao
os reflexivos, que  quando queremos dizer
que se faz algo sozinho, sem auxlio externo.
Por exemplo: She did the homework herself  Ela
fez a lio de casa sozinha (sem auxlio). Depois da
explicao dos exemplos, pea ento para que
eles escrevam cinco perguntas para os colegas
sobre coisas que conseguem fazer sozinhos, sem
auxlio. Por exemplo: Can you cook by yourself?
(Voc consegue cozinhar sozinho?) ou Can you
program the VCR by yourself? (Voc consegue
programar o videocassete sozinho?)
Quando terminarem de escrever as questes, pedir
aos alunos que andem pela classe, escolham
um colega e entrevistem-no. Eles devem anotar o
nome do colega escolhido para a entrevista, bem
Descrio da atividade
Atividade P Pesquisa
5
Objetivo
 Aprender o uso dos pronomes reflexivos como
sozinho, sem auxlio.
Introduo
A personagem do texto mostra-se contrria a
suas prprias opinies quando o problema afeta
ela mesma ou sua famlia.  interessante que ela
mesma, sozinha, demonstra a contradio entre
prtica e discurso, ou seja, ... as terras do velho
e a teoria. Essa  uma boa introduo para outra
utilizao dos pronomes reflexivos, significando
ele mesmo ou sem auxlio.
17
Te x t o
Tempo sugerido: 1 hora
Resultados esperados:
Saber utilizar os pronomes reflexivos corretamente.
como sua resposta. Dica importante: os alunos s
podero perguntar e responder em ingls.
Quando terminarem, pedir a alguns alunos que
socializarem com a classe as questes que fizeram
e as respostas obtidas. Se todos quiserem socializar
a atividade fica muito mais interessante!
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  77
rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Pedir aos alunos que escrevam numa folha de
papel o conceito que eles tm de reforma agrria,
latifndio e latifundirio.
2. Aps a leitura individual do texto, reler o texto
com os alunos buscando encontrar, coletivamente,
o conceito de latifndio, latifundirio e
reforma agrria e faa o registro no quadro.
3. O texto d muitas pistas: Voc quer que o
velho divida as terras dele? Quantos hectares
ele tem? Ou acres?  acres ou hectares? Olha,
eles pegam no jipe da fazenda e, num dia, no
conseguem chegar ao fim das nossas terras.
Ele tem terra improdutiva? Exatamente a parte
que ele est guardando pra me dar quando
eu casar. Justia social. A insensibilidade dos
ricos no Brasil. Os escndalos dos sem-terra
num pas deste tamanho. ... toda a propriedade
 um roubo. ... so as terras do velho.
4. Pedir aos alunos que revejam e, se necessrio corrijam
o conceito escrito por eles, inicialmente.
5. Propor que escrevam, em duplas, um dilogo
cujo tema seja reforma agrria, com argumentos
a favor ou contra.
Descrio da atividade
Atividade P Falando srio: reforma agrria
17
Te x t o
Objetivo
 Emitir opinio, com argumentos, sobre a
questo da reforma agrria.
Introduo
De acordo com o Estatuto da Terra, lei que regula
direitos e obrigaes concernentes aos bens
imveis rurais, reforma agrria  um conjunto de
medidas que visam promover a melhor distribuio
das terras mediante modificao no
regime de sua posse e uso, a fim de atender aos
princpios da justia social e ao aumento de produtividade.
A primeira lei, n. 4.504, dispondo
sobre o Estatuto da Terra, foi promulgada em
30/11/64 e alterada por muitas outras que se
seguiram. A existncia de movimentos sociais
que, ainda hoje, lutam pela reforma agrria
mostra que a questo fundiria divide o Brasil
em segmentos sociais que tm interesses antagnicos.
Todo mundo  a favor, desde que seja
com a terra dos outros. Quando envolve sua
prpria fazenda, o raciocnio fundirio encara a
reforma agrria como uma ameaa ao direito de
propriedade. E voc,  contra a reforma agrria
ou a favor dela? De que forma voc acredita que
poderamos avanar nesse processo?
Resultados esperados:
Produo, em duplas, do dilogo sobre a reforma
agrria, com argumentos a favor ou contra.
6. Apresentao oral do trabalho das duplas.
Dicas do professor: Reforma agrria  compatvel com conservao
dos campos. Entrevista: Valrio Pillar (www.
amaivos.uol.com.br/templates/amaivos/noticia/noticia.asp?
cod_Canal=41&cod_noticia, veja.abril.uol.com.br/idade/
exclusivo/reforma_agraria/index.html) Instituto Nacional de
Colonizao e Reforma Agrria  Incra: perguntas e
respostas sobre a reforma agrria: (www.incra.gov.br.
www.wikipedia. org/wiki/Reforma_agrria). Reforma agrria,
Linha de tempo (www.terra.com.br). Documentrio: Joo sem
terra, de Tatiana Barbosa. A reforma agrria tratada em um
cordel, criado por Claudio Ferrario. Depoimentos de assentados
e acampados na regio do Pontal de Paranapanema/SP
que discutem a necessidade de implantao de uma real
poltica de reforma agrria.
Tempo sugerido: 3 horas
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78  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Perguntar aos alunos: quem  a favor da reforma
agrria? Anote o resultado no quadro-negro.
2. Propor aos alunos que faam uma leitura silenciosa
do texto.
3. Pedir que faam uma estimativa do tamanho das
terras do pai do personagem de Luiz Fernando
Verssimo, considerando uma velocidade mdia
do jipe de 30 km/h.
4. Orientar os alunos a transformar o valor encontrado
em hectares e acres. Perguntaar se eles
fazem idia da dimenso dessa rea. Ajud-los
procurando reas conhecidas para comparar, como
o tamanho da cidade, de algum estado etc.
5. Organizar os alunos em grupos para discutirem
e registrar: 1) quem se beneficiaria da
reforma agrria? 2) Quais seriam alguns desses
benefcios? 2) Quem e o que perderia com a
reforma agrria?
6. Aps as apresentaes dos grupos, voltar 
pergunta inicial da aula e perguntar se algum
mudou de idia.
Descrio da atividade
Atividade P  terra grande demais!
17
Te x t o
Objetivos
 Calcular rea.
 Transformar unidades de medidas de reas.
 Refletir sobre a necessidade da reforma agrria.
Introduo
Por que a reforma agrria tarda tanto no Brasil?
O que cada um de ns tem com isso? Refletir
sobre essas e outras questes  a proposio da
atividade a seguir.
Resultados esperados:
 Estimativa de uma rea usando velocidade de
um carro.
 Transformao de km2 para acres, ares e
hectares.
 Posicionamento dos alunos quanto  reforma
agrria.
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor: Acre  unidade de medida agrria de alguns
pases. O acre ingls e americano equivale a 40,47 ares.
Are  unidade de medida agrria equivalente a 100 metros
quadrados..
Hectares (Ha)  unidade de medida agrria equivalente a
100 ares ou um hectmetro quadrado.
Essa atividade pode ser trabalhada de modo interdisciplinar
com Portugus, Ingls e Educao e Trabalho.
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  79
rea: Portugus Nvel I e II
1. Pedir a um casal de alunos que faa a leitura
oral do texto.
2. Perguntar aos alunos como Verssimo consegue
o efeito de humor. (Ouvir os comentrios).
Depois, fazer os alunos perceberem que o texto
 narrado em forma de discurso direto para dar
agilidade  narrativa. A pontuao  muito
expressiva. Mostrar aos alunos vrios exemplos
de pontuao expressiva. Pedir que
observem que as frases curtas do ritmo  narrativa
e o humor se concentra bem mais na
composio do contexto: uma personagem quer
discutir seriamente um assunto que envolve
ideologia, a outra tem outras intenes e nenhuma
convico de seu discurso.
3. Perguntar se j viveram experincias com pessoas
que afirmam uma idia na teoria, mas,
na prtica, mostram o contrrio.
4. Escrever no quadro-negro as duas piadas
abaixo sem qualquer sinal de pontuao ou
diviso de pargrafos.
a.  Desculpe, querida, mas eu tenho a
impresso de que voc quer casar comigo s
porque eu herdei uma fortuna do meu tio.
 Imagina, meu bem! Eu casaria com voc
mesmo que tivesse herdado a fortuna de
outro parente qualquer!
b.  Voc tem a quinhentos reais para me
emprestar?
 No.
Descrio da atividade  E em casa?
 Tudo bem, obrigado.
5. Pedir aos alunos que pontuem o texto com a
mxima expressividade possvel.
6. Pedir que alguns leiam as piadas que pontuaram.
7. Dialogar com a classe sobre a importncia da
expressividade marcada pela pontuao para
a compreenso da mensagem.
Atividade P Dialogando
Resultados esperados:
Obter expressividade ao transcrever o oral para o
escrito por meio da pontuao.
17
Te x t o
Objetivo
 Praticar a habilidade de criar textos em discurso
direto e de dar expressividade  pontuao.
Introduo
Refletir sobre a questo da reforma agrria?
Contra ou a favor? Na teoria ou na prtica.
Tempo sugerido: 2 horas
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80  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Artes Nvel I e II
1. Ler e discutir o texto.
2. Formar dois ou trs grupos.
3. Com base na discusso do texto, os grupos
definiro sua interpretao particular sobre a
questo da mecanizao do trabalho no
campo.
4. Cada grupo dever criar uma imagem sonora
que expresse a sua viso do tema.
5. De acordo com os elementos da teoria musical
(ritmo, harmonia e melodia), a imagem sonora
 construda a partir da explorao de
recursos vocais, em especial de gritos (agudos,
graves, fortes, fracos, longos, breves, altos,
baixos).
6. Apresentao dos coros de gritos.
7. Discusso do exerccio tendo por foco a comparao
entre a recepo da obra e o objetivo
inicial de cada um dos grupos, alm da construo
do coro segundo os elementos da teoria
musical.
Descrio da atividade
Atividade P Coro de gritos
18
Te x t o
Objetivo
 Explorar recursos vocais para a criao de uma
imagem sonora.
Introduo
No h vestgios sobre o tipo de msica produzido
na origem do homem, porm, observando-se
as chamadas culturas primitivas que ainda sobrevivem
em nosso planeta, podemos inferir que
essa msica tinha por instrumento o corpo, e que
sua base encontra-se no som produzido por batidas
de ps e mos e pela voz.
Segundo a teoria musical, a msica  formada
por trs elementos principais: o ritmo, a harmonia
e a melodia.
O ritmo marca a cadncia e  a base de toda
expresso musical.
A harmonia  responsvel pela organizao de
sons simultneos.
A melodia pela sucesso de sons de tal forma que
o padro rtmico e harmnico torne-se reconhecvel.
Resultados esperados:
 Que o aluno explore a criao de imagens
sonoras a partir da voz.
 Que o aluno exercite outras formas de discusso
de temas, nesse caso, a musical.
Dicas do professor: Sites: www.musicaeadoracao.com.br/
tecnicos/historia_musica/historia_lindquist/index.htm
www.musicaeadoracao.com.br/tecnicos/historia_musica/
pequena_historia_musica.htm
Tempo sugerido: 1 h 30 min
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  81
rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Antes da leitura do texto, pergunte aos estudantes
o que eles sabem e quais suas dvidas sobre a
histria da luta dos trabalhadores no campo.
2. Dividir o quadro em duas partes e anotar as
respostas dos alunos.
3. Solicitar a leitura silenciosa do texto.
4. Debate: em que medida o texto contribui para
esclarecer as questes escritas no quadro? O
que mais precisamos saber para reconstituir
essa histria?
5. Depois de falar sobre a importncia da pesquisa
como instrumento de compreenso da
realidade, sugerir uma pesquisa sobre a histria
das lutas camponesas.
6. Debate: o que j sabemos? Como e onde poderemos
obter outros dados? Temos alguma coisa
na biblioteca que fale sobre isso? Algum
Descrio da atividade
Atividade P As lutas camponesas como objeto de pesquisa
18
Te x t o
Objetivo
 Perceber que a compreenso da histria da organizao
dos trabalhadores no campo requer
uma pesquisa sobre o tema.
Introduo
Por que o campo grita? Desde que os portugueses
chegaram ao Brasil, a terra tornou-se propriedade
de poucos e, cada vez mais, tm se acentuado as
condies de explorao de milhes de trabalhadores
e trabalhadoras do campo. A partir de
1930, com o Estado Novo, implementaram-se
esforos para a modernizao do pas, superando
as prticas e concepes das velhas oligarquias
agrrias. O movimento de 1930 tinha como perspectiva
incrementar a industrializao, fortalecendo
o poder poltico da burguesia industrial em
detrimento das oligarquias agrrias. A industrializao
se intensificou com a Segunda Guerra
Mundial quando as circunstncias internacionais
permitiram, e mesmo exigiram, um esforo de
substituio das importaes que, devido  guerra,
no chegavam dos pases industrializados.
Neste contexto, a classe operria comea a crescer
e se fortalecer, reproduzindo as reivindicaes
e formas de luta j experimentadas pelas organizaes
operrias europias. Era s uma questo
de tempo para que as experincias de lutas e conquistas
da jovem classe operria estimulassem as
organizaes dos trabalhadores do campo. Na
dcada de 1950, surgem organizaes com caractersticas
sindicais, reivindicando a reforma agrria
e denunciando as condies degradantes e a
brutal explorao do trabalho do campo. Mas isso
no  tudo! Como saber mais sobre as lutas camponesas?
conhece algum trabalhador rural que possa
nos conceder uma entrevista? Por onde comear
a pesquisa?
7. Discusso e deliberao sobre o processo de
pesquisa.
8. Execuo da pesquisa.
9. Apresentao/discusso dos resultados.
Tempo sugerido: 12 horas
Resultados esperados:
Reunir elementos para compreenso da histria
das lutas dos trabalhadores do campo.
Dicas do professor: 1. Sobre as Ligas Camponesas, veja o
filme Cabra marcado para morrer, de Eduardo Coutinho. 2.
Veja tambm o filme Jango, de Silvio Tendler. 3. Consulte o
site da Comisso Pastoral da Terra (www.cptnac.com.br/) e
da Confederao Nacional dos Trabalhadores na Agricultura
(www.contag.org.br/)
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82  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Geografia Nvel I e II
1. Realizar a leitura de imagem, por meio da
foto do texto. Fazer a leitura do texto em sala
de aula com os alunos.
2. Solicitar aos alunos que associem o texto com
a foto.
3. Destacar no texto a informao da concentrao
da terra no Brasil e o ano em que o
dado  apresentado.
4. Sugerir aos alunos que destaquem, de acordo
com o texto:
a. Que evento ocorreu no incio da dcada de
1960.
b. Qual foi uma das principais reivindicaes
aprovadas pelo evento.
c. Qual foi o desfecho da reivindicao.
d. Identificar quem governava o Brasil naquele
momento.
5. Requisitar aos alunos que apontem como os
congressistas qualificavam o movimento dos
trabalhadores na ocasio do Congresso Nacio-
Descrio da atividade
Atividade P A organizao camponesa e a luta dos trabalhadores rurais
18
Te x t o
Objetivo
 Levar o aluno a compreender a organizao do
movimento campons de luta por direitos
como um movimento histrico no Brasil.
 Conhecer a realidade da distribuio fundiria,
marcada pela concentrao das terras nas
mos de poucos e pela intensa atividade especulativa
com terras rurais.
Introduo
O Brasil transformou-se, paulatinamente, num
pas de latifndios aps a colonizao. Na medida
que a terra se transformou em bem essencial
ao desenvolvimento da atividade colonial (exportao
de bens primrios e matrias-primas), a sua
condio comunal foi sendo transformada em
propriedade privada, num ritmo ace-lerado at
os dias de hoje. O Brasil se transformou numa
nao onde a concentrao da propriedade atingiu
patamares que nos colocam dentre as mais
injustas do mundo. A concentrao da terra no
campo  a principal responsvel pelo xodo
rural. A manuteno do trabalhador no campo
requer medidas que alterem o desigual quadro
da concentrao da terra, sendo a luta dos trabalhadores
uma delas.
nal de Lavradores e Trabalhadores Agrcolas
(I CNLTA)
6. Debater sobre a luta pela terra e por direitos dos
trabalhadores. Falar da resistncia dos latifundirios,
marcada geralmente pela violncia.
7. Anotar no caderno as concluses.
Tempo sugerido: 2 horas
Resultados esperados:
 Compreender a concentrao da terra rural como
um trao marcante do desenvolvimento das
relaes capitalistas de produo no campo.
 Compreender que a propriedade da terra no Brasil
 um processo que tem origem na colonizao e
no modelo econmico implantado.
 Discutir a organizao e a luta dos trabalhadores
rurais.
Dicas do professor: Sites: para aprofundar o tema: MST
(www.mst.org.br/), CIMI (www.cimi.org.br/), ADITAL
(www.adital.com.br/site/ index.asp?lang=PT), CONTAG
(http://www.contag.org.br/).
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  83
rea: Histria Nvel I e II
Motivar uma pesquisa sobre o tema.
1. Dialogar com os alunos sobre o tema, motivando-
os para a atividade.
2. Observar, ler e interpretar o texto. Dividir a
turma em grupos de trabalho.
3. Solicitar que investiguem o tema e, se possvel,
levem informaes para a sala de aula:
notcias, reportagens, rdio, TV, Internet, livros
didticos, registros, evidncias da histria.
4. O professor deve tambm levar material para
a sala de aula.
5. Construir uma linha de tempo dividindo os
anos em uma faixa de papel em cinco blocos:
1960-1970,1970-1980,1980-1990,1990-2000,
2000 etc.
6. Os alunos devem representar em cada poca os
acontecimentos, problemas, lutas, vitrias e derrotas
que a marcaram. No se esquea de situar
Descrio da atividade
os acontecimentos no tempo e no espao: o qu?
Quando ocorreu? Onde? Quem? Como? Etc.
Use fotos, frases, palavras, reportagens, documentos
para construir a linha de tempo sobre
Reforma agrria e direitos dos trabalhadores
rurais: histrias e lutas. Ao final, apresentar, discutir
e afixar na sala.
Materiais indicados:
P Papel, livros, reportagens,
tesoura, pincis, cola
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Reforma agrria e direitos dos trabalhadores rurais: histrias e lutas
Resultados esperados: Refletir sobre a luta
dos trabalhadores rurais pela reforma agrria e
registrar numa linha de tempo.
18
Te x t o
Objetivo
 Registrar e discutir as histrias e as lutas pela
reforma agrria e direitos dos trabalhadores rurais
no Brasil a partir dos anos 1960.
Introduo
O texto e a imagem nos levam ao incio dos anos
1960. Isto quer dizer que a questo da luta pela
terra est presente na histria do Brasil h vrias
dcadas, com fora poltica e social. Especialmente
a partir de meados do sculo XX, o Brasil sofreu
profundas transformaes econmicas, sociais e
polticas. Entretanto, a concentrao da terra permaneceu.
A modernizao tecnolgica, a diversificao
das atividades produtivas, as polticas pblicas
para os diversos setores, pela via de modernizao
conservadora no colocaram fim nas reivindicaes
pela reforma agrria. Ao contrrio, os
movimentos, as demandas, as bandeiras de luta
passaram por mudanas que revelam, na atualidade,
a complexidade das relaes campo-cidade,
urbano-industrial-rural, movimentos sociaispartidos
polticos-estado, no ?  interessante
observar como no contexto neoliberal, de globalizao
econmica e desenvolvimento tecnolgico,
o movimento social de luta pela terra, como
o MST, apresenta fora e vitalidade. A partir do
texto e da imagem, sugerimos ampliar a anlise
no tempo histrico, discutindo as transformaes
ocorridas nas lutas em defesa da reforma agrria
e dos direitos dos trabalhadores rurais.
Dicas do professor: Site do MST (www.mst.org.br). Livros:
Reforma agrria no Brasil: histria e atualidade da luta pela
terra, de L. S. de Medeiros (Fundao Perseu Abramo); A
questo agrria no Brasil. vols.I, II, III e IV, de Joo Pedro
Stedile (org.). Expresso popular (vrias edies).
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84  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Matemtica Nvel II
1. Escrever no quadro a informao: em 1961,
62,33% da rea total do Brasil pertencia a 70
mil proprietrios. Convidar os alunos ento a
verificar no mapa do Brasil esta rea.
2. Sobre um papel quadriculado, pedir que os
alunos elaborem um desenho simplificado do
mapa do Brasil. Voc pode orient-los a quadricular
um mapa maior ou menor para transferi-
lo ao papel milimetrado.
3. Pedir ento que estimem no mapa os 62% de
rea citada. Pergunte: esta rea equivale a, aproximadamente,
quantos estados?
4. Solicitar que calculem 62% da rea total do Brasil,
sabendo que corresponde a 8.547.403,5 km2.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P Papel quadriculado,
mapa do Brasil
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Desenhando mapa, estimando rea
Resultados esperados:
Estimativa no mapa da rea ocupada pelas propriedades
do latifndio de 1961 no Brasil.
18
Te x t o
Objetivo
 Estimar rea em um mapa.
Introduo
Segundo o texto, em 1961, 3,39% das propriedades
cadastradas, cerca de 70 mil, se estendiam
por nada menos que 62,33% da rea total do
Brasil. Isto  muita terra para pouca gente. Que
implicao isto tem para a vida dos que trabalham
na terra? Quais as conseqncias da concentrao
de terra?
Dicas do professor: Trabalhe essa atividade em parceria
com os professores de Artes, Geografia e Educao e
Trabalho.
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  85
rea: Economia Solidria Nvel I e II
Depois da leitura do texto, explicar o que  agroecologia.
Em seguida, destacar as frases do texto:
 A agroecologia, por sua prpria natureza,
 integradora
(...) o desenvolvimento da produo agroecolgica
em Santa Catarina e no Brasil devese,
em muito, ao pioneirismo de grupos e
associaes de agricultores (...)
Na rea social, ajuda a manter o homem no
campo, pois a tendncia  utilizar mais o trabalho,
e com isso agrega mais a famlia, valoriza o
trabalho e traz dignidade ao ser humano.
O professor, a partir das frases destacadas, faz a
correlao entre agroecologia e economia solidria,
frisando que:
A economia solidria como a agroecologia,  integradora,
pois rene trabalhadores que se organizam
para produzir e gerar renda de forma diferente,
preocupados com a sade e preservao
do meio ambiente, portanto,  inovadora;
Tanto uma como a outra, pequenos produtores em
torno de associaes e cooperativas, com os mesmos
objetivos.
Ao agregar esses produtores, ambas concretizam
condies de produzir, otimizando recursos, viabilizando
insero maior de seus produtos no mercado
e, conseqentemente, maior retorno financeiro.
O aumento de renda desses produtores incentiva
Descrio da atividade sua permanncia em suas pequenas propriedades,
evitando o xodo para os centros urbanos,
fortalecendo a agricultura familiar.
H muitas associaes e cooperativas de produtores
agroecolgicos organizados seguindo os princpios
da economia solidria, pois  prprio dela agregar
ou organizar coletivamente e solidariamente
pequenos produtores, tanto rurais como urbanos.
As atividades, tanto na economia solidria como
na agroecologia, so intensivas em mo-de-obra.
Na organizao coletiva, h mais espao para
estimular a criatividade, a troca de informaes,
desenvolvimento das potencialidades individuais
e coletivas.
Propor aos alunos a elaborao individual de um
texto expressando sua compreenso sobre cultivo
orgnico e seus benefcios econmicos, sociais, ambientais
e para a sade.
Atividade P Economia solidria e agroecologia
19
Te x t o
Objetivo
 Mostrar que a agroecologia tem conexo com a
economia solidria, pois ambas se apresentam
como uma alternativa inovadora concreta, privilegiando
o trabalho e a qualidade de vida.
Introduo
A atividade procura chamar a ateno para a agroecologia
e a economia solidria como uma alternativa
concreta e criativa em relao  estrutura produtiva,
ao meio ambiente, trabalho, a relao com
setores da sociedade civil e qualidade de vida dos
trabalhadores(as) e pequenos produtores(as).
Resultados esperados:
Demonstrar que a agroecologia e a economia solidria
tm muito em comum. Ambas promovem
um modo inovador de produzir e gerar trabalho e
renda aos trabalhadores e pequenos produtores.
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86  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Educao Fsica Nvel I e II
1. Orientar a classe na execuo dos seguintes exerccios:
Relaxamento
a) Posio inicial: escolha uma posio confortvel
em p;
b) Encolha os ombros. Mantenha a tenso enquanto
coloca a cabea entre os ombros. Relaxe os
ombros. Deixe-os soltos e sinta o relaxamento.
2. a) Posio inicial: escolha uma posio confortvel
em p;
b) Deixe todo o seu corpo relaxado, sinta o
conforto e o peso;
c) Inspire e encha completamente os pulmes.
Prenda a respirao. Perceba a tenso;
d) Expire, deixe o trax ficar relaxado, deixe o
ar sair. Continue relaxando e respirando livre.
3. a) Posio inicial: escolha uma posio confortvel
em p;
b) Contraia o estmago e mantenha-o assim
por alguns instantes. Repare na tenso enquanto
relaxa;
c) Agora coloque a mo sobre o estmago. Inspire
profundamente pelo estmago, empurrando
a mo para cima. Segure e relaxe.
d) Arqueie as costas sem tencionar, mantenha
o resto do corpo to relaxado o quanto possvel.
Concentre-se na tenso na regio in-
Descrio da atividade
ferior das costas. Relaxe cada vez mais;
4. a) Posio inicial: escolha uma posio confortvel
em p;
b) Contraia as ndegas e as coxas;
c) Flexione as coxas forando os calcanhares
para baixo, o mximo que puder. Relaxe e sinta
a diferena. Incline os dedos dos ps para
baixo tencionando a barriga da perna (panturrilha).
Analise a tenso. Relaxe. Incline os
dedos dos ps em direo do rosto, criando
tenso na canela. Relaxe novamente;
5. Pedir aos alunos que desenvolvam um mural
com as vrias posies do relaxamento e sua
importncia no bem-estar.
Atividade P Educao fsica no campo
19
Te x t o
Objetivo
 Identificar as diversas maneiras de apoio ao
combate do estresse, integrando exerccios de
relaxamento no dia-a-dia.
Introduo
O texto trata da melhoria da qualidade de vida,
da sade, do contato direto com a natureza e
tambm mostra um pouco da vida no campo com
a agricultura sustentvel, agroecolgica, que dentre
tantos benefcios tambm mantm o trabalhador
rural no campo. O trabalho no campo,
ainda que esteja repleto de tecnologia com o uso
de novos equipamentos e novas tcnicas,  um
trabalho pesado, que exige a necessidade do desenvolvimento
de novas posturas corporais para a
preveno de doenas, o controle das fadigas
musculares, alm do estresse e dos problemas
que chegam junto com ele. A Educao Fsica se
insere nesse contexto.
Materiais indicados:
P Papel pardo, recortes de
revistas, caneta pilot
Tempo sugerido: 3 horas
Resultados esperados:
Reconhecer a importncia do relaxamento como
instrumento de combate ao estresse. Produo
de texto.
Dicas do professor: Ao realizar os exerccios de relaxamento,
procure sentir o peso em toda a parte inferior do
corpo enquanto o relaxamento se aprofunda. Relaxe os ps,
tornozelos, panturrilhas, canelas, joelhos, coxas e ndegas.
Deixe o relaxamento se espalhar at o estmago, a regio
inferior das costas e o trax. Solte-se cada vez mais e sinta
o relaxamento.
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rea: Portugus Nvel II
1. Atividades de leitura: ler o texto com os alunos,
comentar os benefcios das cooperativas e analisar
a situao de seu estado em relao ao
incentivo para pequenos agricultores.
2. Atividades de deciso em grupos:
Reflexo individual:
a. Entregar a cada participante dez cdulas
que imitam dinheiro. Todas com o mesmo
valor. Sugerimos a criao de uma cdula
inexistente, por exemplo, R$ 250,00.
b. Pedir a cada um que pense seriamente: como
aquele dinheiro poderia ser gasto? Pedir
tambm que escrevam o destino escolhido.
Reflexo em grupo:
a. Dividir a classe em grupos.
b. Pedir que os alunos coloquem todo o dinheiro
de cada um em um monte nico, no centro
de cada grupo.
c. Pedir que cada participante retire de sua
parte apenas cinco cdulas e repense a forma
como gastaria esse dinheiro, pois o
restante pertence ao grupo. Essa atividade 
oral. Cada participante diz o que teria comprado
se tivesse todo o dinheiro e, agora, o
que comprar (ou empreender) com a
parte que lhe coube.
d. Como as cdulas restantes pertencem agora
ao grupo perguntar que destino seus
menbros daro ao dinheiro: causas sociais?
Aquisies para o grupo? Outros fins? Emprstimo
para um dos membros do grupo? Incio
de um negcio? Depois de tomada a
Descrio da atividade deciso, pedir que cada grupo escreva o
destino que ser dado ao dinheiro e os
motivos da escolha dessa alternativa.
e. Formar um grande grupo.
f. Pedir que um representante de cada equipe
mostre  classe o destino dado ao dinheiro e
as razes para esse gesto. Falar tambm
sobre a facilidade ou dificuldade da deciso.
g. Perguntar, ento, ao grande grupo, qual a relao
dessa dinmica com a vida cotidiana.
O dinheiro  fim ou meio? Pedir que, por
fim, relacionem a dinmica  seguinte frase:
um velho ndio descreveu certa vez os
seus conflitos internos: Dentro de mim
existem dois cachorros: um deles chega a
ser cruel de to mau; o outro  muito bom
e dcil. Os dois esto sempre brigando.
Quando ento lhe perguntaram qual dos
cachorros ganharia a briga, o sbio ndio
parou, refletiu e respondeu: Aquele que
eu alimentar.(sabedoria indiana)
h. Retomar o texto da antologia e perguntar
qual a relao que estabelecem entre a
dinmica e o contedo do texto.
3. Atividades de produo de texto: registrar as
impresses vividas durante a dinmica e,
depois, ler o texto resultante para os colegas.
Atividade P O que fazer com o dinheiro?
19
Te x t o
Objetivo
 Ampliar a capacidade de argumentar em situaes
concretas.
Introduo
Como o trabalho em grupo pode beneficiar toda
a sociedade?
Caderno do professor / Trabalho no Campo  87
Tempo sugerido: 5 horas
Resultados esperados:
Ampliao da capacidade de trabalhar metforas
e relacion-las  vida cotidiana.
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88  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Depois da leitura do texto, pedir aos alunos que
faam uma pesquisa no seu bairro ou regio
onde moram, procurando saber: se existe alguma
organizao coletiva de trabalhadores ou
trabalhadoras (associao, cooperativa ou grupo
informal) que produza artesanato; se existe
feira de artesanato.
2. Organizar a sala em grupos e pedir que faam
anotaes sobre o que encontraram, para em
seguida, cada grupo expor para a turma.
3. Auxiliar na organizao dos dados coletados e
preparar com eles uma segunda etapa da pesquisa,
que  a visita dos alunos s organizaes
e/ou feiras que encontraram.
4. Para as visitas, construir com eles um pequeno
questionrio ou roteiro de entrevista, abordando
os seguintes pontos:
natureza da organizao (cooperativa, associao
ou grupo informal);
quantas pessoas trabalham;
quantos so homens e mulheres;
em que local trabalham;
que produtos produzem;
que matria-prima utilizam para produzir;
como e onde vendem (feiras, bairros, vendedores
externos, etc.);
Descrio da atividade
Atividade P Economia solidria e o trabalho de artesanato
20
Te x t o
Objetivo
 Mostrar que o artesanato  uma atividade caracterstica
da economia solidria por privilegiar
o trabalho, preservar o meio ambiente e
fazer aproveitamento de recursos.
Introduo
A atividade procura chamar a ateno para a lgica
implcita na economia solidria ao viabilizar
uma estrutura produtiva para trabalhadores e
trabalhadoras em seu ambiente natural, proporcionando
trabalho e renda, preservando o meio
ambiente e promovendo o reaproveitamento de
recursos gerando arte, despertando talentos e
criatividade.
como dividem o que ganham com a venda dos
produtos;
quanto ganha, em mdia, cada pessoa.
5. Cada grupo deve apresentar o resultado de
sua pesquisa para a sala, procurando relacionar
as caractersticas das organizaes visitadas
com os princpios da economia solidria.
Por exemplo, no artesanato descobrem-se
talentos e desenvolve-se a criatividade dos trabalhadores
e trabalhadoras ao proporcionar
liberdade para criar;  um empreendimento,
geralmente, localizado prximo dos locais de
moradia, tem o objetivo de gerar trabalho e
renda familiar, a exemplo das mulheres artess
do texto.
Resultados esperados:
Demonstra que o artesanato  caracterstico da
economia solidria e promove um modo de produzir
e gerar trabalho e renda aos trabalhadores(
as) num processo agregador e responsvel
com o meio ambiente, reaproveitando materiais,
produzindo arte, despertando talentos e
criatividade, fomentando, inclusive, o desenvolvimento
local.
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  89
rea: Histria Nvel II
1. Conversar com os alunos sobre os tipos de
trabalho, os instrumentos, as ferramentas e as
novas tecnologias usadas no meio rural.
Levantar com eles os tipos de trabalho, de
produo que eles conhecem.
2. Levar para a sala de aula imagens, fotografias
de instrumentos, de atividades, reportagens
que representam novas tecnologias (por exemplo,
mquinas modernas) e antigas (arado) e
pedir aos alunos tambm pesquisem sobre isso.
3. Ler o texto com a turma. Procurar os significados
das palavras desconhecidas.
4. Interpretar oralmente o texto com os alunos,
destacando as mudanas e as permanncias, as
transformaes ocorridas no trabalho rural.
5. Produzir um mural coletivo com imagens e
frases dos alunos, destacando: MUDANAS,
PERMANNCIAS, PROBLEMAS, DESAFIOS
DO MEIO RURAL.
Descrio da atividade
Atividade P Novas tecnologias e emprego no meio rural
20
Te x t o
Objetivo
 Analisar as transformaes ocorridas no trabalho
no meio rural brasileiro com o emprego de
novas tecnologias.
Introduo
Quando se fala em uso de novas tecnologias no
campo, logo vem a nossa mente a substituio de
mo-de-obra por mquinas, o que provoca desemprego
e xodo rural. Os impactos desse fenmeno
so bem conhecidos: inchao das periferias
das grandes cidades, fome, precrias condies
de vida e muitos outros problemas sociais agravados
em nosso pas nas ltimas dcadas do sculo
XX. Entretanto, as mudanas verificadas na
produo agropecuria, as atividades rurais no
agrcolas, como o turismo rural; o agronegcio, a
agricultura familiar e a reforma agrria nos indicam
que est ocorrendo uma mudana profunda
no setor, que pode gerar novas atividades, novos
empregos, melhorar a renda e as condies
de vida e de trabalho do homem no campo.
Entretanto, de acordo com o texto esse tema no
pode ser analisado de forma superficial, mas
exige um olhar crtico sobre a complexidade da
produo econmica no meio rural, interligada a
outros setores da cadeia produtiva como fbricas,
comrcio etc. O texto oferece interessantes
elementos para repensarmos essa problemtica.
Materiais indicados:
P Papel, fotografias, recortes
de jornais, revistas, cola,
tesoura, pincis
Tempo sugerido: 2 horas
Resultados esperados:
Produo de um mural coletivo destacando as
mudanas no meio rural, a introduo de novas
tecnologias e a permanncia ainda de tcnicas
mais antigas.
Dicas do professor: Livro: Tecnologia & agricultura familiar,
de Jos Graziano da Silva (Edurgs).
Site: www. www.agroanalysis.com.br
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90  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Solicitar aos alunos que leiam o texto.
2. Colocar no quadro-negro o pargrafo abaixo:
Olha, emprego at tem. Mas eu lhe pergunto:
a vida  s comer? (...) Por que no
podemos construir um futuro melhor para
que nossos filhos produzam para eles mesmos.
3. Em seguida, explicar que:
A economia solidria  uma alternativa que
pode facilitar a vida de trabalhadores(as) que
se encontram em situaes difceis para obter
trabalho e renda.
A economia solidria, alm de gerar renda, 
mais acolhedora, integradora e desperta sentimentos
de solidariedade, autonomia, autoestima
e cidadania que podem ter sido perdidos
na vivncia do desemprego.
Nos empreendimentos coletivos, como as
cooperativas/associaes ou grupos autogeridos,
no h patro que os demitam, pois so
todos associados, e as decises so tomadas
Descrio da atividade
Atividade P Condies precrias de existncia, o que fazer?
21
Te x t o
Objetivo
 Estabelecer relao entre as condies precrias
de existncia de trabalhadores(as) pobres
e o movimento da economia solidria como
alternativa.
Introduo
A atividade se insere no contexto da discusso
das difceis condies de vida de uma parcela
significativa da populao trabalhadora, que,
sem muita opo de trabalho e renda em seus
locais de origem, engrossa o fluxo migratrio
entre regies em busca de alternativas. Nessa
busca, querem construir um futuro melhor que
pode ser encontrado numa forma diferente da
relao de emprego tradicional  a economia
solidria  uma alternativa possvel.
por eles, coletivamente, pois eles so os responsveis
pelos negcios e pela gesto do seu
empreendimento.
Experimentam uma forma de produzir diferente
da tradicional, que pode abrir uma
perspectiva de futuro ainda no conhecida.
Como disse o educador Paulo Freire (...) o
futuro  problemtico e deve ser construdo
porque no est pr-dado.
4. Aps o debate sobre o texto e sobre a economia
solidria como alternativa de trabalho e
renda para regies menos favorecidas, como
as citadas no texto, propor ao alunos que elaborem,
individual ou coletivamente, um texto
expressando a compreenso da frase que foi
colocada no quadro-negro.
Resultados esperados:
A possibilidade de reflexo sobre a economia
solidria como alternativa concreta de gerao
de trabalho e renda e de um futuro que pode ser
melhor, ficando menos dependente do mercado
de trabalho dos grandes centros produtivos.
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  91
rea: Educao Fsica Nvel I e II
1. Promover uma discusso com as seguintes
questes: a) Voc j se percebeu respirando?
Como  sua respirao? Descreva todos os
movimentos dela: por onde entra o ar, por
onde sai etc. Quando respiramos, fazemos
intencionalmente? Por qu? Que outros movimentos
no nosso corpo so autnomos, no
dependem de nossa vontade? Descreva-os.
2. Respirao natural e completa: a) Comece sentado
ou em p, ereto, mantendo uma boa postura.
Respire pelo nariz. b) Enquanto inspira,
encha em primeiro lugar a parte inferior (de
baixo) dos pulmes. O seu diafragma empurrar
o abdmen para dar espao ao ar. c)
Em segundo lugar, encha a parte central dos
pulmes, enquanto as costelas inferiores e o
trax movem-se ligeiramente para a frente para
acomodar o ar. d) Em terceiro lugar, encha a
parte superior dos pulmes, enquanto eleva
ligeiramente o trax, encolhendo o abdmen
para sustentar os pulmes. Esses trs passos
podem ser executados em uma nica inspirao
suave e contnua que, com a prtica, pode ser
realizada em alguns segundos. e) Prenda a res-
Descrio da atividade
Atividade P Voc j se percebeu respirando?
21
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre os movimentos no cotidiano de
forma intencional e no mecnica. Reconhecer
a importncia da Educao Fsica para a vida.
Executar a respirao natural completa.
Introduo
O texto trata de uma regio rural do nordeste
brasileiro, o agreste e a Zona da Mata, que inspirou
o poema Morte e vida severina. Como vemos,
trata-se do velho e insolvel problema da seca e
das dificuldades de sobrevivncia. Devido  precariedade
e pobreza do local imaginamos como
deve ser esse trabalho. Que tcnicas existem para
o cultivo de um solo pobre e seco? Como  o diaa-
dia dessas pessoas em busca do mnimo para
viver? Apesar da tecnologia, os marginalizados
da sociedade ainda no sculo XXI necessitam do
vigor fsico para a sobrevivncia em condies
extremas de vida, como  no serto nordestino.
Um dos principais aspectos para uma boa sade
 a oxigenao do sangue de maneira profunda e
correta, algo que fazemos durante toda a nossa
vida, mas que passa desapercebido por todos.
Voc j se percebeu respirando?
pirao durante alguns segundos. f) Enquanto
expira lentamente, retraia ligeiramente o abdmen
e levante-o lentamente, enquanto os pulmes
esvaziam. Quando tiver expirado completamente,
relaxe o abdmen e o trax. g) De
vez em quando, no final da fase de inspirao,
erga ligeiramente os ombros e a clavcula, para
que a parte superior dos pulmes fique novamente
cheia de ar fresco.
3. Ao final desenvolver com os alunos um mural
ou um texto que contenha a discusso, os
movimentos autnomos e a importncia da
respirao.
Tempo sugerido: 3 horas
Resultados esperados:
Reconhecer a importncia da Educao Fsica no
dia-a-dia. Refletir sobre a intencionalidade do
movimento. Produo de texto.
Dicas do professor: Provavelmente, voc j se surpreendeu
suspirando ou bocejando durante o dia. Geralmente, isso 
sinal de que voc no est obtendo oxignio suficiente. O
suspiro e o bocejo so formas utilizadas pelo corpo para
remediar a situao.
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92  Caderno do professor / Trabalho no Campo
rea: Portugus Nvel I E II
Atividades de pr-leitura: testar o conhecimento
prvio dos alunos. Perguntar se j ouviram o poema
de Joo Cabral, se gostariam de conhec-lo.
Atividades de leitura: ler o texto com os alunos e
comentar as relaes estabelecidas pelo autor. Se
possvel, mostrar as canes de Chico Buarque
para os versos do poema.
Atividades de expresso oral:
a. Mostrar, na ntegra, o poema de Joo Cabral.
Divida a sala em grupos e fazer a leitura em
forma de jogral.
b. Pedir aos alunos que imaginem como aquela
histria ficaria no palco. Converse sobre as
possibilidades de montagem, as aes das personagens,
a criao dos cenrios, as falas das
personagens, o sentido da histria.
c. Por fim, convidar os alunos a encenar a pea
para as outras salas da escola. Os alunos que
qui-serem participar podero marcar ensaios e
dividir os papis.
d. Os demais, baseados no texto da antologia,
podero criar textos para chamar a ateno do
pblico para a pea, elaborar sinopses, prepa-
Descrio da atividade
Atividade P O teatro na escola: Morte e vida severina
Resultados esperados:
Ampliao da capacidade de expresso oral e noo
de montagem e adaptao de textos para o teatro.
21
Te x t o
Objetivos
 Desenvolver a capacidade de expresso oral e
de adaptao e textos para teatro.
Introduo
A sala de aula pode ser um timo ambiente para
desenvolvimento da expresso oral, por meio de
manifestaes artsticas.
Tempo sugerido: 5 horas
Dicas do professor: texto integral em: www.culturabrasil.
pro.br/ joaocabraldemelonetoo.htm
rar cartazes, ajudar na montagem como cenografistas,
iluminadores ou contra-regras.
e. O texto da antologia tambm poderia ser adaptado
para o teatro e, assim, uma nova viso do
poema poderia ser dada para a platia.
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Caderno do professor / Trabalho no Campo  93
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Inicialmente os alunos fazem a leitura do
texto.
2. Terminada a leitura, o professor deve pedir
aos alunos que identifiquem no texto, a parte
que eles acham que tem alguma similaridade
com a organizao dos empreendimentos da
economia solidria, indicando algumas palavras-
chaves, a seguir:
 Unio de pessoas;
 Produo;
 Gesto coletiva da produo;
 Utilizao de tcnicas;
3. Depois de identificado o trecho, escrever esses
pontos no quadro-negro para possibilitar o dilogo
com a classe, explicando que toda unio
tem um objetivo em comum, exemplificando
com o caso do Stio Caldeiro, fazendo um
paralelo com a economia solidria que conhecemos
hoje:
a) a economia solidria  um movimento contemporneo
de trabalhadores que buscam
uma maneira de produzir trabalho e gerar
renda praticando a solidariedade e democracia
de forma autogestionria;
b) a unio fortalece os interessados em torno
de um objetivo e os torna mais fortes para
enfrentar as dificuldades;
Descrio da atividade d) a unio possibilita o crescimento conjunto,
quando de forma individual seria muito
difcil acontecer;
e) possibilita produzir respeitando a natureza,
potencializando os resultados com aplicao
de tcnicas inteligentes e criativas;
f) propicia dignidade e cidadania s pessoas.
4. Ao final, solicitar aos alunos que elaborem um
pequeno texto relacionando os princpios fundamentais
da economia solidria com as possibilidades
de dignidade e cidadania na vida
do trabalhador.
Atividade P A unio faz a fora
22
Te x t o
Objetivo
 Mostrar que a unio sempre faz a fora. No
so novos os exemplos concretos de movimentos
coletivos que criam condies de as pessoas
produzirem eficientemente, defenderem seus
direitos e interesses por meio da organizao
coletiva.
Introduo
A atividade procura chamar a ateno para os
aspectos positivos da unio de pessoas por meio
do trabalho coletivo, caracterstico da economia
solidria no Brasil contemporneo. Chamar a ateno
para o fato de que o trabalho coletivo no
impede a utilizao de tcnicas de produo criativas
e de alta produtividade, aproveitando os
recursos naturais e respeitando o meio ambiente.
Resultados esperados:
Que os alunos possam compreender que na economia
solidria todos esto unidos em torno de
um objetivo comum: gerar trabalho e renda de
forma coletiva, produzir eficientemente, defender
seus direitos e construir condies de trabalho
mais estveis, democrticas e solidrias.
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rea:
Proposta de atividade
Nvel
Nome da atividade P
21
T e x t o
Objetivos:
Descrio:
Lista de materiais:





Coleo Cadernos de EJA
Modelo de atividade.qxd 21.01.07 18:16 Page 2
Anotaes:
Coleo Cadernos de EJA
Modelo de atividade.qxd 21.01.07 18:16 Page 4
Expediente
Comit Gestor do Projeto
Timothy Denis Ireland (Secad  Diretor do Departamento da EJA)
Cludia Veloso Torres Guimares (Secad  Coordenadora Geral da EJA)
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Unitrabalho)  UNESP/Unitrabalho
Diogo Joel Demarco (Unitrabalho)
Coordenao do Projeto
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Coordenador Geral)
Diogo Joel Demarco (Coordenador Executivo)
Luna Kalil (Coordenadora de Produo)
Equipe de Apoio Tcnico
Adan Luca Parisi
Adriana Cristina Schwengber
Andreas Santos de Almeida
Jacqueline Brizida
Kelly Markovic
Solange de Oliveira
Equipe Pedaggica
Cleide Lourdes da Silva Arajo
Douglas Aparecido de Campos
Eunice Rittmeister
Francisco Jos Carvalho Mazzeu
Maria Aparecida Mello
Equipe de Consultores
Ana Maria Roman  SP
Antonia Terra de Calazans Fernandes  PUC-SP
Armando Lrio de Souza  UFPA  PA
Clia Regina Pereira do Nascimento  Unicamp  SP
Eloisa Helena Santos  UFMG  MG
Eugenio Maria de Frana Ramos  UNESP Rio Claro  SP
Giuliete Aymard Ramos Siqueira  SP
Lia Vargas Tiriba  UFF  RJ
Lucillo de Souza Junior  UFES  ES
Luiz Antnio Ferreira  PUC-SP
Maria Aparecida de Mello  UFSCar  SP
Maria Conceio Almeida Vasconcelos  UFS  SP
Maria Mrcia Murta  UNB  DF
Maria Nezilda Culti  UEM  PR
Ocsana Sonia Danylyk  UPF  RS
Osmar S Pontes Jnior  UFC  CE
Ricardo Alvarez  Fundao Santo Andr  SP
Rita de Cssia Pacheco Gonalves  UDESC  SC
Selva Guimares Fonseca  UFU  MG
Vera Cecilia Achatkin  PUC-SP
Equipe editorial
Preparao, edio e adaptao de texto:
Editora Pgina Viva
Reviso:
Ivana Alves Costa, Marilu Tassetto,
Mnica Rodrigues de Lima,
Sandra Regina de Souza e Solange Scattolini
Edio de arte, diagramao e projeto grfico:
A+ Desenho Grfico e Comunicao
Pesquisa iconogrfica e direitos autorais:
Companhia da Memria
Fotografias no creditadas:
iStockphoto.com
Apoio
Editora Casa Amarela
Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)
(Cmara Brasileira do Livro. SP, Brasil)
Trabalho no campo : caderno do professor /
[coordenao do projeto Francisco Jos Carvalho Mazzeu,
Diogo Joel Demarco, Luna Kalil]. -- So Paulo :
Unitrabalho-Fundao Interuniversitria de Estudos
e Pesquisas sobre o Trabalho ; Braslia, DF : Ministrio
da Educao. SECAD-Secretraria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade,2007, -- (Coleo Cadernos de EJA)
Vrios colaboradores.
Bibliografia.
ISBN 85-296-0079-7 (Unitrabalho)
ISBN 978-85-296-0079- 6 (Unitrabalho)
1. Atividades e exerccios (Ensino Fundamental)
2. Livros-texto (Ensino Fundamental) 3. Vida no campo - Trabalho
I. Mazzeu, Francisco Jos Carvalho. II. Demarco, Diogo Joel.
III. Kalil, Luna. IV. Srie.
07-0421 CDD-372.19
ndices para catlogo sistemtico:
1. Ensino integrado : Livros-texto :
Ensino fundamental 372.19
eja_expediente_Campo_2372.qxd 1/26/07 3:37 PM Page 96

